Conheça Julie Larson-Green, nova presidente da divisão Windows na Microsoft

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Em um movimento inesperado, o Presidente da divisão do Windows na Microsoft, Steven Sinofsky, deixou a companhia pouco tempo após o lançamento do Windows 8 e do Surface RT. Apesar de ter sido um choque para a maioria das pessoas, já que ele foi o responsável por apresentar os novos produtos, e fez isso de forma bem-sucedida, para as pessoas de dentro da Microsoft a notícia não foi uma surpresa, já que o executivo não era muito bem visto por lá. O cargo de Sinofsky será ocupado agora por Julie Larson-Green, funcionária da empresa há 19 anos.

Steven Sinofsky

Sinofsky era descrito por pessoas da Microsoft como um chefe agressivo, que tentava manter seu controle sobre o Windows impondo certas restrições a produtos que pudessem diminuir o poder do produto. Em uma fase na qual a empresa tenta buscar uma maior integração entre os variados setores dela, a atitude de Sinofsky apenas iria prejudicar a Microsoft.

No lugar de Steven Sinofsky entrará a veterana Julie Larson-Green, que já trabalha na empresa há 19 anos e ficará responsável agora por liderar toda a parte de softwares do Windows e a engenharia envolvida no hardware, reportando-se diretamente a Steve Ballmer, presidente executivo da Microsoft.

Julie Larson-Green

Julie Larson-Green é graduada em Administração e possui um mestrado em Ciência da Computação, mas antes mesmo de seu mestrado, Larson-Green aprendeu a programar de forma autodidata, e iniciou sua carreira na Aldus, criadora do PageMaker (programa que mais tarde foi vendido para a Adobe), ajudando no suporte técnico da empresa.

Sua entrada na Microsoft ocorreu em 1993, quando ela ocupou o cargo de Gerente de Programas para o Visual C++. Em 1997, ela se juntou à equipe do Office, onde liderou o design da interface do usuário para o Office XP, Office 2003 e Office 2007.

Vagarosamente Larson-Green se tornou uma figura pública da Microsoft, mostrando competência e naturalidade nas apresentações de produtos que faz desde 2005.

Julie Larson-Green afirmou em uma entrevista cinco anos atrás que prefere que haja uma maior interação entre os funcionários da empresa, sendo essa uma postura totalmente oposta à de Sinofsky, porém, a mais adequada para a Microsoft no momento.

Esta é mais uma demonstração de que as mulheres estão sendo cada vez mais reconhecidas na área de TI. Além da competência, a mulher tem um jogo de cintura muito mais arrojado e flexível que o homem, o que se transforma em melhores resultados nos trabalhos em equipe.

Referência: The Verge

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