Atualizar os aplicativos é realmente necessário?

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Em meio à concorrência entre aplicativos e integração de novas tecnologias, empresas de softwares estão sempre desenvolvendo e disponibilizando novas versões de seus produtos. Certamente muitos já tiverem (ou tem) dúvidas ao receber a notificação de que uma nova versão do software está disponível para download. Sendo assim, atualizar o software é algo realmente necessário?

A resposta para essa pergunta depende de alguns critérios. Existem softwares para diversas finalidades, portanto, existem atualizações para diversos aspectos também. Softwares de segurança, como anti-vírus e anti-spywares, devem ser atualizados a qualquer custo, já que as atualizações desses softwares ajudam a proporcionar uma maior segurança para o computador. Ao deixar de atualizar o anti-vírus, por exemplo, o sistema ficará vulnerável às novas ameaças, comprometendo os dados ou até o próprio o sistema operacional. Aplicativos para funções de backup, manutenção do sistema e navegadores também merecem a atenção dos usuários.

Uma atualização pode corrigir falhas internas e proporcionar uma maior confiabilidade do aplicativo.

Além de novas funcionalidades, muitas empresas também oferecem atualizações por questões de segurança. A Adobe, por exemplo, geralmente distribui novas atualizações do Adobe Reader (leitor de PDF) para fechar brechas de segurança reportadas por usuários e empresas especializadas em segurança digital. Outro exemplo é a Microsoft, que disponibiliza Service Packs (pacotes integrados de atualizações) e Hotfixes (correções) para o sistema Windows, geralmente envolvendo melhorias na segurança ou correções para falhas detectadas no sistema operacional.

Para facilitar a identificação das atualizações, a maioria dos softwares atualmente exibe uma descrição conhecida como “Notas da versão” ou “Histórico de Versões”, geralmente disponível no site do desenvolvedor. Essa descrição resume os aprimoramentos, correções e alterações na nova distribuição do produto. Dessa forma, é possível prever se a atualização se encaixa às necessidades de utilização do usuário.

Se a atualização está oferecendo um novo recurso que não será utilizado ou aprimorando algo indiferente para o usuário, recomenda-se não realizar a atualização. Ainda mais pelo fato de que, a cada nova versão, o programa geralmente fica mais pesado. Muitos usuários indagam a vantagem de atualizar para uma versão nova se tudo o que é preciso está na versão instalada. Além disso, é preciso verificar o desempenho da nova versão, os requisitos mínimos e também se o processamento das tarefas não ficará mais lento após a atualização. É claro, vale esclarecer que há situações onde a atualização é altamente recomendável. Para profissionais que trabalham intensamente com o software, pode ser interessante instalar novas versões do aplicativo para tirar proveito de novos recursos e funcionalidades ou uma interface mais intuitiva. No caso de ferramentas para desenvolvimento de sistemas, as novas versões podem trazer integrações de novas tecnologias e componentes aprimorados, o que se torna bastante viável.

Em uma perspectiva mais radical, se a versão instalada oferece todas as funções que o usuário precisa, então não existe a necessidade imediata de atualizar a versão. Se o usuário o fizer, estará assumindo a possibilidade de vários riscos, como a insatisfação com a nova versão, lentidão do sistema e dificuldades com a nova interface. Por esses motivos, é comum ouvir falar sobre o downgrade, termo utilizado para definir o processo de desinstalação de uma versão nova para a instalação de uma versão antiga.

Para evitar que as novas versões sofram rejeições, as empresas de software passaram a distribuir versões para testes, normalmente conhecidas como versões Beta. Esse tipo de versão deixa explícito ao usuário de que não é uma versão finalizada, e portanto estará sujeita a inconsistências e algumas instabilidades. O objetivo dessa versão é apresentar ao usuário uma “prévia” da nova versão e receber feedbacks para deixá-la mais estável e funcional.

Se houver a necessidade em experimentar uma nova versão sem compromisso, o usuário pode optar por virtualizar um sistema operacional no computador e instalar a nova versão do software neste sistema. Assim é possível testar o quanto for necessário da nova versão sem a necessidade de desinstalar a versão atual.

Outra alternativa bastante praticada é procurar conhecer a versão por meio de outros usuários. Muitos utilizam fóruns, blogs e sites de downloads para procurar informações, vantagens e desvantagens das novas versões. Outros ainda preferem instalar o software em outros computadores para testá-lo antes de instalar no próprio computador.

Apesar das dicas e informações neste artigo, é importante frisar que cada usuário possui suas particularidades e tem a liberdade de atualizar a versão dos aplicativos quando achar melhor. Mas lembre-se: mesmo depois de atualizar a versão, procure informações sobre as alterações, correções e novos recursos. Isso é muito importante para identificar a importância da atualização.

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André Luis Celestino

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Desenvolvedor de software há 7 anos e autor do blog AndreCelestino.com. Graduado em Sistemas de Informação e pós-graduado em Engenharia e Arquitetura de Software com ênfase em Desenvolvimento Ágil. Atualmente trabalha como Analista Implementador Delphi em Florianópolis.


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