O perigo do chefe bonzinho

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Algumas pessoas acreditam que ter um chefe “bonzinho” é o ideal, o mundo perfeito. Ter aquele chefe que não briga, faz vista grossa pra tudo, não lhe critica e nem reclama. Só que eles se esquecem que estes mesmos chefes não dão feedback, não lhe estimulam a crescer, não lhe ajudam a evoluir como profissional e, o pior de tudo, não são justos.

Sinceramente, não sei como alguém pode gostar de um chefe assim. Sou fã da liderança situacional – aquela onde se aplica o tratamento correspondente a necessidade e maturidade de cada funcionário. E totalmente contrária aquela máxima do “Devemos tratar a todos de forma igual.”, isso é pura injustiça.

Imagem via Shutterstock

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As pessoas são diferentes, geralmente, nas equipes encontramos profissionais bons e ruins; comprometidos e desinteressados; competentes e incompetentes, o que torna impossível tratar a todos de forma igual.

Só que apenas líderes sabem identificar essas diferenças e tratar cada funcionário da forma apropriada (e justa). Os chefes não possuem esse talento, olham para todos ora como subordinados, ora como “amigos”. E isso cria um desconforto tremendo nos bons funcionários da equipe.

O bom funcionário é alguém que se dedica, se compromete, se envolve e quer sempre alcançar o melhor resultado, o seu foco é do cliente, sua vontade de entregar um bom produto é tão grande que não mede esforços para se empenhar nas suas atribuições. Um profissional dessa categoria não precisa (e nem deve) ser comandado, ele não precisa que digam o que e, principalmente, como ele deve realizar suas tarefas, pois, ele já sabe fazer (e muito bem).

O que ele precisa é de alguém para seguir, liderar, motivar e inspirar. Um líder que o estimule, apoie, aponte suas falhas, ajude-o a crescer e valorize seu empenho por meio dessas atitudes e não de “tapinhas nas costas”.

Quando um bom profissional fica subordinado a um chefe sua saúde torna-se vulnerável a tudo: estresse, desânimo, desconforto, desmotivação e isso acaba sendo somatizado por sua mente e refletido em seu corpo. Dores, fadiga, fraqueza, tensão, tristeza, enfim, seu corpo começa a mandar sinais de que algo não está bem e que ele precisa mudar isso.

Nesse caso só tem duas opções: mudar a si mesmo ou mudar de ambiente.

A primeira nem sempre é a mais fácil, por isso, a maioria das pessoas tendem a seguir pela segunda opção. Entretanto, pense e avalie muito bem quando for mudar de ambiente, não se deixe iludir por questões salariais ou falsas promessas. Preste atenção no momento da entrevista (leia o post “6 dicas simples para uma boa entrevista de emprego“) para não trocar seis por meia dúzia.

O importante é agir e mudar essa situação, pois, sua saúde está em jogo.

Movimente-se.

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Carolina Souza

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Especialista em Gestão de Carreira Empresarial, em Gerenciamento de Projetos [PMP] e Engenharia de Requisitos [CPRE-FL] com 15 anos de vivência no mundo corporativo. Atua como coach, consultora, palestrante e mentora nas áreas de gestão, liderança, processos operacionais e desempenho de equipes. Colunista de revista e site especializados em TI.


2 Comentários

Lucas Alcântara
1

Excelente texto , Carolina. Parabéns.

Essa imagem aí de “chefe bonzinho” nada mais é do que a de um “chefe ruim”, também. A descrição é de uma pessoa que assume um posto de gestão sem ter um preparo mínimo para trabalhar a equipe. Infelizmente, já vi algumas pessoas saírem da área técnica de TI para assumirem cargos voltados a gestão, sem nenhum tipo de capacitação, e acabam até atrapalhando a própria carreira. Aquela história do “O melhor especialista não será necessariamente um bom gestor”.
Claro que não só nesses casos é que aparecem os maus líderes. Acho que muitas pessoas ainda se enganam em achar que especialistas estudam muito e ,para alguém ser um bom gestor, não serão necessárias muitas horas de estudos.

Carolina SouzaCarolina Souza Autor do Post
2

Obrigada Lucas.

Concordo contigo, tem muitas empresas que pensam que um bom especialista será, naturalmente, um bom líder e isso quase sempre não ocorre. Para ser um bom líder é preciso muito estudo, preparo emocional e técnico, sem dúvida.

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