O que é “computação em nuvem” e quais os principais tipos?

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Computação em nuvem é o termo aplicado para um conjunto de recursos computacionais, normalmente armazenados em um Datacenter remoto, disponível sob demanda.

O termo surgiu por volta de 2009, do original em inglês “cloud computing“, utilizado para designar tecnologia contratada sob serviço (normalmente pagando-se uma mensalidade) e hoje representa três modelos de negócio e tecnologias (embora alguns autores possam listar mais modelos, esses são essencialmente os oferecidos no mercado):

Imagem via Shutterstock

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Software As a Service (SaaS)

É considerada SaaS a aplicação para um fim específico que é vendida sob a forma de serviços. Ao contrário da venda de aplicativos como licença de software, que permite o uso do software por tempo ilimitado a partir da aquisição da licença por um único pagamento, a venda como serviço normalmente é feita como um pagamento mensal para que o serviço fique disponível no fornecedor, que providencia infraestrutura de servidores e conexões necessárias para a prestação do serviço.

Normalmente é vista com bons olhos pelos fornecedores e clientes. Os fornecedores porque garantem uma renda fixa mensal independente de novas vendas, e os clientes porque pagam apenas pela utilização, normalmente medida em quantidade de usuários ou recursos computacionais alocados para ele, dividindo os custos de uma estrutura maior entre múltiplos clientes que se beneficiam.

O principal exemplo de fornecedor de software é a Salesforce, líder mundial em sistema CRM, mas existem diversos serviços mais populares que podem ser classificados como SaaS, como Google Docs, GMail, Office365 e mesmo sites populares como Facebook e Dropbox.

Infrastructure As a Service (IaaS)

IaaS é o termo aplicado quando o fornecedor entrega recursos computacionais de infraestrutura, como servidores, espaço de armazenamento e capacidade de rede, sob uma taxa mensal de utilização. O modelo mais básico seria o aluguel de um servidor físico em um datacenter, onde o cliente não precisa se preocupar com garantia e disponibilidade do servidor, contratação de links e disponibilidade de energia elétrica.

Hoje em dia, normalmente é vendido como virtualização de servidores sobre um hypervisor, e os clientes não tem que se preocupar com a camada de drivers, basta contratar uma máquina virtual, indicar o sistema operacional desejado, e receberá o mesmo instalado, com toda a parte de rede, IP e roteamento configurados e utilizando recursos compartilhados com outros usuários.

Alguns exemplos de fornecedores de infraestrutura são: Amazon S3 e Microsoft Azure, e diversos datacenters pelo mundo.

Quando se utiliza virtualização de servidores dentro da empresa, utilizando algum software de gerência avançado como o vCloud Suite, também pode ser considerado como IaaS.

Plataform As a Service (PaaS)

PaaS é o termo indicado quando o fornecedor entrega uma plataforma de desenvolvimento de software, que pode ser usada em diferentes ambientes, ou mesmo em um único fornecedor. Para utilizar PaaS, um software deve ser desenvolvido utilizando as bibliotecas de uma determinada plataforma. Isso normalmente permite escalabilidade do software, com recursos como rodar em múltiplos servidores em grid, alta disponibilidade e resiliência a falhas.

Alguns exemplos de fornecedores de PaaS são: VMware vFabric SpringSource e Node.js. Amazon Elastic e Microsoft Azure também possam ser classificados como PaaS se considerarmos toda a oferta disponível.


Além da classificação da oferta do serviço, a computação em nuvem também pode ser nomeada dependendo de onde estão alocados os recursos, existem três tipos distintos:

Public Cloud (Nuvem Pública)

Quando a aplicação ou máquina virtual é hospedada em um fornecedor que atende diversos clientes, onde um mesmo host físico pode atender diferentes clientes e uma camada de software (que pode ser o hypervisor quando for IaaS) isola os dados entre os clientes -para que um não enxergue os dados dos demais.

Tem as vantagens de rápido provisionamento, custo sob demanda e até custos reduzidos frente à Nuvem Privada, mas a principal preocupação é quanto ao sigilo e disponibilidade dos dados.

É comum ser utilizada pelas empresas para aplicações secundárias para o negócio, como e-mail, hospedagem de sites, vídeos e material de marketing, mas também tem sido fortemente adotada devido a alguns aplicativos líderes de mercado só estarem disponíveis nessa forma de comercialização, como o Salesforce e o Office365 (embora possa ser instalado localmente, a Microsoft tem feito ofertas especiais para clientes que utilizem sua plataforma na nuvem).

Private Cloud (Nuvem Privada)

Quando a aplicação ou máquina virtual é hospedada dentro da empresa, em uma infraestrutura que a empresa comprou ou alugou para uso exclusivo.

Embora tenha maiores custos, normalmente é a preferida para armazenar dados estratégicos e que precisem de tempo de resposta rápido, pois os servidores estão dentro da empresa, garantindo uma baixa latência de rede e maior segurança, pois ninguém fora do perímetro da empresa terá acesso sem passar pelo firewall da mesma.

Normalmente é caracterizada pela virtualização de servidores, mas uma Nuvem Privada só pode ser considerada assim se tiver uma camada extra, que permita o self-service de aplicações sob demanda, como por exemplo, a equipe de Marketing instalar um “appliance” de mercado que faz análise de redes sociais.

Hybrid Cloud (Nuvem Híbrida)

É considerado Hybrid Cloud quando a empresa faz uso de ambos os locais de armazenamento (remoto em uma Nuvem Pública e local em uma Nuvem Privada), e tem uma camada de software que permita transferir cargas de trabalho entre ambas.

Seria o modelo ideal, onde a empresa tem uma quantidade de recursos computacionais locais para dar conta do dia a dia, e quando precisar executar tarefas mais intensivas, poderia alocar recursos extras de um fornecedor para tal. O principal desafio para adoção da Nuvem Híbrida são os custos de link e a segurança das informações, já que, normalmente, uma Nuvem Privada executa softwares com informações críticas e confidenciais, e não convém transferir para terceiros esses dados, mesmo que por um curto espaço de tempo.


Diversas ferramentas surgiram para tornar mais fácil a administração desses ambientes, entre elas podemos destacar o VMware vCloud Suite, que permite mover cargas de trabalho (normalmente máquinas virtuais) entre nuvens públicas e privada sob demanda e de forma automatizada, através de políticas pré-estabelecidas.

São funcionalidades normalmente encontradas na computação em nuvem: escalonar recursos computacionais sob demanda e fácil administração.

Computação em nuvem é uma forte tendência nas empresas, pois permite que usuários finais com pouco conhecimento possam utilizar os recursos computacionais sob demanda sem a necessidade de um especialista tomando conta de todos os recursos necessários, e que pequenas demandas possam pegar apenas uma fração da infraestrutura mínima para execução de um aplicativo.

Publicado Originalmente em Blog Blue Solutions

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Fernando Ulisses dos Santos

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Diretor de Desenvolvimento da Blue Solutions e no Business Monitor, trabalhou em dezenas de projetos de virtualização, reestruturação, implantação e migração de Datacenter em empresas de todos os portes. Atualmente trabalhando com BI, tem implantado Indicadores de Gestão em clientes dos mais diversos portes e setores.

Pós-Graduado em Segurança da Informação, certificado VMware VCAP-DTD.


2 Comentários

Claudio Ceretta
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Após fazer FATEC, na área de Mecânica, em Sorocaba, 1972, voltei a estudar Gestão de TI, somente para estar atualizado !! Para saber do que se trata quando alguém está conversando a respeito…
Estou me sentindo muito bem….!!
Sou aposentado e tenho 65 anos…!!!!

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