A crise econômica e a infraestrutura de TI

O chacoalhão que os mercados em todo mundo levaram recentemente pôs as empresas de TI em alerta. Cortes de custos, o famoso “apertar os cintos”, entrou em ação. Entretanto, nem tudo são más notícias, pois o setor de TI é relativamente imune às crises quanto a salários e ritmo de contratações. A alta tecnologia tornou-se indispensável para os negócios em qualquer época.

Um erro, porém, que empresas brasileiras cometem é o de menosprezar a – ou pelo menos ser indiferente à – importância da infraestrutura de TI. Parece incrível, mas é comum que o primeiro item a sofrer acabe sendo justamente o “esqueleto tecnológico” empresarial. Isto está tão arraigado nas tomadas de decisão e ações táticas que, se levarmos em consideração toda a infraestrutura das telecomunicações via rede mundial de computadores que vigora no momento atual (2011) no Brasil, chega-se à conclusão desanimadora de que estamos bastante atrasados com relação aos demais países, inclusive quando comparados aos nossos vizinhos latino-americanos.

Para citar um exemplo. Segundo Maurício Ruiz, diretor para o Segmento Corporativo da Intel Brasil, uma pesquisa da consultoria Akamai feita no ano passado coloca o Brasil na posição 35 numa lista de 45 países no quesito velocidade média de banda larga, abaixo, portanto, de Chile e Colômbia.

Então, como enfrentar a crise econômica e, ao mesmo tempo, a provável teimosia da gestão de sua empresa em preferir manter uma infraestrutura inadequada? Se você, caro leitor, está numa situação destas, chegou a oportunidade de usar sua criatividade, capacidade de planejamento, e arregaçar as mangas.

A chave está em convencer a gestão de que é possível melhorar continuamente a qualidade dos serviços e da infraestrutura sem aumentar os gastos.

É isso mesmo! Melhore a TI na sua empresa enquanto reduz custos.

Para isto, faz-se essencial conversar com seus colegas de equipe e também com o departamento de Negócios. Melhor ainda caso haja na empresa um departamento de Gestão da Qualidade. Esta pode ser uma excelente oportunidade para demonstrar seu talento onde a atuação do profissional de TI pesa muito, a integração das melhorias dentro da empresa numa ação conjunta.

A habilidade em utilizar as ferramentas disponíveis para concretizar a ação é, de igual maneira, de suma importância. Na lista a seguir você provavelmente vai rever de lance algumas das principais ou seus subsets:

  • Computação em Nuvem;
  • Terceirização de serviços de otimização da infraestrutura;
  • Infrastructure-as-a-Service (IaaS) – terceirização dos serviços de infraestrutura;
  • Métricas, e detecção de gargalos que possam ser resolvidos a baixo custo;
  • Kaizen (melhoria gradual da qualidade mas contínua);

Em situações muito apertadas, poderá ser necessário cortar contratos de manutenção de hardware (exceto a da “alta plataforma” no jargão dos profissionais de mainframe), reduzir os serviços não-essenciais, ou estender o ciclo de troca de equipamentos e plataforma.

Há, além de tudo o mais, um benefício que certamente não passará despercebido: o desenvolvimento na empresa de uma cultura integrada com as boas práticas.

Altamir Gomes

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Estudante e profissional de informática especializado em tecnologia da informação, além de professor particular para reforço escolar e pré-vestibulares.

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