Tecnologias da Informação a serviço do Governo

Tecnologia no Governo Brasileiro!Os governos têm realizado esforços no sentido de melhorar a qualidade da administração pública, no que tange ao planejamento, controle e execução dos programas e projetos.

Embora muitos problemas ainda persistam, e as iniciativas não sejam uniformes a toda a federação, existe uma nova mentalidade permeando as ações governamentais visando tornar mais eficazes os instrumentos de operacionalização das políticas públicas e, principalmente, proporcionar ao cidadão um nível de atendimento mais aprimorado.

A Tecnologia da Informação tem cumprido um papel relevante neste processo, propiciando ferramentas capazes de oferecer uma série de soluções já implementadas, das quais podemos citar o E-Gov como a de maior visibilidade para a sociedade em geral.

Ainda há muito a ser feito nessa área, porém, a realidade atual apresenta uma boa interação de pessoas com a tecnologia contribuindo para o aumento da eficácia da administração pública. Para isso é importante que se compreenda dois conceitos:

  • Gestão da Informação – é o processo sistemático de coleta, classificação, armazenagem e disseminação de informações relevantes para as pessoas certas no momento certo. Os conteúdos podem se apresentar em muitos meios e formatos, físicos ou digitais, estruturados (ex.: banco de dados, cubos olap, etc.) e não estruturados (documentos, planilhas, atas, jornais, sites especializados, etc.).

    A aplicação desses conceitos por parte de instituições públicas proporciona diversos benefícios como:

    Planejamentos mais precisos (baseados em dados e informações concretas),
    Monitoramento de ambientes internos e externos (acompanhamento das reações e tendências da sociedade através de jornais, blogs, etc.),
    Economia de tempo graças à automação da coleta, contextualização e organização das informações,

  • Trabalho Colaborativo – é o que envolve grupos de pessoas com interesses comuns, que compartilham informações, conhecimentos, análises e experiências. Ambientes colaborativos, quando bem estruturados, permitem que o conhecimento tácito das pessoas aflore, gerando uma enorme capacidade criativa na solução de problemas e inovação de processos, produtos e serviços.

O grande desafio aqui é o de manter uma aproximação entre os agentes públicos de forma a garantir unidade de esforços e aplicação de conhecimentos, experiências e informações para a resolução de problemas comuns, ganhando-se em agilidade e qualidade no serviço oferecido. Em resumo, é preciso criar uma cultura de trabalho colaborativo, onde ambas as estruturas, técnica e política, somem esforços para atender melhor à sociedade.

A mudança para uma cultura propícia a gestão de conhecimento pode ser facilitada por uma abordagem de implantação pragmática e evolutiva, permitindo que as pessoas se sintam confortáveis em adotar o novo modus operandi de maneira gradual e natural, sem sentirem ameaçadas ou forçadas a tal.

A evolução tecnológica, a expansão da cultura digital, e principalmente o amadurecimento da democracia e a maior conscientização política da sociedade, que exige uma mudança de atitude por parte das autoridades, são aspectos facilitadores neste processo.

A grande questão é: O que esperar desta evolução no futuro?

Texto de Paulo César Pereira
Com 20 anos de experiência em consultoria em empresas nacionais e multinacionais, navegou em todas as ondas tecnológicas que arrebentaram nas praias do business, como reengenharia, ERP, CRM, BI e Web. Atualmente tem se dedicado ao desenvolvimento de abordagens de negócio para empresas TI aproximando o discurso da tecnologia às necessidades do negócio.

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