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Câmara estuda liberação de internet nas eleições de 2010

Por Jackson Caset | 9 de junho de 2009 | (In)utilidades, Internet, Tendências, Últimas da TI Nenhum comentário


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A onda geek de Barack Obama está invadindo o congresso brasileiro. Vamos ver a zona que vai ser.

Entre os projetos, deputados pedem para arrecadar dinheiro online e usar ferramentas como blogs para divulgar campanhas.

Na Câmara dos Deputados tramitam projetos que pedem a liberação do uso da internet nas campanhas eleitorais de 2010, incluindo a possibilidade de usar ferramentas como o Twitter e da web para arrecadação de dinheiro pelos candidatos.

O responsável pelo projeto que engloba todas as discussões de reforma política de pontos específicos da lei eleitoral é o deputado Flávio Dino (PCdoB – MA). A ideia é tratar a web como um complemento de campanha.

O projeto aponta que os prazos de campanha online seriam fixados, como na TV, e que campanhas pagas – como em publicidade online – seriam proibidas. A deputada Manuela D’Ávila (PCdoB – RS) é uma das pessoas que levantam a bandeira das campanhas na internet. “Hoje eu poderia ter um Twitter como ferramenta eleitoral”, exemplifica.

Devido à atual rigidez da lei eleitoral, a deputada já foi abordada pelo Poder Judiciário para tirar do ar um vídeo que um eleitor fez sobre ela e divulgou no YouTube. O argumento foi que ela não poderia ter dois sites de campanha oficiais, então um teria que sair do ar. “Queremos diferenciar a relação do que é campanha e do que é informação na rede”, diz Manuela.

Manuela defende também doações pela internet para as campanhas. “Hoje temos uma referência próxima disso, que é o Barack Obama, mas antes as doações pela web já aconteciam”, explica. “Aqui, é difícil pensar em doações para o cargo de presidente, mas para um parlamentar pode ter um impacto muito positivo de aproximação e construção de candidatura.”

As discussões em torno da web nas campanhas eleitorais tiveram início em 2008, quando um grupo de deputados pediu que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral liberasse o uso da internet nas campanhas das eleições municipais.

Fonte: Vooz

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