Introdução à Construção de Software – Parte 1

Este é o primeiro de uma série de artigos sobre a parte mais extensa do desenvolvimento de software: a construção. A construção enfoca mais a codificação e a depuração, mas também inclui outras atividades (ou, mais precisamente, depende delas).

O que importa é o código-fonte!

A construção de software é a única coisa que com certeza será feita. Ou seja, o código executável é a única coisa que irá certamente ser produzida, juntamente com os testes para garantir que ele funcione como esperado.

Pronto, terminamos o projeto! Agora é só fazer manutenção!

A construção é uma atividade muito complexa. Ela já toma a maior parte do desenvolvimento de um projeto de software. Segundo McConnel [1], ela pode tomar até 80% de um projeto. Isso é muito, e pode significar que outras atividades serão negligenciadas. Qualquer atividade negligenciada em um projeto de software resulta em problemas futuros de manutenção. E a manutenção é a fase mais longa do ciclo de vida de um software… longa o bastante para durar mais que a vida dos criadores do software. E quando atividades como documentação são negligenciadas para priorizar codificação, o conhecimento acaba ficando na cabeça das pessoas… das pessoas que saem da empresa.

Mais uma noite em claro…

O objetivo desta série de artigos é levantar vários problemas envolvendo a construção de software e quais as melhores práticas que podem ser adotadas para resolvê-los.

Na teoria tudo é bonito…

A ideia não é ficar somente no discurso, mas mostrar, inclusive, exemplos de código, ilustrando soluções arquiteturais e abordagens de reuso de software, que ofereçam maior controle aos projetos e tornem a manutenção mais fácil.

O próximo artigo tratará sobre as tarefas específicas da construção de software e de que outras atividades elas dependem. E como os problemas nessas atividades podem afetar (de forma negativa) a construção. E, finalmente, como os construtores podem se proteger e evitar noites e finais de semana perdidos.

[1] McConnell, Steve. Code Complete: Um guia prático para a construção de software.

Flávio Lisboa

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Técnico em Processamento de Dados pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (1998), possui graduação em Ciência da Computação pelo Instituto Paulista de Ensino e Pesquisa (2003). Já atuou como programador em empresas privadas de informática, e foi funcionário de carreira do Banco do Brasil, onde chegou a analista na diretoria internacional. Atualmente é analista de desenvolvimento de sistemas da Coordenação Estratégica de Tecnologia do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). É membro do time oficial de tradução do Zend Framework. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Software Livre, atuando principalmente nos seguintes temas: Java, PHP, padrões, frameworks, MVC e objetos


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