Copa: tecnologia a favor do ensino de inglês e espanhol

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“Imagina na Copa!” A frase quase sempre usada em sentido pejorativo tem uma certa razão de ser. Sempre pensamos em como os aeroportos vão ficar movimentados e o trânsito vai ficar caótico, por exemplo. Nós paramos para pensar no nosso lado, mas esquecemos de um elemento muito importante da equação Copa do Mundo + Brasil: os turistas. Se a situação de quem mora nas cidades sedes já é preocupante, imagine como será a estada destes estrangeiros no nosso país?

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Um famoso programa de TV apresentou uma série de reportagens em que relatava a vinda de turistas de diferentes partes do mundo para o Brasil. Com câmeras escondidas, mostravam as aventuras desses estrangeiros, que não falavam português, para conseguir pegar um táxi, pedir uma informação ou até mesmo comprar um café. A principal barreira encontrada foi a língua.

É claro que é, no mínimo, educado dos estrangeiros que visitam o Brasil aprender algumas palavrinhas em português como “Obrigada” e “Boa tarde”, mas não podemos esperar que eles cheguem ao nosso país dominando nossa língua. Como país sede, é nossa missão ter profissionais preparados e que consigam interagir com estes turistas. Assim, o inglês e o espanhol serão fundamentais.

Muitas empresas do setor de turismo, como hotéis e restaurantes já perceberam essa necessidade e estão fornecendo aulas de inglês para seus funcionários. Essa é uma decisão acertada, mas que acarreta custos e tempo. Quem não tem essa possibilidade pode apostar na tecnologia como ferramenta de aprendizagem, como por exemplo, taxistas, vendedores de loja e outros.

Uma sugestão para não fazer grandes investimentos, por exemplo, é desenvolver um programa de ensino que funcione nos smartphones dos seus funcionários. Acredito que a melhor maneira seja trabalhar com o conceito de “gamification” que transforma atividades do dia a dia em jogos. A cada nova fase jogada, o funcionário receberia algumas perguntas em inglês. Respondidas corretamente, ele teria o direito de seguir em frente para uma fase mais avançada. A ideia é que o jogo seja algo rápido e divertido, que transforme o aprendizado em algo prazeroso.

Outro ponto interessante é a possibilidade do diretor da empresa saber em que estágio cada funcionário está, saber quanto tempo ele jogou e como está o seu aprendizado. Essa é uma maneira prática e barata de substituir o treinamento em grupo. Dessa forma os funcionários adquirem uma nova habilidade e passam a atender com mais qualidade os estrangeiros que nos visitam.

Outra possibilidade do gamification em idiomas é ensinar português para estrangeiros. É muito mais confortável chegar em um novo país com pelo menos uma noção básica do idioma local. Os turistas poderiam baixar este programa no seu smartphone e, no seu tempo, jogar e aprender expressões básicas do português. Já imaginou um hotel que oferecesse este serviço para seus hóspedes? Certamente seria um grande diferencial.

O Brasil é conhecido mundialmente pela cordialidade do seu povo. Com os grandes eventos esportivos que estão por vir, esta é a nossa chance de reafirmar para o mundo a simpatia do brasileiro. Se for em inglês, melhor ainda.

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