Sou formado, mas não sei nada!

O texto abaixo retrata a realidade de boa parte das pessoas que se formam na área de tecnologia em geral. Foi escrito por Edgard Davidson em 2009, mas é impressionante como ainda hoje o que está descrito abaixo se faz presente. Se pudesse assinar um texto como se fosse meu, seria este. Vale muito a pena ler e refletir.

profissional-formacao-faculdade-conhecimento

Imagem via Shutterstock

“Esse post é dedicado às pessoas que se formaram ou estão se formando em cursos de graduação na área da computação como: Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Analise e Desenvolvimento de Sistemas e afins. Vale ressaltar que as opiniões apresentadas abaixo são exclusivamente minhas. Então leia, pense, reflita e forme suas próprias opiniões sobre o assunto.

Se você formou ou está para formar e tem a impressão que não sabe nada, não se sinta tão mal, você não é o único. Mas porque isso ocorre? Vou dar minha opinião. Como sou discente e docente me sinto capacitado para opinar sobre os dois pontos de vista.

Se você tem a impressão de não saber nada, a tendência natural é de logo tentar achar um culpado. Será que é culpa do curso? Será que é culpa da instituição de ensino? Será que é culpa dos professores? Será que é culpa do aluno? Ou será que a culpa é da tia da cantina?

Este tema chega até ser engraçado. Lembro-me claramente quando formei (que não faz muito tempo). Nessa ocasião eu fiz a seguinte pergunta pra mim mesmo:

  • Pergunta pra mim mesmo: “Blz, fiquei aqui nesse curso por quatro anos e o que de fato eu sei?”
  • Resposta para mim mesmo: “puts, pqp não sei porra nenhuma…”

É amigo… e o pior que esse não é um sentimento só meu. Meus amigos que formaram comigo também me confessaram o mesmo sentimento, amigos que formaram depois idem, colegas de trabalho idem, meus alunos idem.

O interessante é que não importa qual foi o curso nem qual foi a instituição de ensino que o cara estudou. Todos têm o mesmo sentimento.

Mas então? Por que isso acontece? Na realidade, na visão que tenho é que academia e mercado não andam alinhados. No mercado a vida não é tão bela quanto na academia e na academia não se vê o que o mercado necessita.

  • Então o curso é responsável. Na graduação você vê um monte de matéria que basicamente então inseridas em um monte de disciplinas isoladamente, que dificilmente irá passar uma visão integrada de tudo. Existe um monte de disciplinas retardadas no meio. Na minha graduação, por exemplo, quase metade das disciplinas poderiam ser jogadas fora. Existem cursos que as disciplinas não são bem sequenciadas, a ementa não é bem elaborada, as referências bibliográficas são ruins e por aí vai.
  • Então a instituição de ensino é responsável. Pelos profissionais que contrata. Pela política que adota. Pela estrutura deficitária.
  • Então os professores são responsáveis. Quem já não teve um professor morcegão? Quem já não teve um professor que não dominava o conteúdo? Quem já não teve um professor que não tinha didática para ensinar? Quem já não teve um professor que não cumpria o plano de ensino? Quem já não teve um professor mala sem alça?
  • Então o alunos são responsáveis. Quando mata aula. Quando copia trabalhos. Quando não é curioso para saber mais do que é visto em sala. Quando fica com o Notebook ligado no MSN no meio da aula. Quando em vez de fazer para aprender fica reclamando de tudo. Quando é displicente. Quando acha que nada é importante.
  • E a tia da cantina? Coitada, essa não tem culpa de nada…

Mas isso não quer dizer que tudo é uma enganação. Existem cursos, instituições, professores e alunos excelentes. Eu em especial tenho que agradecer o pouco que sei a grandes professores que tive pelo caminho. Principalmente aqueles que tinham a fama de carrascos, tiranos, que não davam mole para aluno, que quase todo mundo era reprovado. Esses são os caras que eu mais agradeço hoje, na época eu tinha vontade de matá-los, mas hoje se sei alguma coisa, devo muito a pressão que sofri desses professores e hoje agradeço por isso.

Também tem que parar para pensar sobre uma coisa. Tudo bem, se eu tenho a impressão que não sei nada, então o que eu deveria saber para me sentir mais confiante? Então lá vai: Java, C++, Flex, .net, PHP, Ruby on Rails, Delphi, HTML,CSS, JavaScript,ASP, Ajax, SQL, Oracle, MS-SQL Server, MySQL, CMMI, MPS-BR, RUP, XP, Scrum, PMI, Bpel, BPM, UML, POO, teste, Frameworks, Padrões de Projetos, Análise de Sistemas, Arquitetura de Sistemas, PO e por aí vai, com certeza esqueci um monte de coisa, como coisas que nem eu mesmo sei que eu deveria saber. É muita coisa. E o pior não é isso. O pior é quando você está dominando uma tecnologia, logo vem outra melhor para substituí-la e você já tem que aprender tudo de novo.

Se você tem a impressão de não saber nada não quer necessariamente que você não sabe nada. Isso quer dizer que você tem muito o que aprender, mas pelo menos sabe que tem que aprender. Isso é um indício que você não é um acomodado. E os acomodados irão queimar no mármore do inferno.

Não obstante, as pessoas têm o costume de achar que as coisas que elas sabem são fáceis, mas elas esquecem o quanto foi difícil aprender, ou seja, depois que você sabe, tudo se torna fácil!

Agora um ponto é verdade. Na graduação você aprenderá a programar, e, programar é uma coisa, desenvolver aplicações é outra totalmente diferente. Quando o sujeito sai da escola sabendo programar e descobre que no mercado ele terá que desenvolver aplicações, então volta novamente a impressão de não saber nada. Conclusão, quem irá sobreviver? Irá sobreviver apenas aqueles que têm uma boa base teórica e é curioso por natureza. Caso contrário, será sempre um medíocre com ou sem escola.”

Fonte: Blog Techlivre


Bacharel em Sistemas de Informação pela PUC-Minas. Atualmente cursando Pós Graduação em Redes de Computadores.

Instrutor de Formação Profissional no SENAI e Professor no IMEC, área de Tecnologia da Informação.

Também sou blogueiro e escrevo em: www.techlivre.com.br - italodiego12@gmail.com

23 Comentários

igor
1

Bom discordo de muita coisa aqui escrita.
Primeiro a faculdade não ensina a programar.
Para isto existem os cursinhos de programação, e o fazem de forma muito melhor do que uma faculdade.
Pelo menos eu estudei em uma Universidade Federal bem conceituada, e só nos eram dados implementação de filas encadeadas, listas e arvores na linguagem C estruturada, mas nada de cunho prático apenas a inserção ou remoção de elementos.
Otimização de código? Metodologia de desenvolvimento? Documentação? Análise de Requisitos, Modelagem do negócio?
Nada disso importava, apenas tendo a saída correta e pronto o 10 estava garantido.
Por outros momentos, se via o lado científico mas sem aprofundá-lo muito, já que meu curso era considerado mais voltado ao mercado (Sistemas de Informação).
Ou seja nem teoria nem prática era ensinado direito.
Dai acontece aquela situação que todo mundo passa quando é estudante de TI, procurando um estágio e são exigidos conhecimentos em mil linguagens, frameworks e tantos outros e enquanto na graduação se vê coisas super atuais e relevantes do tipo: Prolog, Pascal , C e se ensina a utilizar o NotePad++ em conjunto com o mais que defasado DevC ao invés de uma IDE.
Pior ainda era os professores que queriam inovar, não seguiam o programa da disciplina e pediam mil e uma funcionalidades sem nenhum sentido prático e nem auxiliavam no desenvolvimento ou na construção do mesmo.
A graduação em TI carece de um foco, em alguns cursos ela é voltada demais para a academia e em outras é voltado demais a tecnologias.
Conceitos não mudam com tanta frequência, tecnologias toda hora muda, o importante é seguir um meio-termo e diversificar os cursos de TI.
Pois é deprimente ter que aprender otimização de algoritmos, quando se quer seguir a área de infraestrutura ou de gestão de TI.
O mesmo raciocínio vale para quem ama programação mas não suporta uma aula de Administração.
Vejo com preocupação a graduação tradicional tentando ensinar trocentos diagramas, um pouquinho de cada linguagem e ensinar estrutura de dados para ir a fundo no conceito de filas e árvores sem ser algo contextualizado ou lhe dar aplicações úteis para estes conteúdos
Considero os cursos tecnológicos uma luz no fim do túnel, já que agora existe um foco, pois antes ser bom em alguma coisa, do que ser meia-boca em tudo.

Gustavo Freire
2

Boa Tarde.

Muito boa a matéria, mas como tem muitos que se forma e que não sabem nada, tem muitos que estão na faculdade até hoje e nao conseguem se formar por matérias idiotas e ja até trabalham na área!
As grades curriculares devem ser mudadas, professores se prepararem mais e a instituição estar ligada no que está rolando de novo.

Marcelo Almeida
3

Também discordo do texto, mas não do autor… rsrs

Podemos esclarecer os pontos enumerados no texto, substituindo-os por outros pontos de vista:

1- Não é recomendado demonizar a graduação por um motivo simples: Sem a graduação é muito difícil progredir na carreira.

2- Graduação não é doutorado ! Trata-se de uma formação abrangente e generalista, voltada para uma área em especial. A área de TI sempre foi complicada pois são muitas derivações a serem estudadas, com atualização constante. Hoje, quem decide seguir carreira em TI só porque conseguiu aumentar a memória RAM do seu PC está comentendo um equívoco.

3- Prova disso é que nenhum profissional de TI conhece tudo relacionado a TI. Mesmo um programador é especuializado em 2, 3 ou até mais linguagens de programação, mas não todas.

4- Como existem atualmente muitas universidades “meia-boca”, os alunos acham que por isso devem ser também alunos “meia-boca”. Precisamos entender que a melhor universidade do mundo é aquela que estamos cursando ! Precisamos nos envolver com as pesquisas acadêmicas, trabalhos em grupo, atividades extracurriculares, etc. Por um único motivo: Faremos isso apenas uma vez…

5- Ainda nessa questão, infelizmente, nossos alunos e profissionais não fazem planejamento estratégico de carreira, apesar de terem consciência de que precisam fazer graduação e especialização, pois sem isso fica muito difícil. Eles enchem as salas de graduação, mas 60% abandonam após a primeira prova, pois a graduação é coisa séria ! Esses aluninhos estão muito acostumados ao regime do segundo grau, onde a presença é um dos itens mais importantes, e não a assimilação do conteúdo. Graduação não é brincadeira !

6- Outro comportamento e visão distorcidos que vejo muito nos novos profissionais é que não querem começar de baixo. Não sei porque, mas esses caras já querem cargos de chefia após formados ! Esquece amigo ! Vai ter que suar a camisa e ficar após o horário se quiser algum reconhecimento, e além disso, só se torna chefe quem desenvolve habilidades gerenciais, o que não se aprende em um “cursinho de 30 horas”.

7- Após formados, o novo profissional terá reunido conhecimentos mínimos para aprender e se espacializar trabalhando em uma empresa. Infelizmente existe um grande abismo entre a escola e a empresa, porém a empresa ensina os novos profissionais como trabalhar e produzir, muitas vezes já ensinando suas próprias filosofias. Tenha em mente que quando uma empresa contrata um estagiário, ela não está de olho apenas na mão-de-obra barata, mas na formação dos novos gerentes e especialistas que a empresa vai precisar no futuro !

Eu também não me tornei PhD após a graduação, mas ela era um passo necessário para me habilitar a cursar pós-graduação.

Acabei escrevendo um artigo.

Cristiane Acácio Rosa
4

Gostei muito desse artigo que pra mim, trata dos pontos que devem ser mudados para que estejamos melhor preparados quando nos formarmos. Semana passada mesmo estava falando sobre isso com o pessoal da faculdade e chegamos a conclusão de que a graduação só nos dá a porta de entrada, iremos aprender mesmo quando chegarmos no mercado de trabalho se tivermos muita força de vontade de ir atrás do que precisamos.

Fabio Brito - @psychopenguin
5

IMHO, a culpa é do aluno. Ficar esperando “de mão beijada” que todo o conteúdo para sua vida profissional venha da instituição de ensino é simplesmente incabível. Por melhor que seja a entidade, toda a informação proveniente dela, deve ser encarada como complementar em relação a tudo o mais que se possa aprender de outras maneiras, seja sozinho ou com outros pares.

Alessandro Alves
6

Olá a todos, na minha visão grande parte dos alunos de cursos de TI NÃO SÃO da área de TI, embora isso não signifique que nunca poderão ser, é necessário vontade e adaptação, pois ao meu ver o verdadeiro profissional de TI (não precisa ser NERD) tem no DNA a curiosidade de como as coisas funcionam, seja para programação, para hardware ou qualquer outra sub-área de tecnologia, e acreditem, grande parte desses estudantes que tem dificuldades na faculdade (NÃO TODOS) sequer não fazem nada para aprender fora da universidade, pois com a internet tudo é possível, estou concluindo o curso de Ciência da computação e não aprendi a programar na faculdade, e mesmo assim não fiquei esperando acontecer, encontrei na internet tudo que precisava para aprender e não perdi tempo, e embora muitas coisas só aprenderemos com o mercado de trabalho ou através da pesquisa, acredito sim que o ensino em grande parte das universidades é fraco, porém nada justifica não utilizar das ferramentas que temos disponíveis para nossos próprios benefícios, como a internet.

Djones Oliveira
7

Pelo que eu percebi no decorrer do meu curso (Sistemas de Informação), os meus colegas que iniciaram o estudo de programação antes mesmo de iniciarem a faculdade já tendo um bom conhecimento pratico, já são excelentes profissionais da área pelo fato de terem o primeiro contato com a programação sem a pressão de ter que ganhar uma boa nota e ter que estudar paralelamente para outra disciplina da grade que muitas vezes o aluno não sabe para que ela vai servir. Nesse caso o aluno acaba estudando aquilo que mais gosta e sente a necessidade de aprender mais para aquilo que ele pretende fazer, como por exemplo: um cara que começa a estudar para fazer um site e depara-se com a necessidade de aprender alem de PHP, Javascript, css, asp, ájax, mysql, postgre e etc, depois disso ele já tem um perfil especifico diferente do estudo acadêmico.

marcos
8

eu tambem me formei em administração e nada sei, como tinha colegas que ficavam agarrados em um periodo sempre…

Edgard Davidson
9

Olá Pessoal.

Eu sou o autor original do texto. Escrevi o post pelo sentimento que eu já tinha e por um comentário inusitado de um aluno meu. Veja como foi mais ou menos o diálogo
Aluno: “Professor, eu nunca vi um software”
Eu: Como assim, nunca viu um software?
Aluno: “É, eu nunca vi. Fiz um monte de disciplinas, todas desconexas, onde eu entregava aquilo que o professor pedia sem nem saber o porquê!”
Eu: hummm
Aluno: “Nunca vi um software sendo construído do zero. Se eu tiver que começar a fazer um agora nem sei por onde começar”
Eu: É verdade… também sentia isso quando me formei….

Para quem quiser ver mais sobre esse assunto, no final de 2010 eu apresentei uma palestra sobre os assunto no 1º #CafeAgilBH, organizado pela UNA e thoughtworks. Quem quiser ver os slides segue o link http://edgarddavidson.com/palestra-formei-mas-nao-nada-cafeagilbh/

marcos akio
10

Fazer 3 ou 4 anos de faculdade e não saber nada,nem o básico para solucionar os problemas mais simples referentes à área ,significa que o indivíduo ,entre as várias causas, só estudou para decorar e de alguma forma conseguir passar nas avaliações. Agora,quem estudou e ama a área consegue entender as questões e solucioná-las rapidamente. Quantas vezes,vi pessoas que sem um conhecimento técnico mais aprofundado,solucionarem problemas que os técnicos de araque não sabem nem por onde começar.

Kayo Hamid
11

Chora, não correu atrás, não podemos fazer milagre também. A informação está na internet, basta ir no Google. Não tem desculpa. Se você está fazendo faculdade para uma área, da para entender que você gosta disso né? Então é sua obrigação ir atrás uai. Nenhuma faculdade do mundo vai cobrir tudo. Eu entendo que nosso caso está bem fraco quanto ao ensino da faculdade, mas mesmo assim, se vira. Eu não sou formado e se você me der uma tarefa de criar um driver do Kernel, eu demoro, mas eu crio e eu já sei por onde ir!

Rafael Ferreira
12

Acontece muito isso, trabalhei em projetos onde eu com meu técnico , alguns cursos no currículo e minha experiencia , tinha funcionários que já eram graduados e não sabiam NADA .
Tenho uma parceira que estava precisando de um estagiárionas entrevistas muitos eram graduados e não sabiam oque era um Gateway de rede.

Jefferson M. Ferreira
13

Em meu ponto de vista a Graduação serve para lhe mostrar tudo o que engloba o ambiente tecnológico, você vê de tudo um pouco e em alguns casos muito pouco. O aluno precisa se dedicar muito em todos os assuntos que como comentado no artigo são muitos. Depois de formado você precisa escolher o que você quer fazer, almejar uma oportunidade e não deixar escapar, vestir a camisa ser humilde todo começo é difícil. Nada melhor pra ensinar as coisas do que aquela velha pergunta, como faz essa …..? E ai você vai pesquisando e procurando até conseguir vencer as barreiras, e evoluindo a cada dia.

Felipe
14

A culpa é mais do aluno, ele deveria ter ido atras, ter estudado por conta, ter feito todos os trabalhos, ter feito os trabalhos, ter corrido atras de projetos, ter aumentado seu networking para conseguir mais oportunidades, sem falar que ele, o aluno, deveria ter estudado coisas uteis no horario das disciplinas, digamos, ridiculas.
A graduacao nao ensina tudo, ninguem aprende a construir uma aplicacao so com o conhecimento adquirido na graduacao.
Esse semestre aprendi muito sobre OO e Java, mesmo assim vi colegas fazendo prova e criando duas classes para toda a prova, usando varios membros como static, static import, sem falar nos q mal lembravam como usar um banco de dados, para esses inner join é lenda. Assim fica dificil inocentar o aluno, afinal muitos nao se lembram do q aprenderam no semestre passado, se é q aprenderam.
Outra coisa q detona a graduacao é a ideia dos alunos de “ferrar” com os professores q pedem trabalhos q vao alem da materia, q exigem disciplinas q nao sao pre-requisito. É claro q é “errado” exigir isso, mas se aprende muito mais com esses trabalhos, com trabalhos q exigem mais dos alunos, mas a maioria prefere q seja mais facil e nao melhor. Tive a oportunidade de fazer um trabalho em q 90%(chutei) do conhecimento exigido nao havia sido ensinado, nem era pre-requisito, a unica coisa q pensei foi: “vou xingar quem reclamar”.
Um erro das instituicoes é a falta de ligacao entre as materias, se o aluno esta tendo uma materia de banco de dados e uma de programacao pq os professores nao se juntam e pedem uma imenso trabalho q une banco de dados e programacao? É possivel ver alunos q se formam “sabendo” banco de dados e programacao, mas q nunca criaram um programa q acessa um bd.
Por fim, nao da pra esperar a graduacao terminar para se focar numa area, feliz é akele q comeca a graduacao sabendo qual caminho seguir, devemos decidir antes, tirar certificacoes, participar de eventos, todos dentro da area especifica q desejamos seguir.

Leonardo Rossetto
15

Concordo com várias coisas ditas acima, e a grande realidade que eu vejo hoje, é como dita no texto que a faculdade não tem nada a ver com o que o mercado procura sim isso é uma realidade.

Mais talvez o principal motivo seja a vontade da maioria dos académicos que vejo hoje, vejo por si só diversas pessoas por exemplo entra no curso de Sistemas de Informação e não gosta de programar ou então fica matando aula e coisas assim. Por isso o que eu acho hoje é que talvez falte vontade da grande maioria dos alunos e muitos estejam ainda com o pensamento “vou me formar ai penso num emprego e vou ganhar bem”, não sei mais eu só progredi depois que eliminei esse pensamento e comecei a estudar por mim, não vão atrás de conteúdo aprender tecnologias novas etc, achar que o feijão com arroz é suficiente.

Leonardo Rossetto
16

Felipe:
Por fim, nao da pra esperar a graduacao terminar para se focar numa area, feliz é akele q comeca a graduacao sabendo qual caminho seguir, devemos decidir antes, tirar certificacoes, participar de eventos, todos dentro da area especifica q desejamos seguir.

Essa afirmação é muito verdadeira.

Marcos
17

Gostei, me identifiquei bastante, principalmente na parte “quase metade das disciplinas poderiam ser jogadas fora”.
Na época eu costumava dizer que seguia duas linhas de estudo, matérias da faculdade e matérias para o mercado de trabalho.
Sou totalmente a favor de um ensino acadêmico alinhado ao mundo real.

Paula
18

A realidade é que muitas pessoas se formam apenas para conseguir o diploma e muita das vezes dão prioridade a vida profissional ,acarretando em um tempo maior do que o esperado na faculdade. Não tiro a razão dessas pessoas, elas devem priorizar a vida profissional, pois um bom CR não dá emprego a ninguém. Se fosse assim estaria com um ótimo emprego.
Vejo cargos na área de informática pedindo certificação e pagando o salário de pessoas com ensino fundamental (R$900,00 ou menos), isso é uma vergonha. Se soubesse que o valor de um profissional graduado é similar a de um auxiliar de serviços gerais , nem teria estudado tanto, faria um curso técnico e pronto.

Pablo Silva
19

Eu já acho que depois de formado, o aluno sai apenas com o embasamento teórico, a prática ele vai aprender no estagio ou mercado de trabalho. Uma coisa é sair com embasamento teórico acadêmico, outra coisa é a prática. Sou formado em Ciência da Computação na Faculdade Pitagoras de São Luis-MA, o curso engloba um pouco de cada coisa, não tem um foco específico.

Outra coisa, faculdade não serve pra aprender linguagem x e y não. Ali você aprende o paradigma estruturado com C e orientado a objeto com Java e o aluno se vira com o resto, se fosse ensinar tudo os cursos teriam duração de 10 anos.

Artecli Oliveira
20

Olá pessoal, procurando uma coisa como sempre acho outra que me chamou à atenção.
Gostei da discussão, sou formado em Analise e Desenvolvimento de Sistemas pela Uniesp-SP/Centro Velho. Se levar ao pé da letra que a melhor faculdade seria melhor, estaria redondamente enganado fadado ao erro de muitos que escreveram seus pontos de vista logo acima.
No meu caso a Graduação era para aumentar minha linha seletiva na hora da busca por uma oportunidade, ou seja, perdi muitas oportunidades pelo simples fato dos projetos necessitarem de pessoas que SAIBAM SE VIRAR COM DIFICULDADES APRESENTADAS, ou seja, data uma dificuldade o individuo ao invés de perguntar busca logo a informação mais próxima da solução e é assim que se aprende.
Claro isso dá foco também, já atuei em áreas de servidores e não gostei tanto em LINUX como em WINSERVER. Já programei sites mas detesto MARKETING principalmente cores e ID visual.
Sou apaixonado por conserto de placa mãe, tanto de notebooks, servidores, PC’s, all-in-one’s em fim.
Mas falta empresas serias as mesmas contratam profissionais pensando em linha de produção e se querem tem um laboratório eficiente é quem é o responsável por isso somos nos mesmo que não temos foco em nada, somos ANALFABETOS TECNOLÓGICOS para sempre nunca chegaremos a um desenvolvedor RUSSO, leste europeu, em hardware como o japonês, em aplicação como o alemão, seremos sempre meia boca, pois não dedicamos nosso tempo ao estudo como AUTODIDATA que entra em uma faculdade esperando ter um salario melhor, vai ter o pior.
Temos que ser auto disciplinados a ponto de não possuirmos FACEBOOK, MSN,ORKUT, novelas, BBB, copa libertadores, campeonato brasileiro, copa do mundo em fim, ser radical ao extremo até FIXAR O QUE é necessário para o resto de sua vida.
O maior problema é estudar algo e fazer outra achando que a graduação vai transforma-lo em um ‘PICA DAS GALÁXIAS’ não vai.
Sou praticante de KUNG-FU, treinei TAE-KWON-DO e para aprender bem tem que ter uma disciplina fora do comum, exercitar-se fora da academia, se envolver com os assuntos, buscar a melhor forma de alcançar uma técnica apurada e isso não se da somente em 2 horas na academia com um faixa preta.
Hoje meu treino é voltado somente para não ser sedentário não tenho objetivo de ser lutador de MMA e nem de ser campeão mundial na categoria mas aprendi a me defender e assimilar uma cultura que é bom para o bem estar do corpo para a vida toda.
E mais o lado espiritual anda lado a lado com suas rotinas diárias, se pratica boas coisas, as boas coisas o levam ao melhor como os relacionamentos o famoso ‘NETWORK’. Se sua vida é regrada a baladas a bebidas a amigos que estão na mesma identidade de cretino seras um cretino também, se tem pessoas ao seu lado com o mesmo objetivo de crescer profissionalmente crescerás também.
Sou um servo de DEUS, na CONGREGAÇÃO CRISTÃ DO BRASIL, graças a DEUS ele me ajuda a me dar força na ora que mais preciso, mas a sua parte você terá que fazer e passar não tem milagre.

Antes eu achava que se estudasse na FIAP, IMPACTA, FATEC, IBTA, seria o melhor, sem inglês, sem experiência no mercado. E aí ?
É você que tem que se disciplinar um projeto como funciona ? você vai iniciar sozinho ? é assim nas empresas, ou tem parcerias ? cada um faz uma parte ? quem documenta ? quem programa ? quem discute o prazo com o cliente ?
A graduação é isso somente como se faz, como deve ser feito é VOCÊ que se especializará nas oportunidades que você tiver preparado.

Como disseram logo acima GRADUAÇÃO é um PASSO da sua trajetória, pense nisso e mude seus hábitos se quiseres ser o melhor. A capacidade vem de dentro de você, conforme você aprende com o CAPACITADO.

HELIO
21

Estou nesse processo, ultimo semestre, e pensando no que eu já deveria estar dominando bem na área de TI? Mas como sou muito curioso, estou buscando alternativas para o meu aperfeiçoamento, e nada mais seria melhor que tentar isso na prática; estágiando em uma empresa comprometida com a QUALIDADE TOTAL.

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