Gestão com Pessoas: Pare, simplesmente pare!

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Há algum tempo publiquei aqui um post sobre esse tema, os dois foram escritos na mesma época, mas deixei programada a postagem apenas para hoje.  Fiz isso de forma planejada, porque sempre é bom dar uma revisada em alguns conceitos e um deles é a questão de parar.  Novamente reforço que parar não é sinônimo de paralisar. Vou tentar colocar minha reflexão abaixo.

Sabe aquele momento em que você simplesmente empaca, congela, paralisa e não pode fazer mais nada para mudar uma situação ou resolver um problema? Pare. Pare de fazer. Pare de pensar. Pare de querer fazer. Pare de querer pensar em fazer. Pare de querer pensar. Pare de querer. Descanse. Durma. Cale sua alma. Simplesmente Pare.

Tem um Salmo na Bíblia que explica essa minha teoria é o 92 versículo 2, onde o salmista diz “para de manhã anunciar a tua benignidade, e todas as noites a tua fidelidade”.  Nesse trecho muito poético encontramos o segredo de parar.  Pois quando paramos completamente, podemos então ouvir a solução, ouvir a resposta.

Em diversos períodos da minha carreira precisei dedicar muitas horas a um projeto com prazo definido de entrega e no qual todas as ações de mercado planejadas pela empresa estavam balizadas, então ou eu entregava ou entregava.  Nesses momentos o stress chega a Marte, teamwork já não existe, loucura total, corrida acelerada, mal se consegue finalizar um teste ou uma carga de dados, bem os colegas de TI sabem bem o que isso significa.  Após longos períodos assim, eu travo.  Já comentei isso aqui, e quando travo no trabalho o que fazer, não posso simplesmente deitar num sofá e esperar a bateria recarregar.

Nesses casos criei um sistema de economia de energia, simplesmente me calo e paro de querer achar a solução. Porque ela não vem, eu vou me esconder até  no banheiro se for preciso, tomar um café, ver algo diferente, cumprimentar um colega e ai eis que sem nenhum elemento novo, surge ela a tão esperada resposta.  Já experimentei em algumas oportunidades simplesmente deixar o sistema aberto naquele ponto, ir para casa, tomar um banho e dormir um pouco. E advinha? Novamente no meio do sono, eis ali a resposta, a tão esperada solução.

Tenho um caso bem engraçado sobre isso, um dia o gerente da empresa onde eu trabalhava teve de assinar um pedido de alteração de sistema, porque eu sonhei que o código estava com um erro e eu verifiquei que o código não batia as 03:00 da madrugada.  Mas eu não sabia repetir o código para ele, mas eu insisti muito e ele me olhando incrédulo perguntava: “Você tem certeza que eu devo assinar isso só porque você sonhou?”.  Sim eu insistia, ele disse resignado, ‘por sua conta e risco”.  Quando o sistema voltou ele me passou alguns cartões da mega-sena e me pediu vai dormir de novo por favor.

Na maioria das vezes a resposta está lá, basta você parar e ouvir. Boa parada pra você!

Fonte: rvlopes.wordpress.com

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Renata Lopes

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Renata Valéria Lopes. Profissional com mais de 20 anos na área de Tecnologia da Informação. Graduada em Processamento de Dados, Pós-graduada em Gestão Empresarial e Gestão de Pessoas com Coaching. Leitora compulsiva, blogueira, apaixonada por redes sociais e estudante em constante desenvolvimento, acredita na cooperação, colaboração e compartilhamento do conhecimento como forma de aprendizado.


6 Comentários

Renata Lopes
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Verdade Eduardo!!!
Por isso quis registrar essa reflexão, para que as pessoas entendam a importância de praticar.
Abrs e obrigado pelo comentário.

João Paulo Luiz Lopes
3

Já aconteceu muito isso comigo durante a graduação (faço ciência da computação na puc minas poços de caldas) durante os “projetinhos” de programação, as vezes ficava com muita raiva com os erros de compilação e era só dar uma respirada e achava o erro/solução como que por “milagre” rsrs.

Excelente texto!

Renata Lopes
4

Obrigado João Paulo pelo seu comentário. É sempre bom esses “milagres” em nossas vidas, não é mesmo?

Abraços

Thiago Adomaitis
6

Concordo com essa ideia, Renata. Falando de um cenário mais informal, lembra de quando estamos jogando videogame, e “empacamos” em um puzzle, ou num chefão. Vamos dormir, e da próxima vez, voi lá, passado de primeira. Creio que o cérebro trabalha melhor “em segundo plano” quando damos essa chance a ele.

Apenas sobre a passagem bíblica: aquele “para” não seria preposição, e não verbo?

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