EAD: Facilitando a Qualificação Profissional

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Quando tocamos no assunto Ensino a Distância (ou simplesmente EAD), alguns acham que essa modalidade de ensino não vale a pena por se tratar de um formato que não mantêm a velha tradição da relação aluno-professor em um mesmo ambiente físico de aprendizagem. No entanto, quando o EAD surgiu, não possuíamos todas as tecnologias que hoje predominam e facilitam tanto nosso dia a dia.

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Para entendermos um pouco de como o Ensino a Distância surgiu e foi aos poucos se tornando realidade e tendência no ensino, precisamos observar sua trajetória ao longo dos anos. Vejamos um breve histórico do ensino à distância:

1728

O ano de 1728 por muitos é considerado o marco inicial da EAD no mundo. O Professor Caleb Philipps oferecia material para ensino por correspondência.

1856

Na Alemanha, Charles Toussaint e Gustav Langenscheidt fundam a primeira escola por correspondência destinada ao ensino de línguas.

1923

No Brasil, a literatura não é precisa quanto a real origem da EAD. Alguns estudiosos da área apontam diversas ações como marco desta modalidade educacional no país. No entanto, a maioria concorda que a primeira experiência com EAD no Brasil aconteceu em 1923, quando um grupo liderado por Henrique Morize e Edgard Roquette-Pinto criou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que oferecia cursos de literatura, radiotelegrafia e telefonia.

1939

Surge em São Paulo o Instituto Radiotécnico Monitor, a primeira instituição de ensino nacional a oferecer sistematicamente cursos profissionalizantes à distância por correspondência.

1941

É fundado o Instituto Universal Brasileiro. Outras organizações similares juntam-se aos dois institutos e foram responsáveis pelo atendimento de milhões de alunos em cursos abertos de iniciação profissionalizante à distância.

Década de 60

Somente na década de 1960 a EAD teve maior expressão em território brasileiro, com o início de ações sistematizadas do Governo Federal. Em São Paulo, a Fundação Padre Anchieta (FPA) inicia suas transmissões em 1969, com o objetivo de promover atividades educativas e culturais através do rádio e da televisão.

Década de 70

No final dos anos 1970, é criado o Telecurso 2º Grau, uma parceria entre a FPA (TV Cultura) e a Fundação Roberto Marinho (TV Globo). Este projeto gerou, em 1980, o Telecurso 1º Grau e, na década de 1990, o Telecurso 2000.

Década de 80

A partir dos anos 1980, a Universidade de Brasília, pioneira no uso da EAD no ensino superior no Brasil, começa a oferecer cursos veiculados por jornais e revistas. Enquanto isso, Portugal funda, em 1988, a Universidade Aberta (UAB), a única instituição de ensino superior público no país a ofertar EAD.

Década de 90

Na década de 1990, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Ensino a Distância (LED), passou a conceber, desenvolver e executar cursos de pós-graduação pela Internet e por videoconferência. Em 1992, é criada a Universidade Aberta de Brasília, acontecimento bastante importante na educação à distância no Brasil.Em 1995, é criado o Programa TV Escola, pelo MEC, com o objetivo de capacitar professores das escolas públicas de ensino fundamental e médio.

A partir de 2000

No inicio do século XXI, é inaugurada a primeira Universidade Aberta do Brasil (UAB), uma parceria entre o MEC, estados e municípios para integrar cursos, pesquisas e programas de educação superior à distância (2005).

Quadro – Histórico da EAD

Muitas pessoas ainda acreditam que a EAD é uma nova maneira de aprender e ensinar. Porém, como observamos no histórico, o EAD já possui uma longa trajetória.

Hoje o que vemos é uma explosão de cursos profissionalizantes, técnicos, capacitações, graduações e pós-graduações sendo ministrados à distância. Com o advento de novas tecnologias, a exemplo de tablets, smartphones, e a queda no valor dos desktops e notebooks adicionados ao preço mais “acessível” da internet, muitos optam por realizarem cursos à distância. Além disso, os maiores benefícios da EAD, segundo muitos usuários, são:

  1. Combinação entre estudo e trabalho;
  2. Menor custo para estudante;
  3. Autonomia do aluno;
  4. Interatividade entre alunos e professores;
  5. Material digital e impresso;
  6. Flexibilidade (pois o aluno determina como e quanto tempo dedicar aos estudos);

Vamos a alguns dados interessantes para quem deseja se matricular em um curso EAD:

Segundo a Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), de acordo com o último censo realizado em 2011, a maioria dos cursos à distância, 56%, é de atualização ou aperfeiçoamento pessoal ou profissional que, por via de regra, não precisam de autorização do MEC para seu funcionamento. Para a Abed o maior desafio enfrentado nos cursos a distância é a evasão, que só em 2011 representava 20%, em sua maioria cursos livres que não precisam de autorização do MEC.

Algumas boas iniciativas como o Coursera e o Veduca, disponibilizam diversas aulas de variadas áreas do conhecimento e das mais renomadas universidades do mundo. Todo esse conteúdo está disponível de forma gratuita para quem tiver interesse em aprender mais.

Se você é um profissional que deseja cursar um ensino superior ou uma pós-graduação (especialização), ou preparatório para uma certificação e não encontra tempo ou condições necessárias para estar todos os dias em uma sala de aula, como é feito no ensino presencial, porque não repensar na ideia de fazer um curso à distância?

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Wesley Heron

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Possui graduação em Sistemas de Informação, cursando pós-graduação (especialização em Engenharia de Sistemas), defensor de software livre onde contribui para seu desenvolvimento. Apaixonado por novas tecnologias. Já atuou profissionalmente em diversas empresa e órgãos públicos sempre em atividades ligadas a TI. Atualmente é Instrutor de TI no Senai/MA.


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