O olho do dono engorda o gado e as informações precisam ir além dos dados

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Ao longo do tempo, podemos observar uma série de atitudes e procedimentos empresariais que são mais intensificados diante de algum fato bom ou ruim, e que visam a maior produtividade e lucratividade de um negócio.

Porém, se observarmos bem, todos nós já ouvimos um ditado popular que continua vivo e atual para um negócio: “O olho do dono engorda o gado”.

Interessante não? Pois vamos analisar o que este velho e atual ditado quer dizer.

O empreendedor precisa ter informações diretas e precisas sobre o seu negócio para poder tomar as decisões que deve saber para crescer e lucrar. Afinal, segundo dados do Sebrae, cerca de 50% das empresas morrem nos primeiros quatro anos de atuação, sendo 30% no primeiro ano. E, dentre os principais fatores para essa taxa de mortalidade, está a ausência de planejamento e controle financeiro.

No caso do criador do gado, ele sabe como o animal vai de saúde, se o pasto está bom e todas as demais condições para que o boi engorde no menor espaço de tempo possível.

Com o passar dos anos e a sofisticação das atividades, os empresários se veem cada vez mais diante de um dilema fundamental: Como transformar os dados sobre o negócio em informações para a tomada da decisão correta?

Qualquer atividade que não tenha acompanhamento, controle e informação não tem chance de prosperar nos dias de hoje, e, por sinal, nunca teve em tempos anteriores.

Para fundamentar ainda mais, separei algumas referências sobre controles e gestão por parte dos estudiosos do assunto:

  • Schimidt, Santos e Arima (2006): “O controle interno é um conjunto de controles interligados de maneira lógica, abrangendo toda as funções administrativas, ou seja, o planejamento, a execução e o controle”.
  • Attie (1992): “O controle interno compreende todos os meios planejados numa empresa para dirigir, restringir, governar e conferir suas várias atividades com o propósito de fazer cumprir os seus objetivos”.
  • Sérgio Jund (2002): “Por controles internos entendemos todos os investimentos da organização destinados à vigilância, fiscalização e verificação administrativa, que permitam prever, observar, dirigir ou governar os acontecimentos que verificamos dentro da empresa e que produzam reflexos em seu patrimônio”.
  • STIGLITZ e WALSH (2003): “Um negócio que dê prejuízo continuamente deixará de existir, pois não terá dinheiro suficiente para pagar suas contas. As empresas estão sob pressão constante para ganhar dinheiro. A motivação de ganhar o máximo de dinheiro possível – a maximização do lucro – nos dá um ponto de partida útil para discutirmos o comportamento das firmas em mercados competitivos”.
  • CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO (1998): “O controle é viga mestra em que a administração se baseia para medir o alcance dos objetivos e metas, e ter certeza de que as diretrizes fornecidas pela empresa estão regularmente seguidas”.
  • NAKAGAWA (1993): “(Gestão é) Atividade de se conduzir uma empresa ao atingimento do resultado desejado por ela, apesar das dificuldades…”

Por isto, é fundamental que o empresário procure ter as informações e não os dados! O negócio precisa do empresário empreendendo e não procurando informações em uma série de dados!

Por outro lado, o empresário para empreender precisa de informações diretas sobre o seu ambiente de trabalho.

Assim, o desafio atual nada mais é do que vencer a parafernália de dados que a empresa possui e passar a ter as informações para tomada de decisão, seguindo o ditado que ficou eternizado: “O OLHO DO DONO ENGORDA O GADO”.

Autor: Laércio Nery – sócio da empresa BRBT

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