DNSSEC – Extensões de segurança para servidores DNS



    INTRODUÇÃO

    Para acessar uma página de internet ou enviar/receber e-mails, basta que seja digitado o site no navegador, e num clique as informações solicitadas são transferidas e acessadas.

    O serviço responsável por este processo de resolução de nomes é realizado por um sistema chamado Domain Name System (Sistema de Nomes de Domínio), ou DNS.

    O objetivo geral do desenvolvimento desse artigo é apresentar de forma clara o funcionamento de um dos recursos mais importantes dentro da área da internet, o DNS, estudar as vulnerabilidades do serviço, demonstrar sua importância e as conseqüências que sua indisponibilidade pode provocar. Apresentar a solução DNSSEC e como ele funciona.

    O SISTEMA DE NOMES DE DOMÍNIOS (DNS)

    Trata-se de um recurso usado em redes TCP/IP (o protocolo utilizado na internet e na grande maioria das redes) que permite acessar computadores pelo nome a ele associado, sem que o usuário ou sem que o próprio computador tenha conhecimento de seu endereço IP, o sistema de nomes de domínio:

    [...] é um banco de dados distribuído. Isso permite um controle local dos segmentos do banco de dados global, embora os dados em cada segmento estejam disponíveis em toda a rede através de um esquema cliente-servidor. (CAMPOS, DANTAS, 2011).

    SERVIDORES NO MUNDO

    “[...] Existe, atualmente, 13 servidores raiz com nome no formato letter.roott-servers.net”. (ZILLI, 2006, p.22).

    PROBLEMAS E VULNERABILIDADES DO DNS

    No DNS, quando uma resposta é recebida e aparentemente é quem diz ser, ou seja, parece responder a solicitação/pergunta enviada, ela é aceita como correta. Sendo assim, atacantes podem explorar essa vulnerabilidade falsificando uma resposta e fazendo com que ela chegue à origem antes da resposta legítima. Isso pode levar os ataques de envenenamento de cachê e impersonificação do recursivo.

    Impersonificação do Recursivo

    Este ataque é conhecido como Man-in-The-Middle (homem no meio), ocorre quando o cliente pede ao servidor local para resolver um domínio, mas antes que o servidor DNS faça consultas recursivas para obter a solução do nome, o atacante responde mais rápido, spoofando o endereço do recursivo.

    Poluição do Cachê

    Ao resolver um domínio o servidor recursivo armazena a resposta em uma memória temporária, chamada cachê, assim quando o mesmo domínio for novamente solicitado o servidor já terá a resposta armazenada, tornando dispensável consultas a outros servidores. Porém, esse mecanismo de eficiência em cachê traz consigo o risco de uma vulnerabilidade: a poluição do cachê. Quando um atacante consegue enganar um servidor, fazendo com que ele guarde em cachê uma resposta falsa, ele consegue fazer com que o servidor use essa resposta em consultas futuras.

    Por esses ataques há a necessidade de transformar as operações envolvendo o DNS em um processo seguro e confiável.

    DNSSEC

    Assim, as alterações ao protocolo DNS foram propostas, as extensões de segurança: DNSSEC (Domain Name Security Extensions – proposto pelo IETF):

    DNSSEC é um padrão internacional que estende a tecnologia DNS. O que DNSSEC adiciona é um sistema de resolução de nomes mais seguro, reduzindo o risco de manipulação de dados e informações. O mecanismo utilizado pelo DNSSEC é baseado na tecnologia de criptografia de chaves públicas (REGISTROBR, 2011).

    Quatro novos tipos de Resource Records são adicionados:

    O Registro Key – Dnskey
    O DNSKEY é a chave publica enviada junto com a resposta da consulta, utilizada para validar a assinatura e garantir a integridade da consulta. O DNSKEY deve apresentar formato padrão definido, informando o protocolo e o algoritmo utilizado (ARENDS, 2005).

    O Registro SIG – RRSIG Assinatura do Resource Records (Rrsets)
    “O registro SIG armazena a assinatura digital da chave privada em um RRset. O RRset é um grupo de registros de recursos com o mesmo proprietário, classe e tipo”. (PAUL ALBITZ E CRICKET LIU, pag 377).

    O Registro Nsec
    O registro NSEC armazena informações sobre o próximo nome na zona (em ordem canônica), que passa a ser ordenada. Cada registro mantém um apontador, através de seu NSEC, para o próximo registro; o último “aponta” para o primeiro. Assim é resolvido o problema de assinar respostas negativas.

    O Registro DS Delegation Signer (Ponteiro Para A Cadeia de Confiança)
    De acordo com a RFC 4034 o registro DS armazena um hash do DNSKEY da zona que será delegada. No processo de consulta recursiva, o cliente, requisita o DS da zona parent e verifica com o DNSKEY da zona que foi delegada.

    Confira aqui o artigo acadêmico completo no formato PDF.



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