Projetos de implantação de BI – Principais erros e dicas para corrigi-los

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Hoje nosso artigo começa com uma verdade impactante para muitos profissionais de TI: se você acha que implantar o BI (Business Intelligence) na sua empresa é altamente complexo, você está enganado. Muitos leitores vão discordar desta afirmação no princípio, mas, após ler este artigo, acredito que muitos acabarão concordando. Vamos mostrar alguns principais erros que cometemos em projetos de implantação de BI e como corrigi-los.

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O mais comum e maior problema enfrentado para a implantação desta metodologia é a complexidade que criamos em torno de uma simples pergunta: qual informação você precisa para a tomada de decisão? Muitos gestores não sabem exatamente o que precisam e criam diversos indicadores complexos, de difícil mensuração ou praticamente impossíveis de serem encontrados na organização. O desejo de se ter o mundo ideal e não aceitar as possibilidades reais da empresa gera muitos outros problemas que não precisariam existir se todos tivessem claramente o que precisam para gerir a organização.

Quer então começar a eliminar esses fantasmas em torno do BI? Confere abaixo os deslizes e dicas.

Deslize 1: Começar um projeto de BI sem que a empresa saiba o que quer medir

Muitos projetos de BI fracassam pois não temos a clara certeza de qual produto ele deverá gerar. Sabe-se apenas que querem gerenciar a área com algumas informações importantes. Mas quais são essas informações? Qual a fonte desses dados e como estes indicadores são calculados? A fonte da informação é segura? Responda essas perguntas primeiro antes de qualquer esforço de TI.

Deslize 2: Preocupar-se demais com a ferramenta de BI

Talvez esse não seja um erro só de BI, mas sim, em diversos projetos de TI: antes de pensar no produto que queremos gerar, nas necessidades da empresa, a área de TI já começa a avaliar as ferramentas existentes no mercado. E aí tudo se inverte: ao invés de procurar uma ferramenta que se adeque às necessidades da empresa, nós adequamos a necessidade da empresa à ferramenta que queremos. Então, antes de tudo, pense no que sua empresa precisa, coloque tudo em um Excel e deixe rodando por 3 meses ali. Depois, quando já estiver bem maduro quais funcionalidades precisamos para este BI, procure uma ferramenta.

Deslize 3: Muitos indicadores, muitos indicadores

Um deslize muito comum para as áreas de negócios das empresas é ter uma lista com 300 ou mais indicadores que querem inserir em um sistema de BI. O excesso de indicadores compromete completamente o sucesso de um projeto de BI: muitos deixarão de ser usados, outros não serão preenchidos com informações e mais da metade não geram informações de gestão ou ação para modificar o cenário. A principal dica é: limite sua gestão a 20 principais indicadores que proveem informações capazes de gerarem ação que modifiquem o resultado da sua área ou empresa. Ninguém consegue avaliar o resultado de 300 indicadores.

Deslize 4: Complexidade onde não precisa

Você encontrou aquele sistema perfeito que pisca na tela, gira, fica em letras garrafais, um sucesso! Mas, sua empresa precisa disso ou precisa de um sistema mais simples para mexer ou mais barato? Tenha cuidado com os “plus” que todos os vendedores destacam: eles brilham aos seus olhos, custam caro e, se não forem o que sua empresa precisa, não serão usados. Limite-se a trazer o essencial, em um visual limpo e simples, em uma ferramenta leve e fácil de usar.

Deslize 5: Não pensar em mobilidade

Parece estranho este ponto, mas acontece: os sistemas de BI são perfeitos para desktops e notebooks. Mas o gerente da sua área pode se encontrar com o executivo da sua empresa no aeroporto e ser perguntado sobre os números da sua área. É importante que a informação esteja com ele sempre que precisar consultá-la. Então, pense em ferramentas mobile para serem acessadas do smartphone ou tablet corporativo.

Em resumo, ao fazer o BI pense simples e mantenha sempre o foco na simplicidade. Um sistema com poucos indicadores mas atualizados e importantes para a empresa vai impressionar muito mais do que uma ferramenta que pisca a tela, com 300 indicadores e que deixou de ser usado pois ninguém preenche os dados.

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Izabela Anholett

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Administradora, com certificações ITIL e Green Belt (Lean Seis Sigma) e especialização em Gestão de Negócios, pela Fundação Dom Cabral. Atua na área de Governança de TI com conhecimentos de mapeamento e redesenho de processos, gestão de recursos, comunicação, monitoramento do desempenho, qualidade de TI e treinamento.


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