Onde está o GP que as empresas de TI precisam?

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E se invertermos a pergunta: onde estão os projetos que me interessam?

A resposta pode estar no planejamento da carreira.

Em toda atividade humana, a etapa de planejamento é de suma importância. Quando se trata de planejamento de carreira então, esta importância se torna vital.

Planejar a própria carreira significa por em prática a ideia de ser protagonista da sua história. Significa a possibilidade de tomar as rédeas do próprio destino, em vez de aguardar passivamente que a eventual empresa empregadora determine o que espera do profissional.

Imagem via Shutterstock

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A carreira do gerente de projetos

O Gerente de Projetos, vulgo GP, tem um papel carregado de grandes responsabilidades e traz consigo a insígnia do desafio. Flexibilidade, bom senso e liderança são algumas das características requeridas para a profissão. O GP deve ser capaz de entender os detalhes do projeto e ao mesmo tempo ter uma visão global do mesmo, além de todas as demais atribuições formais que o contratante exige, independente da área de negócio.

Na área de TI, especificamente, o ambiente é ainda mais exigente. Os projetos de software tendem miseravelmente a descambar no meio do caminho e é muito comum apresentarem problemas de baixa qualidade e estouro de custos e prazos, entre outros.

Assim, gerenciar projetos de software, exige as mesmas habilidades que para os projetos de outras áreas, com doses extras de desafio: a evolução da tecnologia da informação propiciou a disseminação de usuários de software a níveis antes inimagináveis, tornando os projetos desta área ainda mais complexos e destinados a um público extremamente exigente e ávido por novidades em prazos curtíssimos.

Num cenário assim, avançar na carreira parece ser para poucos.

Abordagem estratégica do planejamento de carreira

Planejamento estratégico é largamente aplicado em empresas, administrações públicas de cidades, estados, países e nos mais variados tipos de organizações. Por que então não se utilizaria para pessoas?

Neste ponto, cabe ao profissional buscar muita informação, orientação e conhecimento para traçar sua trajetória. Há várias fontes para gerar um plano de carreira eficiente e muito trabalho pela frente. A boa notícia é que, os poucos que trilham este caminho são justamente os que têm mais chance de se destacar lá adiante.

O papel estratégico do gerenciamento de projetos

Os projetos são frequentemente utilizados como meio de atingir metas e objetivos organizacionais no contexto do planejamento estratégico.

Adequadamente gerenciados dentro de portfólios e programas, os projetos fornecem poderoso feedback à direção da empresa, de forma que os ajustes no plano estratégico se tornam norteadores dos investimentos em projetos.

Convergência

Bem, então temos carreira profissional e projetos, ambos dependentes de alinhamento estratégico? Siiim!

E mais. Visualizar o ponto em que GP e organização se alinham graças às ações resultantes de tais estratégias pode ser o pulo do gato. É ali que os caminhos se cruzam!

Mas como enxergar e atingir este ponto? Pra isso, aparentemente, não há fórmula pronta, e cada pessoa tem que criar a sua.

Tenho visto muitas dicas por aí e como já apliquei e continuo a aplicar várias delas, humildemente apresento algumas:

  • Atenção ao mercado. Informe-se continuamente como está o mercado de GP, como as empresas estão se movimentando e que oportunidades existem.
  • Qualificação. Estude sempre, diariamente. Cada assunto importante no dia-a-dia de um GP merece atenção especial e requer obtenção de informações relevantes. Certificações são importantes, principalmente se aplicáveis a curto prazo no ambiente de trabalho.
  • Relacionamento. Fortaleça e estreite laços com outros profissionais, em especial GPs.
  • Alinhamento. Lembre-se: empresas e GPs dependem de projetos. GPs que tem capacidade de conduzir com sucesso seus projetos e agregam o máximo de valor ao seu contratante são os profissionais que o mercado procura.

Concluindo

Este breve artigo não tem a pretensão de apresentar nenhuma solução milagrosa a quem o lê. Tem simplesmente a intenção de compartilhar algumas informações e percepções no intuito de contribuir para que mais pessoas, em especial GPs, definam suas ações profissionais com base nos seus próprios objetivos e planos.

Sucesso a todos!

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Luis Pedro de Souza

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Profissional com larga atuação em desenvolvimento de software, com experiência em diversos sistemas de grande porte.
Profissional PMP, atua como gerente de projetos integrando equipes de alta performance.
Acredita na liderança pelo exemplo e aposta no sucesso como resultado de trabalho eficiente, pautado pela ética.


1 Comentários

Antonio Amorim
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Luis, bom artigo, mas não vejo a importância do Gerente do Projeto ser reconhecido da maneira como deve ser feita aqui na Bahia. Experimente olhar em sites de empregos quanto se quer se pagar para o GP. Uma coisa interessante que acontece aqui na Bahia é colocar aquele que não sabe programar direito para gerenciar os projetos, fazendo valer a máxima de que quem não sabe manda, essa prática também se faz com o analista, que geralmente é aquele que não sabe programar e vai levantar sistemas.
Eu gerencio projetos a mais de 7 anos, ao longo do processo me certifiquei pelo PMI e infelizmente não me canso de surpreender com que vejo sendo feito no mercado, experimente olhar dentro da diretoria do próprio PMI Bahia e você vai entender do que estou falando.

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