A Importância do Inglês na Tecnologia da Informação

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Todos já ouvimos aquela velha frase que diz “A tecnologia da informação é uma área que exige bastante flexibilidade de um profissional”, certo? Certo! Mas um comentário de um colega me fez repensar se os profissionais de TI em geral entendem o que significa a tal flexibilidade.

Certo dia eu estava em um congresso sobre Big Data em Recife e um colega comentou comigo que se sentia chateado por querer tirar uma certificação em desenvolvimento, mas que infelizmente somente uma pequena parte do conteúdo disponível na internet estava em português e a prova só seria disponibilizada em inglês pela Microsoft. Isso mesmo, um profissional de TI, em uma palestra sobre Big Data, estava me confessando que não tinha segurança para ler em inglês e que não estava incomodado com isso, ele estava chateado com a Microsoft por não disponibilizar a prova na confortável e fluente língua nativa dele.

Imagem via Shutterstock

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Isso me fez refletir sobre o assunto e me motivou a criar este artigo. Qual seria o real motivo da irritação deste profissional de TI? Seria pelo simples fato de não existir conteúdo de qualidade disponível em sua confortável língua nativa? Onde será que este profissional pretende chegar na sua carreira? Será que ele não está sozinho? Seria ele uma bizarra exceção? Será que existem mais pessoas achando que a tecnologia da informação precisa ser multilíngua?

Bom, todos nós sabemos que um bom profissional de TI precisa ter como base de sua estrutura intelectual a “fome de conhecimento”, pois a curva de aprendizagem nesta área exige que sejamos totalmente atualizados. E digo mais, o mercado exige que sejamos “dominadores das mais novas tecnologias, pois, apesar de não ser verdade, o termo tecnologia ainda está bastante ligado ao que é novo e ao que é novidade!”. 

Aí você me pergunta: “Júlio, mas o que o inglês tem a ver com fome de conhecimento e o que tem a ver com a TI?”

Analisando em um contexto geral, o inglês é a língua dominante no mundo dos negócios e da tão falada “Globalização”, sendo assim, nunca houveram motivos para que não se estimulasse a adoção global desta língua, principalmente na área da tecnologia, onde o inglês sempre foi e sempre será a linguagem padrão – inclusive como base fundamental nas instruções das próprias linguagens de Programação. Não é de se espantar também que as principais fontes de conhecimentos como Livros, Cursos, Webinars e etc… estejam em sua maioria “in English”, o que responde a questão. Para “matar” a fome de conhecimento e ser portador dominante das novidades tecnologias, é necessário nutrir-se de informação e para nutrir-se de informação é necessário beber da fonte.

Mas ter conhecimento em inglês e beber da fonte de informações ainda não fará de você um profissional de TI diferenciado, isso apenas fará de você um simples profissional de TI. 

Não adianta procurar argumentos patrióticos ou até mesmo econômicos para não defender a “multilinguagem” na difusão do conhecimento da tecnologia mundial. Não é por que o inglês domina o mundo dos negócios que o Japão, a India e a China deixaram de ser bem sucedidos em seus negócios internacionais. Nestes países, apenas desenvolveu-se uma cultura bilingual em que a educação da língua inglesa compõe a base dos estudos das crianças, que em seus futuros tornam-se homens e mulheres mais globalmente socializados.

Trazendo para a realidade do nosso “Brazil” – isso mesmo, acostume-se a ler com Z – percebemos uma total falta de investimento do governo na educação da língua inglesa nas escolas públicas de ensino fundamental. Até mesmo em escolas particulares o nível de inglês ensinado não passa de vocabulários pobres e de conjugações verbais em todos os tempos do bom e velho verbo “TO BE” até a ultima série do ensino médio e mais alguns fundamentos básicos cobrados em alguns vestibulares.

No Brasil, para compensar a falta desta base fundamental, o profissional de TI – assim como qualquer outro profissional – deve investir em cursos específicos para atingir uma fluência aceitável.

Aí você pode me perguntar: “Júlio, e se eu não tiver dinheiro para isso?” Ok, meu jovem! ISSO NÃO É DESCULPA!!! 

O mercado já oferece diversos programas gratuitos on-line de treinamento em inglês e inclusive ferramentas para a prática de conversação com outras pessoas ao redor do mundo, tal como o www.LiveMocha.com, que é uma espetacular ferramenta ao qual estou aprendendo o francês. Também temos inúmeros aplicativos para Android e iOS, tal como o excelente app chamado HelloTalk e EnglishTalk, que são espécies de redes sociais que unem pessoas com fluência em outras línguas e que pretendem aprender Português – o que considero o perfeito retrato da globalização, você não só se sente bem aprendendo e praticando inglês de graça com um nativo, como se sente útil ensinando Português para um gringo(a).

Em resumo, diante do cenário e dos argumentos apresentados a você neste artigo em função da reflexão do comentário de um colega, chego a seguinte conclusão: Se você é um profissional de TI, aprenda Inglês antes de reclamar que o material e provas de certificações são, em sua maioria, em Inglês. Como o próprio nome diz, a certificação precisa CERTIFICAR que você é um profissional qualificado e para isso você deve SIM dominar o inglês para aproveitar todas as oportunidades que o MUNDO tem para oferecer.

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Júlio César Esteves

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Júlio Esteves atua na área de tecnologia de Informação como Gestor de TI em uma Construtora sediada em Recife-PE. Formado em Análise de Sistemas com MBA em Gestão de TI, dedica toda a sua carreira a gestão estratégica da tecnologia da informação.


7 Comentários

luiz
1

trabalho com infra nao tenho ingles possuo certificados e ganho 8 mil , ou seja ter ingles depende aonde vai trabalhar e muito relativo.

Paulo
2

Você chamar uma pessoa que possua pouco conhecimento em outra língua de “bizarra exceção”, lhe concede muita credibilidade para que eu não leia novamente seus podres artigos.

Repense.

fernando
3

Trabalho com infra há 16 anos. Tenho inglês básico mesmo e a maior parte dele é técnico. Tenho 12 contratos ativos e ganho R$ 19.300,00 limpinho com tudo já descontado. É claro que gostaria MUITO de ter inglês fluente, mas ele não é pré-requisito pra ser bom profissional. Aliás, conheço vários profissionais com mais certificações do que eu, inglês fluente e que não recebem metade disto. Quer ser bem sucedido? Trabalhe com vontade e de forma correta. Não procure atalhos, resolva os problemas de forma definitiva e sem gambiarras. O sucesso virá, pode apostar.

Dalton
4

Gente, o inglês não é o fator decisivo pra ganhar R$ 20.000,00 limpinho todo mês não. O que o rapaz quis dizer, é que diante da disputa acirradíssima do mercado hoje em dia, a fluência no inglês é fator determinante para ganhar uma eventual disputa de vaga. Lógico que tem muita gente por ai que conseguiu agarrar uma chance e cresceu dentro da empresa e tantos outros que foram agraciados com alguma indicação, ambos os casos sem a necessidade específica do inglês. O assunto é muito relativo. Fato é que a cada dia que passa, a lingua estrangeira vai ganhando cada vez mais espaço como fator determinante para novas contratações.

Marcia
5

Tendo atuado nos ultimos 15 anos em TI, entendo que o inglês fluente é mais cobrado e utilizado para cargos de Gestão do que para cargos Técnicos.
Não adianta o Técnico ser fluente e não entregar o que está no escopo técnico, ele deve dominar a tecnologia. Já no caso de um Gestor que geralmente se envolve em conferences, reuniões e apresentações de status de projeto por exemplo, não ter inglês principalmente em um projeto que tenha ao menos um interessado de grande influência seja ele investidor/sponsor, com certeza terá impacto negativo.
Resumindo, depende bastante da função, mas por experiência própria, aprender inglês mesmo que não seja para o trabalho é muito prazeroso e oportunidades com certezas surgem e não marcam hora..

Ivan Leão
6

Parabéns Júlio pelo artigo. Infelizmente pude ver alguns comentários querendo diminuir ou rejeitar suas palavras. Se lhe servir de conforto, em minha humilde opinião, estes são aqueles que têm medo do inglês, como a grande maioria dos brasileiros. E sabe como é, as pessoas repulsam o que temem, e a todo custo defendem sua visão limitada atacando aquilo que não entendem!

Willian F. Batista
7

Olá Julio, o que posso dizer, sim em certos cenários podemos dizer que uma pessoal com inglês técnico já seria suficiente. O grande problema é que não ter um inglês mais avançado priva os profissionais de muitas oportunidades e claro principalmente no exterior. Atualmente trabalho em projetos internacionais onde tenho reuniões diária em inglês, e tudo é escrito/documentado em inglês. E neste momento que o mercado externo esta tão aquecido acho muito válido ter um inglês que nos permita participar desta fatia do mercado global.

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