Fechar

E se Spock fosse Analista da Qualidade?

Por | 17 de março de 2010 | Carreira, Qualidade Comente!

Meu marido hoje me contou que estava escrevendo um texto sobre a série Jornada nas Estrelas, relacionando-a à Qualidade. Com isso em mente, de repente comecei a pensar nos personagens e vi que ele poderia ter mesmo razão. Quem é nascido na década de sessenta, como eu e ele, certamente já deve ter visto ou até mesmo pode ser fã dessa série, aquela em que tomam parte três personagens com características bem distintas: Capitão Kirk, Spock e Dr. McCoy.

Dentre os personagens, Spock sempre foi aquele que mais me chamava a atenção. Para quem não o conhece, ele era o Oficial de Ciências da nave estelar Enterprise, não era literalmente deste mundo – seu planeta de origem era Vulcano -, e embora fosse um humanóide, possuía características biológicas mais avançadas em certos aspectos que a humana: sua força física e sua capacidade de ler a mente se sobressaíam. Visualmente, Spock se destacava pelas suas orelhas pontudas como as de um elfo, e pelas sombrancelhas oblíquas que lhe conferiam, na minha opinião, um ar de superioridade intelectual. Do ponto de vista psicológico, Spock se caracterizava, sobretudo, pelo autocontrole ao lidar com emoção e razão, motivo pelo qual procurava sempre agir conforme a lógica das coisas e dos fatos, jamais se deixando enredar pela emoção. Bem… Nem sempre foi assim, mas quase sempre foi!

E refletindo sobre isso, especialmente sobre os valores que a série veicula, observei como Spock poderia ter sido um excelente Analista da Qualidade. Pondere comigo:

  • Spock interpretava as circunstâncias pelos fatos: ele jamais deduzia baseando-se em sentimentos ou julgamentos subjetivos. Sempre tinha critérios bastante claros, analisava as situações e o comportamento das coisas pelas suas características e suas medidas. Enfim, interpretava conforme os fatos se davam e não como ele gostaria ou acharia que eles deveriam ser. Spock se baseava apenas em evidências objetivas.
  • Spock agia de forma leal, respeitosa e colaborativa: ele sempre era fiel e leal ao seu superior, bem como respeitoso e colaborativo com a tripulação da nave, embora fosse considerado frio, às vezes. Procurava argumentar à luz dos dados e das informações que obtinha, mesmo sabendo que seus argumentos poderiam não ser acatados. Ele usava apenas seu próprio julgamento. Caso o que ele propusesse não fosse acatado, nesse caso, apenas apontava os riscos e as possíveis consequências dos atos, mas jamais se comportava de forma rebelde, vingativa ou antiética, mesmo tendo um canal direto com a alta gerência. Spock agia baseado na ética e em princípios morais.
  • Spock ajudava e beneficiava os projetos em que era envolvido: ele trabalhava de forma independente e objetiva, perguntando de forma clara, ouvindo com atenção, direcionando e instruindo informações ao grupo conforme solicitado e sempre informando apenas o que era relevante. Spock atuava como consultor interno.
  • Spock era confiante, honesto e direto: como se baseava em critérios bem claros, era profissional, ético e apenas discutia assuntos pertinentes. Spock tinha imagem confiável e conduta correta.

A única coisa que talvez faltasse a Spock para vir a ser considerado um Analista da Qualidade perfeito, seria ele ser um pouco mais afável, encorajador, simpático e sorridente. Porque, querendo ou não, ser Analista da Qualidade requer um grande jogo de cintura e flexibilidade no trato humano, procurando-se perceber todas as nuances e sentimentos que podem estar envolvidos e que muitas vezes não estão tão explícitos assim.

Nesse caso, acho que somente restaria a Spock ter que pedir ajuda ao Dr. McCoy… Mas será que ele faria isso?

Fonte: QualIT

Marcadores: ,

Outros conteúdos interessantes

Deixe seu comentário!