Negócios x Infraestrutura de TI: em busca da alta disponibilidade

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Em um texto anterior, onde também abordei o tema Negócios x Infraestrutura de TI, explorei um pouco o universo do crescimento de negócios e a inevitável e necessária expansão da TI. À medida que uma empresa cresce, seu ambiente de TI deve estar preparado para acompanhar as mudanças e as novas exigências impostas, permitindo que gestores possam aumentar ou adaptar sua capacidade diante das demandas apresentadas.

Existe uma frase que se encaixa perfeitamente no que quero passar neste novo texto: com o crescimento surgem novas responsabilidades. Se antes da expansão, a exigência principal era a obtenção de respostas mais rápidas, agora surgem outras exigências e uma delas é a alta disponibilidade.

Vamos entender de forma resumida o que é “alta disponibilidade”

O termo Alta Disponibilidade refere-se à capacidade de um sistema informático em utilizar mecanismos de detecção, recuperação e mascaramento de falhas com o objetivo de manter os serviços disponíveis o máximo de tempo possível. Considera-se que um sistema não está disponível quando um ou mais usuários não conseguem acesso total ou parcial a este sistema, sendo o tempo total de indisponibilidade conhecido pelo termo downtime.

A disponibilidade de um servidor é geralmente medida em “noves”, conforme segue abaixo:

  • um nove indica 90% a 98% de disponibilidade – em média até 36hrs/mês indisponível
  • dois noves indicam 99% de disponibilidade – em média até 7hrs/mês indisponível
  • 3 noves indicam 99,9% de disponibilidade – em média até 40 minutos/mês indisponível
  • 4 noves indicam 99,99% de disponibilidade – em média até 4 minutos/mês indisponível
  • 5 noves é considerada a disponibilidade definitiva de serviços – em média 25 seg/mês indisponível.

Um exemplo legal para entender bem estes “noves” são os serviços oferecidos por empresas de hospedagem. A grande maioria das que vi até hoje oferecem disponibilidade de 99,9%, ou seja, o servidor pode ficar fora do ar em média 40 minutos por mês – agora você já sabe quando meter bronca em seu host :)

Vale ressaltar que é considerada indisponibilidade toda e qualquer parada, incluindo manutenções, quedas de energia e outras operações que exijam a parada do equipamento.

Como alcançar a Alta Disponibilidade

Para não estender demais, vou falar apenas um dos requisitos para que seja possível alcançar a alta disponibilidade de serviços: a redundância.

Ter uma estrutura redundante significa reduzir ao máximo os chamados Pontos Únicos de Falha – SPOF (Single Point Of Failure). Os SPOF são recursos que, em caso de falha, provocam a indisponibilidade total dos serviços. Um exemplo claro de ponto único de falha no nosso dia-a-dia é a fonte de alimentação de energia de um desktop. Como geralmente desktops não possuem redundância neste ponto, se a fonte vier a queimar teremos a total indisponibilidade de nosso sistema, pois não conseguiremos nem sequer ligar a máquina.

Agora pensando em um ambiente complexo de TI, o ideal é sempre saber quais são os SPOF do mesmo, a fim de aplicar a devida redundância nestes pontos críticos. Alguns pontos que exigem redundância:

  • Alimentação de energia: utilizar fontes redundantes que se baseiam em módulos substituíveis, nobreaks de boa autonomia, geradores (dependendo do tamanho da empresa);
  • Armazenamento: aplicar redundância de discos utilizando controladora RAID com suporte a hot-swap;
  • Link de internet: se a empresa necessita de disponibilidade total para acesso a internet, considera-se a contratação de links redundantes;
  • e outros

A incorporação da Alta Disponibilidade em um ambiente de TI exige um planejamento rigoroso e requer constante monitoramento e administração, além de soluções combinadas de hardware/software confiáveis como as apresentadas pela HP em sua linha de servidores HP Proliant – vale a pena conhecer!

Se você quiser saber mais sobre Alta Disponibilidade, leia este ótimo artigo – http://ha-mc.org/node/15 – que serviu de referência para este que você acabou de ler.

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