A TI como auxiliar na Gestão do Conhecimento

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Sabe-se que a tecnologia da informação não tem a capacidade de resolver todos os problemas do trabalho com a informação e o conhecimento explícito, mas seu uso e suas potencialidades contribuem no encaminhamento de significativa parte da solução desses problemas, basta sabermos aplicá-la para que seu uso venha a ser eficiente.

Desta forma a tecnologia da informação é fundamental para a combinação e/ou o agrupamento dos conhecimentos explícitos, mas pode não contribuir significativamente com o formato tácito do conhecimento, uma vez que este está internalizado nos indivíduos.

Imagem via Shutterstock

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O que a tecnologia da informação pode fazer para a troca de conhecimento tácito–tácito é facilitar que os indivíduos sejam encontrados e/ou contatados e a partir daí podendo ocorrer a socialização do conhecimento.

No entanto, a tecnologia da informação pode vir a facilitar as outras duas conversões do conhecimento (tácito para explícito e explícito para tácito), quando o formato tácito está em equilíbrio com o formato explícito, facilitando a externalização, ou seja, auxilia no registro do conhecimento, e a internalização, ou seja, agiliza o acesso ao conhecimento explícito.

O emprego de sistemas de informação na empresa deve ser condicionado às definições e escolhas da estrutura organizacional, e não o contrário, cabendo a esses sistemas o papel de facilitadores na existência dos espaços organizacionais voltados ao processamento dos aspectos cognitivos, contribuindo com o tratamento e transmissão do conhecimento explícito.

Mas então, qual seria a verdadeira aplicabilidade da gestão da informação e do conhecimento nas organizações?
Por que se tem dito e aplicado o conceito em diversas empresas? 

Só é possível responder os questionamentos acima a partir do momento que gestores passarem a entender que administrar ou gerenciar esse conhecimento não é realizar o controle do conhecimento implícito nas pessoas, e sim o planejamento do uso do mesmo.

São as situações em que este conhecimento é registrado, organizado, compartilhado, disseminado e utilizado de forma a possibilitar melhores decisões, melhor gerenciamento de eventos e tendências, e a contínua adaptação da empresa a condições sempre mutáveis e desafiadoras do ambiente onde a organização atua.

Desta maneira, a gestão do conhecimento é uma prática possível e aplicável, desde que sejam observadas as premissas de que é um processo contínuo (é um meio, e não um fim em si); só acontece quando existe a criação, a manutenção e principalmente a socialização deste conhecimento; e, é preciso criar um ambiente propício (cultura organizacional). 

Seguindo este raciocínio, é mais do que necessário, é fundamental que os gerentes, gestores, diretores, busquem promover a criação de conhecimento e não controlá-lo. É preciso proporcionar um ambiente favorável ao compartilhamento de experiências e ideias, que farão com que a empresa continue competitiva e atuante em seu ambiente.

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Maria Elena Medeiros Marcos

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HR Bussiness Partner - Practitioner em PNL - Neurocoach - Professora
Advogada por formação. Gestora por paixão.
Pós graduada em Gestão Empresarial e RH. MBA em Gestão de Projetos.
Acredita que o autoconhecimento é a chave para o desenvolvimento humano.


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