Brasileiro é empreendedor por necessidade ou oportunidade?

Empreendedorismo brasileiro

É sabido que brasileiro é um povo criativo, trabalhador e que não foge da batalha. Mas qual a relação desses predicados do nosso povo com o empreendedorismo?

Para responder essa questão vale explicar brevemente sobre dois tipos de empreendedores, sendo eles:

Por necessidade: que decide investir em um negócio próprio pois a situação em que se encontra acabou por levá-lo a isso.

Por oportunidade: que torna-se empreendedor por ter detectado uma oportunidade de mercado na qual acredita que sua empresa possa se beneficiar.

O Brasil possui, em média, cerca de 2 empreemdedores por oportunidade para cada um por necessidade, e isso é algo muito positivo para a nossa economia, pois comprova a curva de desenvolvimento econômico do país. Temos cerca de 22 milhões de pessoas que possuem seu próprio negócio com até 3 anos e meio de existência (fonte: Global Entrepreneurship Monitor – GEM 2010).

Sendo assim, podemos concluir que as empresas brasileiras estão em ótimas mãos e que somos um case de sucesso para o mundo em matéria de empreendedorismo, certo? ERRADO!

Você foi criado para ser um funcionário. Isso mesmo, a escola brasileira não forma empresário, mas sim, assalariado. Quantas vezes na escola você estudou sobre finanças? E administração? Marketing, talvez? Não, você ficou é decorando tabuada. Na melhor das hipóteses viu esses temas em um curso técnico e de maneira breve o suficiente para que você possa exercer uma função operacional dentro de uma companhia.

Uma outra questão é que a vida do brasileiro é pautada, no geral, pelo imediatismo. O que vou fazer hoje, agora, neste momento. Não faz parte da nossa cultura o planejamento de longo prazo, o que é uma característica fundamental para o empreendedorismo.

Você sabia que cerca de 27% das empresas paulistas morrem no primeiro ano de vida? Veja abaixo alguns depoimentos de empresários que faliram e os motivos que eles mesmos declararam (conforme pesquisa realizada pelo SEBRAE em Ago/10):

  • Não consegui trazer mais clientes. Precisava trabalhar o marketing da empresa. (Marketing)
  • Não consegui manter o lucro pretendido para manter um capital de giro satisfatório. (Finanças)
  • Administração, pois tinha noção apenas da produção. (Administração/ planejamento)
  • No início achei que era simples. Porém depois fui percebendo as dificuldades, problemas e obstáculos. (Planejamento e Gestão)

Fonte: http://bit.ly/s66Lyb

Os depoimentos acima comprovam o despreparo do empreendedor com relação aos conhecimentos fundamentais para a sobrevivência e gestão de um negócio.


Como faço para o meu negócio não morrer?

Não existe uma formula mágica, afinal assim como nós, as empresas possuem um ciclo de vida. Nascem, crescem, amadurecem e morrem se não se reinventarem. Sendo assim, o que você tem a fazer é se informar e estudar, correr atrás do prejuízo. Foram anos e anos de educação que podem ter colaborado para atrofiar o seu cérebro para questões fundamentais pertinentes a gestão de um negócio. Não adianta saber fazer algo bem feito e ter um ótimo preço, pois é preciso saber fazer a “máquina” funcionar com perfeição e maestria pois por mínimo que seja o deslize você pode se machucar.

Você quer moleza? Então presta um concurso público que a sua vida profissional será previsível e estável por longos anos. Se você gosta de desafios, então estude bastante pois apesar de existirem oportunidades é bom estar o mais bem preparado possível para tornar o seu negócio um sucesso.

Bom é isso que tinha para compartilhar hoje com vocês, até a próxima e segue abaixo algumas dicas de links legais para aprender sobre o assunto:

Fonte: Blog de Diego Brito

Diego Brito

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Diego Brito é empresário, publicitário, escritor, blogueiro e coordenador do Fórum do Jovem Empreendedor, na ACSP Tatuapé. Possui 12 anos de experiência em mídia impressa e marketing digital. É autor do livro Criação de Sites na era da Web 2.0, publicado em 2011. É sócio da D2B Comunicação, uma Agência Digital especializada médias e pequenas empresas. Escreve para os portais ProfissionaisTI.com.br, ClubedosHomens.com.br e mantém seu blog pessoal DiegoBrito.com.br, sempre abordando assuntos como marketing digital, tecnologia, design e comunicação. Currículo completo: http://www.linkedin.com/in/diegobrito .


2 Comentários

Delei Prado
1

Não podemos esquecer que a necessidade também faz com que você saia de zona de conforto. Muitas pessoas descobrem o seu lado empreendedor quando perde o emprego por exemplo. Se isso não acontecesse a pessoa continuaria “empurrando com a barriga”, pois, o mais dificil de tudo é sair da “zona de conforto”.

Diego Brito
2

Sim, Delei. O brasileiro, ao meu ver, tem essa mentalidade. Muitos só se mexem quando a água bate na bunda mesmo. Mas é questão de educação, fomos criados para sermos funcionários. Se tornar empreendedor é vencer muitas barreiras, mas isso está mudando. A diferença entre o empreendedor por necessidade e o por oportunidade é que o último possui maior chance de sucesso profissional, como demonstra as pesquisas recentes elaboradas pelo SEBRAE SP. Mas os dois casos são muito positivos se a pessoa tiver fome de aprender e se dedicar a fazer um excelente plano de negócios. Pois não adianta, muitas vezes, você sair de uma empresa e montar uma concorrente, pois o mercado pode já estar saturado. Nesse caso é sempre importante buscar novos nichos e oportunidades do momento.

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