Central de Negócios formada por empresas de TI de Londrina e Região permite reduzir custos e conquistar novos mercados

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Onze inovadoras empresas de pequeno porte, todas integrantes do Arranjo Produtivo Local (APL) de Tecnologia da Informação de Londrina e Região, apostaram em uma nova possibilidade de atuação no mercado e constituíram, no final de maio deste ano, a primeira Central de Negócios do setor de Tecnologia da Informação do País. A fundação da Central de Inovação, Desenvolvimento e Negócios Tecnológicos (CINTEC), seguiu a metodologia desenvolvida pelo Sebrae. O início dos trabalhos ocorreu em agosto de 2009.

Durante os dez meses seguintes, o grupo aprofundou conhecimentos sobre o tema, alinhou os interesses frente à instituição e analisou questões relativas à viabilidade econômica do negócio. A redução de custo obtida pelas desenvolvedoras de softwares em negociações conjuntas para contratação coletiva de serviços de vale-alimentação e de convênios médico e odontológico foi a primeira prova das oportunidades geradas pela cooperação entre empresas.

A CINTEC foi idealizada para aumentar a competitividade das empresas participantes, promover e ampliar o acesso a mercados e fortalecer o poder de enfrentamento da concorrência. Fazem parte da Central de Inovação as empresas: Arandu Sistemas, Audare Informática, CDS Informática, Consystem Consultoria, E M Moraes – ERAKIS Tecnologia em Sistemas, Forlogic Software, GELT Tecnologia e Sistemas, Guenka Desenvolvimento de Software, Infoecia Desenvolvimento de Sistemas, Lidaweb Tecnologia e Sistemas e Softcenter Sistemas e Informática. A estimativa da soma de faturamento das empresas associadas é R$ 20 milhões.

O consultor do Sebrae/PR em Londrina, Joel Franzim Junior, que acompanha os empresários do setor desde a formalização do APL de TI de Londrina e Região, em 2006, destaca a contribuição da entidade para a criação da CINTEC. “Existia a possibilidade de adoção desse formato de negócios, mas os empresários não tinham ciência da necessidade, então fizemos uma proposta de trabalho, mostramos o processo e designamos um especialista para acompanhar todas as fases de implantação. Essas ações motivaram o grupo, gerando confiança e compreensão sobre os benefícios”, explica.

Para o consultor, o fato da CINTEC ser a primeira Central de Negócios do setor de TI, traz grandes desafios e oportunidades também. “Esses empresários perceberam que quanto mais cooperam entre eles, mais competitivos se tornam. Formalmente unidos, vão fortalecer o poder de compras, compartilhar recursos, combinar competências, dividir o ônus das pesquisas tecnológicas, partilhar riscos e custos para explorar novas oportunidades e oferecer produtos e serviços com qualidade superior e diversificada”, aponta Joel Franzim.

O diretor da Softcenter e associado da CINTEC, Carlos Kasuya, mostra que os resultados da Central beneficiam não apenas os empresários. “O resultado alcançado pela minha empresa na negociação do vale-alimentação foi uma redução de custo de 80%. O custo por colaborador passou de R$ 4,50 para R$ 0,50. Em relação ao convênio odontológico, reduzimos o valor em 25% e passamos a ofertar um plano superior. Essas ações beneficiaram, em média, 280 colaboradores das empresas envolvidas”, diz.

“Por meio da CINTEC, respondemos a um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), que disponibiliza recursos para implantação de uma residência em software. Sendo aprovado, o projeto vai favorecer as empresas associadas, as em fase de encubação e outras empresas do setor, gerando uma contribuição para toda a sociedade”, evidencia Carlos Kasuya.

A estrutura organizacional da CINTEC é composta por um Conselho de Administração,  um diretor-geral, um coordenador-geral, um coordenador administrativo-financeiro, um gestor comercial e de marketing e um secretário. Os fundadores instituíram também um Conselho Fiscal e de Ética para tratar de assuntos relacionados aos valores e princípios da entidade. O período de gestão da diretoria eleita é o biênio 2010-2012. O cargo de diretor-geral deverá ser ocupado por um executivo, escolhido futuramente pelos membros.

O levantamento de indicadores, o alinhamento das expectativas dos participantes, a elaboração de um plano de negócios e de projetos para investimentos em pesquisa e tecnologia são os próximos passos da CINTEC, explica o coordenador-geral da entidade, Lúcio Kamiji.

“Além das compras conjuntas, planejamos compartilhar carteira de clientes e oferta de soluções de forma coletiva. Outra possibilidade é a implantação de uma central de serviços comum, para realizar serviços de contabilidade, impostos e rotinas do departamento fiscal, folha de pagamento e pessoal, rotinas dos departamentos financeiro e controladoria, que hoje são efetuados individualmente”, assinala.

Na fase operacional, complementa Kamiji, “é possível que cada ação executada demande um plano de negócios específico, pois a participação das empresas muda em cada negócio e cada atividade exige infraestrutura, volume de investimentos, estruturas física e de pessoal específicas”, prevê o coordenador-geral.

A expectativa da diretoria da Central de Inovação é que cada empresa participante tenha um aumento de 10% no seu faturamento no prazo de um ano, assim, o grupo das empresas integrantes da CINTEC ampliaria seu resultado em R$ 2 milhões. “Acredito que a Central, dentro de alguns anos, estimule a junção de alguns empreendimentos e a geração de novas empresas, pois são muito amplas as possibilidades de negócios”, comenta Lúcio Kamiji.

Joel Franzim Junior, explica que uma vez formalizada, a meta da CINTEC é tornar-se conhecida. Para isso, observa, é preciso divulgar seus objetivos e buscar novos sócios e parceiros. “Neste momento, os associados reforçam o planejamento estratégico da entidade, definindo missão, visão e valores, de forma a deixar os objetivos e estratégias claras”, afirma.

A área de ação da Central de Inovação e Negócios não está limitada à cidade de Londrina. Os membros da entidade já estudam fechamento de negócios em todo o Estado e com outras regiões do Brasil.

O pioneirismo dos empresários de Londrina e Região na fundação da CINTEC desperta o interesse e curiosidade de toda a Rede de APL de TI do Paraná. Ainda neste mês de julho, a CINTEC apresenta sua experiência para empresários do setor das regiões de Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Maringá e Ponta Grossa.

A diretoria da CINTEC reforça que a entidade não é uma sociedade fechada e está aberta à participação de qualquer empresa do setor de TI que apresente o mesmo perfil e vocação das organizações fundadoras. Os associados da CINTEC não pagam mensalidades, mas contribuições proporcionais aos resultados obtidos em cada operação. Esses aportes dão sustentação à entidade. Atualmente as despesas da CINTEC são divididas em partes iguais entre os integrantes. No momento, a Central de Negócios funciona provisoriamente nas dependências da Softcenter Sistemas e Informática, que fica na Avenida Santos Dumont, 505, em Londrina.

Fonte: Assessora de Imprensa Sebrae/PR – Regional Norte

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