[Metodologias Ágeis] Crescimento em baby steps

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Baby Steps” é um termo utilizado em XP que em excência significa realizar pequenas mudanças, ter então a certeza de que ela esteja madura e segura ao máximo e só então realizar a próxima.

Quando se trata de um time agile tudo deve levar em conta este princípio, não somente o desenvolvimento, mas a própria contratação até a correta adequação do profissional à cultura em si.

Para exemplificar melhor, vou contar um pouco das vitórias e derrotas que passamos em 2010:

No primeiro semestre demorávamos muito para contratar, um profissional tinha que ter não apenas conhecimento técnico, mas um perfil que se encaixasse na cultura de auto-gestão que se faz necessário quando se trabalha com agile. Até o número de aproximadamente 30 pessoas, estávamos todos com um nível de cultura homogêneo. Nossos projetos eram entregues sempre com um nível de qualidade excelente, e tínhamos o reconhecimento do cliente como diferencial em qualidade.

Depois de 6 meses de bons trabalhos, a grande maioria dos projetos do nosso cliente acabaram sendo encaminhado para nós, e o que era para ser um ponto positivo começou a se tornar um problema. Ganhamos tantos projetos que nosso time cresceu mais de 300%, das 30 pessoas para pouco mais de 120. Além de termos que contratar mais pessoas, que já estava sendo difícil, começou a ficar ainda pior com o mercado mais aquecido.

Acabamos tomando uma decisão que se mostrou errada ao longo do tempo. Contratamos pessoas focando no perfil técnico e deixando com que a cultura fosse adquirida no dia-a-dia. O problema não foi apenas este em si, pois formar pessoas também é necessário, mas sim o volume destas contratações. Este volume foi tão alto que não conseguimos formar o suficiente, afinal acabamos tendo mais pessoas que precisavam ser formadas (em cultura agile) do que as que possuíam esta cultura.

Depois de um segundo semestre turbulento, barramos a entradas de novos clientes ou projetos, iniciamos a organização de um processo de melhores práticas que devem ser realizados por todos desde a venda à entrega dos projetos, e passamos a dar foco no coaching deste processo.

Passada a fase de turbulências, gostaria de compartilhar alguns aprendizados adquiridos:

1-) Devemos sempre crescer num ritmo que seja possível disseminar a cultura, caso contrário os times passam a ser um conjunto de pessoas e não times. Como diriam os sócios da 37 signals no livro Rework, devemos sempre analisar friamente a necessidade de crescimento.

2-) Abrir mão de padrões culturais e focar somente em requisitos técnicos nunca deve ser opção. Mesmo caso haja opção por formação destes perfis, esta formação deve ocorrer antes de entrar em projetos, ou com um número mínimo que não cause impacto nos projetos.

Referências:

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