ITIL: Gerenciamento de Liberação

AGRADEÇA AO AUTOR COMPARTILHE!

Olá pessoal!

Depois de algum tempo sem postar, estou de volta, continuando com nossos posts sobre ITIL, e o último sobre o suporte a serviços. Falaremos hoje sobre Gerenciamento de Liberação.

Sabemos que a quantidade de mudanças nos ambientes de TI requerem o mínimo de tempo de parada e de riscos durante as mudanças de hardware ou de software. Como garantir isso ?

Utilizando o Gerenciamento de Liberação

O Gerenciamento de liberação é responsável pelo armazemamento de todo o software (BSD) e hardware (DHD) autorizado dentro da organização.

A equipe de G. L é responsável pelo armazenamento, testes e instalação de novos softwares e hardwares no ambiente de produção. Depois de todos os testes realizados, a liberação irá ser encaminhada para o comitê de mudança aprovar. O comitê de mudança irá avaliar todos os aspectos da mudança: impacto, riscos, procedimento de rollback entre outras coisas e irá aprovar a mudança ou não.

Poderíamos utilizar como exemplo, uma atualização de sistema. É prática de muitos fazerem atualização sem antes reproduzir isto em um ambiente de testes. Imaginem colocar no ar uma versão de sistema com problemas? Deixando osusuários 4 ou 8 horas sem trabalhar? Que prejuízo hein?! Pior ainda quando vamos voltar aquele backup, e não funciona. Isso quando temos backup!

Com o Gerenciamento de Liberação, tudo isto teria que ser previsto e testado antes de ser colocado em “produção”, e ainda passar pela avaliação do comitê de mudanças.

Resumindo, o foco do G. De Liberação é atuar na proteção do ambiente produtivo e de seus serviços pela utilização de procedimentos formais e verificações.

Como todos os processos de suporte a serviços, o Gerenciamento de Liberação é suportado pela base de dados da da configuração (BDGC) para assegurar que infraestrutura de TI seja atualizada.

Existem os seguintes tipos de Liberação:

Liberação Completa: Todos os componentes são desenvolvidos, testado, distribuidos e implantados juntos.

Liberação Delta: É composta apenas por itens de configuração (IC’s) que foram modificados desde a última Liberação.

Liberação empacotada: Liberações independentes e individuais bem como as Liberações completas ou Liberações Delta são combinadas em um só pacote.

Liberação de Emergência: Liberação de emergência é requerida no caso de dificuldade ou de solução de problema de alta prioridade. Liberação de emergência deve ser utilizada de forma muito reduzida uma vez que interrompe o ciclo de liberação e é extremamente tendente a falha.

Benefícios

Realizada em conjunto com Gerenciamento de Configuração, Gerenciamento de Mudança e teste operacionais, traz os seguintes benefícios:

  • Redução da taxa de erro no software e no hardware liberados;
  • Minimiza as interrupções do serviço sincronizando a liberação com empacotamento dos componentes de software e de hardware;
  • Certeza que o hardware e o software da produção são boa qualidade (ou conhecidos);
  • Ambientes de teste e da produção estáveis;
  • Uso melhorado dos recursos do usuário através do esforço combinado durante os testes de novas liberações;
  • Monitoração e proteção apropriadas do hardware e do software do qual a organização é fortemente dependente;
  • Software consistente através de todos os sistemas;
  • Detecção de versões incorretas ou de cópias desautorizadas;
  • Redução do perigo de contaminação por vírus ou de outras intervenções desautorizadas.

Espero que tenham gostado.

Nos próximos posts iremos falar sobre o que garante uma eficiente e eficaz entrega de serviços.

Um grande abraço a todos!!!

Referência: http://www.viacerta.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=58:ger-liberacao&catid=37:itil&Itemid=29

AGRADEÇA AO AUTOR COMPARTILHE!

Emerson Dorow

Mais artigos deste autor »

Experiência de 10 anos na área de TI. Coordenador de suporte de serviços de infraestrutura e cloud computing. Mantenedor do site http://www.governancadeti.com.

Certificado em ITILv3 Intermediate, Cobit v4.1 Foundation, HDI-SCM, Linux Professional Institute (LPI) Nível 1 e IBM Tivoli Monitoring Deployment V6.2 Professional. É graduado em Sistemas de Informação pela Uniasselvi Blumenau e pós-graduando em Governança de TI pelo Senac Florianópolis e MBA em gestão de TI pelo INPG.

Entusiasta de assuntos relacionados a gestão de serviços em TI, governança de TI, Gestão de Projetos, liderança, gestão de equipes e negócios.


9 Comentários

André Richartz
1

Ótimo post, a ITIL reune mesmo as melhores políticas em TI. na sua experiencia em TI você percebe essa precaução dos clientes com relação ao Gerenciamento de Liberação?

Emerson
2

Em alguns sim, na maioria não. O cuidado é cada vez maior, porém muitos utilizam práticas não “corretas” para realizar manutenções no ambiente e liberação de novos softwares e hardwares no ambiente de produção.

Um abraço!!

Gustavo
3

Emerson, que bom que você retornou com esse assunto, estou meio afastado do PTI por causa do TCC da faculdade (que fala sobre ITIL) mas espero que logo eu volto.

Só uma resalva do seu post… a ITIL diz que todo o suporte a serviço concentra no BDGC sua base de dados… o BDGC para mim é exclusivo do Gerenciamento de configuração no qual é atualizado pelo GL.

Defendo essa opinião pois lendo a respeito da V3 via que para a atualização da ITIL exite uma base de dados único e substitui todas as demais, chamada de BASE DE DADOS DO CONHECIMENTO.

Emerson
4

Que bom você de volta aqui Gustavo!

Meus posts sobre ITIL neste primeiro momento são baseadas na ITILv2, e por isso digo que o BDGC suporta os outros processos do ITIL como: Gerenciamento de Incidentes, Problemas, Mudanças entre outros. Na ITILv3 que adicionaram este novo conceito de base de conhecimento. Após terminar os posts sobre a V2, iniciaremos as discussões sobre a V3!!
Sua observação é muito pertinente Gustavo! Muito obrigado e fique á vontade em comentar, sugerir, criticar nossos posts!

Um grande abraço!!

Quezia
5

Boa noite Emerson!
Estou concluindo um curso de especializacao em Gestao de TI e meu tema fala sobre Ger Liberacoes. Mas meu professor disse q este processo nao existe na ITIL, assim como vc eu sei q existe, onde poso encontrar material confiavel q prove q este Ger existe?

Emerson
6

Olá Quezia,

O melhor seria comprovar isto para o seu professor com os livros oficiais da ITIL, mas eu não tenho estes livros. Mas o processo com certeza existe, pois todas as documentações que tive acesso até hoje falam do Gerenciamento de Liberação. Tanto é verdade que na ITIL o processo existe e foi melhorado na parte de “Transição de Serviços” denominado Gerenciamento de Liberação e Implantação.

Na wikipédia tem algo que pode te ajudar a comprovar isto:

http://pt.wikipedia.org/wiki/ITIL_V3

Espero ter ajudado!

Um grande abraço e seja sempre bem-vinda!!

Thiago Antonio Ponce
9

O problema das pessoas que divulgam o ITIL é exatamente esse. Com todo o respeito, esse artigo fala, fala, fala e não diz nada.

Espero que nesse blog um dia apareça alguém que dê informações que são realmente relevantes a utilização do framework ITIL e seus processos para que as pessoas leigas que leem esses artigos “ITIL” enxerguem o valor a implantação de processos e como ele pode trazer valor para a TI.

Oremos.

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos com * são obrigatórios!

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">