Scrum no dia a dia da organização: o papel do Product Owner

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Quando participei do 2º Agile Talk em Belo Horizonte/ MG, minha proposta foi falar de processos e gestão tradicional e os impactos organizacionais com a adoção do Scrum, apresentando um pouco das experiências dos problemas encontrados com este modo de trabalho e como é benéfico adotar o Scrum trazendo a melhoria dentro do processo.

Como uma imagem diz mais que 1.000 palavras, vamos refletir na ilustração usada em um dos meus slides:

Scrum no dia a dia da organização: o papel do Product Owner

É comum numa organização existirem várias pessoas que têm forte influência para solicitar prioridades e demandas (novas funcionalidades, correções, manutenção) de um software. Isso ocorre pelo fato de existir mais de um gestor e/ou às vezes chefe de outros departamentos, etc. Então, várias pessoas fazem solicitações de demandas e em alguns casos, tais demandas nem são tão prioritárias e importantes para agregarem valor ao negócio.

Ao final desse “mar” de solicitações e diferentes prioridades (na verdade tudo é prioridade, a que foi pedida ontem, hoje pela manhã, a de agora…), a equipe de desenvolvimento fica confusa e submetida dentro da situação “se correr o Firefox pega e se ficar o Google Chrome”, desenvolvem e levam para produção um produto cheio de falhas e funcionalidades que não atendem ao negócio.

Acredito que essa seja a realidade de muitas equipes de programadores dentro das organizações…

No Scrum, existe um papel chamado Product Owner, vamos entender um pouco sobre ele:

  • É o cliente propriamente dito
  • Pode representar um comitê, organização ou grupo específico
  • É uma pessoa apenas

O Product Owner, dentro do nosso exemplo, será o mediador entre os vários stakeholders, atuando como, por exemplo, um analista de negócio, encontrando estratégias para obter um melhor resultado do produto para a empresa.

Também, levantando todos os desejos de cada interessado no resultado do projeto de forma a gerenciar e priorizar o que é mais importante para construção do produto e garantir sua competitividade. Dessa forma, a visão (os desejos) do que se espera do produto fica organizada em prioridades de maior relevância e centralizada em uma única pessoa para administrar e transmitir estes de forma clara à equipe de desenvolvimento.

Porém, para que se obtenha sucesso, as decisões do Product Owner devem ser respeitadas pela gestão da empresa, pois a partir da adoção do Scrum, só o Product Owner têm autoridade de solicitar e priorizar o produto e fazer com que a equipe entenda o que se espera de retorno. Também, neste momento (falando do produto) a equipe só pode “obedecer” as decisões do Product Owner, não podendo mudar nenhuma priorização/demanda sobre influência de quaisquer outros, nem mesmo do chefe, do filho, do cunhado…

O resultado desse conjunto de trabalho em equipe é a organização e centralização que gera um produto bem construído, com funcionalidades que realmente agreguem valor ao negócio e satisfaçam os desejos dos stakeholders.

Em outras palavras, uma mudança tão simples que pode gerar grandes retornos.

Fonte: Blog Rafael Amaral / Twitter: @rafaelamaralll

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