O Processo de Disaster Recovery (Recuperação de Desastres)

Um dos processos de TI importantíssimos, mas que muitos gestores deixam para depois é o Disaster Recovery. Talvez por se lembrarem deste processo somente quando algum desastre realmente acontece, isto quando se tem algum plano. Se você é gestor e ainda não tem um plano ou diretivas para recuperação de desastres, é melhor fazê-lo logo após ler este post!

Quando algum desastre ocorre, seja a inundação do Data Center, incêndio, explosões, terremoto (sim, acontece no Brasil mas em fracas intensidades), furacão e tsunamis (no caso do Japão) ou qualquer outro tipo de desastre por causas naturais ou não, a primeira providência à ser tomada é a recuperação dos arquivos. Para tal, o esquema de backup deverá estar religiosamente atualizado. Lembrando que as fitas, CD’s Blu-Ray, HD’s externos ou qualquer que seja a mídia no qual o backup dos arquivos são feitos, deverão estar sendo armazenados em lugar diferente do Data Center, de preferência em um cofre específico. Além do backup dos arquivos da rede, é muito importante ter uma imagem dos sistemas dos servidores. A documentação técnica do Data Center (especificações técnicas da rede, configurações dos SO’s, permissões e etc) também poderá te ajudar na recuperação pós desastre.

Em paralelo, a avaliação das infraestruturas deverão ser realizadas, obter informações sobre o que está funcionando e o que realmente foi afetado servirá como base e previsão para a recuperação e disponibilização dos serviços de TI. Esta informação também servirá para a contabilização dos prejuízos e o custo para refazer a infraestrutura e equipamentos afetados.

Tenha em mente que dificilmente terá a recuperação de todo o ambiente de um dia para o outro, dependendo do tamanho do desastre pode demorar mais que o previsto. Em contrapartida, a recuperação rápida é altamente desejada por todos.

A reconstrução de toda a infraestrutura e a substituição do hardware avariado dependerá de investimentos financeiros e tempo. Nesta situação, é interessante reconstruir a infraestrutura já pensando em um próximo desastre de forma a evitar ou minimizar os danos, mesmo que isto se traduza em investimentos maiores. Estes investimentos se traduzirão em menos tempo indisponível e em menos dores de cabeça.

Mas, se graças a Deus, nenhum desastre aconteceu, não pense que seu trabalho terminou, pelo contrário. Comece revendo as rotinas de backup, realize testes periódicos de recuperação de arquivos e crie imagens do Sistema Operacional de cada servidor. Se houver algum problema ou algo que possa ser melhorado, você terá a chance de resolver antes e sob menos pressão.

Espero ter ajudado com este post. Se houverem dúvidas, comentários ou sugestões, não deixe de escrever!

Obrigado e até o próximo post.


Sou profissional na área de TI há mais de 10 anos. Pós-graduado em Gerenciamento de TI. Possuo certificação ITIL V3.
Pratico surf e corridas de rua. Sou cozinheiro aos finais de semana e churrasqueiro oficial de minha família. Sou casado.

4 Comentários

Fernando
1

Olá! Ótima matéria. Realmente só é lembrado quando algo acontece, e nesse caso, já é tarde. Qual software você utiliza para criar imagens do sistema de um servidor em produção?

Abraços e obrigado!

Marcelo Costa Almeida
2

Bom dia Fernando. Obrigado por ter lido e comentado o meu artigo, fico feliz por isto.
Alguns programas de backup utilizados pelas empresas, como por exemplo o da Symantec Backup Exec tem uma função de Shadow Copy, ele faz uma imagem do servidor e suas configurações. Acredito que o famoso Ghost também é capaz de criar imagens de sistemas.
Espero ter respondido sua pergunta.
Obrigado.

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