Nova Opinião sobre Regulamentação no setor de TI

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Em Setembro de 2011, no auge da discussão sobre a regulamentação da profissão de Analista de Sistemas, criei um artigo em meu falecido blog (estilofacil.com) e aqui no PTI também. O artigo era Opinião sobre regulamentação no setor de TI.

Desde 2011 até hoje, já tive muita experiência na área, já trabalhei em 2 empresas diferentes, já lidei com diferentes tipos de profissionais, de gerentes e coordenadores, e hoje sou um deles. Atualmente coordeno uma equipe de desenvolvimento no setor de tecnologia de uma empresa do ramo agropecuário. 

tecnologia

Trabalhamos com PHP, Laravel, Android e banco de dados SQL Server. Para concluir as muitas tarefas no prazo, aplicamos fortemente a metodologia SCRUM em nosso setor, e tem dado muito certo, temos conseguido entregar as demandas no prazo, ainda que com desenvolvedores a menos. 

Baseado nisso, estava relembrando da minha forma de pensar de antigamente e a atual realidade. Temos muita demanda por desenvolvimento aqui na empresa e inclusive estamos contratando 2 pessoas, porém, não conseguimos encontrar alguém que passe num simples teste de algoritmo (criar uma função que retorna uma string invertida com caracteres em posição par em maiúsculo). Mês passado conseguimos contratar um rapaz que conseguiu resolver esse simples teste, e então percebi o quanto a regulamentação do setor teria nos atrapalhado. Vou explicar:

Precisávamos desesperadamente de programadores qualificados para a função. Havia em nossa equipe 4 pessoas, das quais uma era pós-graduada e tinha 3 anos de experiência na área. Nas entrevistas que realizamos, apenas uma pessoa resolveu o algoritmo citado acima e adivinhem: era alguém não formado com experiência apenas trabalhando como porteiro de um prédio. O que eu quero dizer é que nem a garota que é pós graduada e com 3 anos de experiência resolveu o algoritmo simples. 

Veja bem, atualmente temos no setor uma pessoa pós graduada com 3 anos de experiência ganhando o dobro de um ex porteiro, porém, muito mais produtivo que a garota pós graduada. 

O que a regulamentação iria fazer com essa situação? Impedir que o ex porteiro tivesse a chance que teve. 

Resumindo, existem milhares de excelentes profissionais sem formação por aí, do mesmo modo, existem milhares de péssimos profissionais com muita formação por aí. Um diploma não prova que a pessoa é produtiva ou não. Nesse período conheci um amigo que tentou se formar em engenharia civil, engenharia da computação, ciências da computação e por último em análise e desenvolvimento de sistemas. Nunca concluiu nenhum desses cursos e atualmente trabalha na CI&T em Belo Horizonte. Se tornou um excelente profissional com habilidades incríveis. 

Quando saí da posição de programador e passei a coordenar equipes, pude ver o quanto o diploma vale tão pouco e o quanto a real produtividade é mais importante. 

Sou totalmente contra uma regulamentação?

Sim, sou contra a regulamentação. Existem muitas coisas que provam que um profissional é mais qualificado do que outro, e creio que envolver o governo no meio disso é uma furada onde todos (empresários, gerentes e profissionais) sairemos perdendo. 

Como diferenciar um profissional bom de um ruim? 

Em nossa área não precisamos do governo nos dizendo quem é qualificado e quem não é. Para isso existe LinkedIn, Github (veja o que a pessoa realmente produziu), Bitbucket, portfólio e o principal: recomendações. É simples assim. Se você tem medo que sobrinhos tomem seu cargo ou abaixem o preço dos serviços da categoria, é porque não se valoriza o suficiente ou está atendendo ao público errado. 

Nesse tempo tenho tido diversos clientes de diversos tipos, e felizmente tenho identificado os errados e deixado-os de lado. Se não quer pagar o justo, outra pessoa pagará, ou até ele mesmo voltará querendo pagar. Preze sempre pela qualidade do seu serviço e não terá problemas com sobrinhos. Lembre-se também que mesmo com a regulamentação, os sobrinhos diplomados continuarão existindo.

Por hora é isso galera! Em breve voltarei com meu blog e voltarei também a escrever novos artigos aqui, compartilhando o que tenho aprendido nessa jornada! Espero que tenham curtido o artigo. Deixem seus comentários abaixo!

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Anderson Nunes

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Tecnólogo, com experiência em desenvolvimento de sistemas web profissionalmente há mais de dois anos pela empresa WebCorpore. Especialidades: CodeIgniter, Doctrine, Magento e WordPress. Curto vídeos engraçados, MMORPGs e afins. Ah e a propósito, casado, futuro pai e atual servo do Deus vivo.


33 Comentários

Tony Frezza
1

Olá. Me chamo Tony, formado pela UDESC, no curso de Sistemas de Informação, em fase de conclusão à minha especialização em Informática Aplicada, também pela UDESC.
Venho comentar o seu artigo, primeiramente elogiando por ter relembrado o assunto que está ficando engavetado: nossa regulamentação.
Em segundo plano, venho para discordar de sua publicação tão veemente quanto à não regulamentação da profissão.
Não é um simples fato de contratar alguém qualificado ou não. Concordo quando dizes que há bons e ruins profissionais, que rendem mais ou menos em produtividade para sua empresa. Mas, num contexto onde seríamos profissionalizados, diante de uma regulamentação, da mesma maneira, entrevistas de emprego seriam efetuadas por quem pretende contratar novos funcionários, serviços serão padronizados e nossa, digamos que, classe, seria muito melhor valorizada.
Conhecimento e lógicas estão sendo vendidos a preço de banana…. Isto não é para todos!
Obrigado pelo espaço para comentários!

Dione Sanga
3

Pensando como é escrito no artigo, é justo então deduzirmos que um mestre de obras que possui anos de experiência tem o conhecimento de um engenheiro, e não é por esse motivo que ele vai ser contratado como responsável por uma obra em vez de um engenheiro. Concordo que existem profissionais que não honram o título que possuem, porém, não devemos deixar a comprovação de lado. Se fosse dessa forma, porque então existir OAB, CRM, CRMV? Em vez de abolirmos as regulamentações, devemos incentivar quem não possui a sua comprovação técnica a obtê-la.

Claudeci Goularte
4

Cara, ótimas palavras. Eu passei por isso algum tempo da minha carreira. Hoje tenho um pouco de experiência no desenvolvimento web (uns 9 aninhos) , e neste período, pude perceber que a parte mais chata é realmente isso, o cliente te procura, você dá o seu preço, ai ele simplesmente diz que tem uma pessoa que faz o serviço por 1% do seu valor, típico! Antigamente me importava com essa situação, medo de perder clientes, mas, depois de um tempo, é preciso mesmo se valorizar. O preço que um profissional de qualidade cobra, pode vir a ser uma economia a longo prazo pelo trabalho entregue, o que poderia ser um dor de cabeça quando o cliente opta por preço. Bom, imagina se isso ocorre na medicina? Um transplante de órgão por exemplo? Aff, ainda bem que não.

Bom post.
Grande abraço.
http://www.codigomaster.com.br

marcelo
5

Observando o artigo, e os comentários, principalmente o da Dione Sanga,
percebo que a nossa profissão não regulamentada está igualada a qualquer
profissão que existe por ae, mesmo requerendo curso superior.

A regulamentação impede que o advogado (OAB) ganhe 4x mais que o
Analista De Sistemas que fez tantos anos de faculdade e tem tanta
responsabilidade quanto o engenheiro civil que assina por um
prédio feito com areia da praia, a desqualificação existe em todas áreas.

Usando sua comparação do porteiro e das pós-graduada
ela investiu muito mais na sua carreira que o porteiro,
sendo que este ganhou uma oportunidade e se destacou.

Apesar do mérito deste, quando sua empresa necessitar de
uma certificação ISO para angariar um contrato público por exemplo,
vai pesar o diploma para pegar o contrato, por causa
dos meandros técnicos que só quem tem curso superior tem.

O artigo acima incentiva, do início ao fim um mercado desqualificado
e sem diplomas, que bem ou mau, testam se o profissional conseguiu
ter um tcc de qualidade aprovado por uma comissão de professores.

Por mais que uma empresa invista no porteiro, uma hora ele
vai precisar se qualificar além do que estas certificações rápidas e caras oferecem.

Grato pelo espaço.

Cléo Quintiliano
6

Se você quer ser um profissional você se dedica a aquilo! O que deve ser questionado neste caso não é a regulamentação, mas sim a qualidade do ensino. Para ser regularizado com certeza deverá haver avaliações, não apenas diploma.
A área é muito ampla. Noto pessoas que se formam em faculdades que focam muito pouco em matemática e logica que é a essência da computação. Não se deve também tirar os méritos do porteiro, mas se eu fizer uma parto, não vou achar que sou médico. O fato é que sem investimento em tempo e conhecimento, o amador se “vende” fácil e trabalha por pouco, mas também muitos que “dedicam” jogam aquela papo que “gosta de redes” quanto ter dificuldade em lógica ou matemática e não reconhece que não tem o dom para a profissão, então se forma com dificuldade em disciplinas básicas da computação., muitos se formam sem nem saber programar.
Então penso da seguinte forma, DEDIQUE-SE e faça bem feito, muitos estão nesta área apenas pela questão financeira (que já não é mais a mesma) ou simplesmente pra inflar o ego e dizer que é da área de TI. Não vejo que a regulamentação possa prejudicar, desde que aplicada da forma correta. As tecnologias são muitas e sabemos que muitas exigidas pelo mercado de trabalho não encontramos na formação, mas resolver um algoritmo desse acho que é obrigação de quem quer trabalhar na área. Espero que seu novo funcionário, que mostrou ser capaz, continue se dedicando e se a regulamentação vier, que ele seja um dos que também serão regulamentados.

Cley
7

Pensando em resultados, claro que sou mais o porteiro trabalhando agora e se qualificando depois do que só um diplomado(a) agora. Já vi muito disto em uma software House que trabalhei. Sempre houve aqueles cheios de formação sendo que muitos deles não apresentavam os resultados esperados e também os sem diplomas, mas que produziam muito. Nesta época a empresa apostou nos que não tinham formação e apresentavam melhor produtividade, mas os mesmo tiveram orientações de que mesmo sendo prodígios uma formação traria benefícios a eles e a empresa. Final da historia: Eles posteriormente conquistaram a formação que faltava, mas na época da contratação mesmo sem o diploma eles foram decisivos para o crescimento da empresa.

Reginaldo D. Felix
8

A falta de regulamentação é o problema que faz tantos profissionais desqualificados estarem na área. O diploma não quer dizer que o profissional tenha os conhecimentos exigidos pela área, porém demonstra que percorreu bom caminho para sua formação. Faço uma pergunta ao blogueiro, quanto pagaram pelo programador que só tinha experiencia de porteiro ? Como certeza deve ser um ótimo profissional, porém as empresas pagar bem pouco, por isso muitos profissionais formados não se candidatam as vagas e isso também faz com que poucos queiram fazer faculdade. Áreas regulamentadas como a da saúde ou na engenharia civil a piso salarial impede que as empresas paguem uma miséria. A regulamentação tambem não impede que tenha profissionais técnicos que executem determinadas funções. Regulamentar traria mais clareza a qual caminho um profissional recém chegado pode percorrer. E acho q até traria mais gente para nossa área, quem sabe um dia teríamos o mesmo visão de valor que a sociedade da a um engenheiro, médico, jornalista ou advogado. Precisamos nos valorizar.

Matheus
9

Regulamentar é necessário parar valorizar nossa profissão. Imagina se usarmos a sua linha de pensamento, o mesmo porteiro pode virar um advogado sem uma oab para exercer a profissão ou um médico sem um registro no crm? Você iria procurar um profissional , sabendo que o mesmo não se preparou para exercer a sua profissão? Não regulamentar a nossa profissão é de uma certa forma menosprezar os cursos superiores na área de ti e quem dedicou no mínimo 4 anos de estudo. Nossa classe já desvalorizada, é por falta de uma regulamentação que vemos a prostituição da nossa profissão, e com salários baixos. O porteiro quer virar analista ou programador, corre atrás e vai estudar, como faria pra virar um advogado, contador ou médico.

Luiz Fernando
10

Prezados, boa noite!
Entendo a situação que você explicou do ex-porteiro e se ele resolveu foi mérito dele e o mesmo procurou estudar/ correr atrás para chegar a seu objetivo.

Também não só acho, mas tenho certeza e isso é fato: diploma não forma profissional nenhum, ainda mais de TI, profissional se forma na experiência e prática.

Sobre regulamentação minha opinião é que deve sim existir mas pelo seguinte aspecto:
1º) Porque assim não iriam explorar o profissional de TI. Tem muitas vagas que o cara tem que fazer quase mágica pra ganhar um salário indigno. No exterior – e é por isso que eles adoram brasileiros – lá é tudo ramificado, o cara que dá suporte ele não vai mexer com programação de site ou mexer com redes ou projetos de sistemas, ou banco de dados. Lá cada um recebi pelo que vai fazer e não fica bitolado de atividades e nem vai concorrer a uma vaga que pede de requisitos mil coisas (inclusive graduação/pós-graduação já são requisitos que pedem mesmo não tendo regulamentação) e mesmo assim pra ganhar um salário baixo. E nós como ninguém sabemos o que passamos e corremos atrás para nos preparar e nos tornamos bons profissionais.
Enfim, acho que deve sim ter regulamentação mas na medida certa, visando ambos lados.

Anderson Nunes Autor do Post
11

Pessoal bom dia,
Devido a enorme repercussão do artigo, gostaria de enfatizar o seguinte: Sou contra a regulamentação do setor, mas não sou contra um órgão que ateste a eficiência do profissional. Algum tipo de certificação como a OAB, CRM. Algo que apenas ateste a eficiência, mas não impeça o profissional de trabalhar.
Diferente da CRM (que impede o profissional de trabalhar) esse órgão apenas diria se o profissional é considerado apto a função ou não.
Pensem num médico pedófilo que teve seu CRM cassado. O médico pode ser bastante eficiente no que faz e poderia salvar muitas vidas, mas está impedido legalmente de realizar sua função. Não é isso que tenho em mente para o pessoal da TI. Não quero que um excelente profissional seja impedido de trabalhar porque executou um update sem clausula where por engano num banco sem redundância há 6 meses atrás.
Quero que sejamos classificados sim, como existem as certificações hoje, mas que tenha uma que seja oficial e seja vista como obrigatória e não como um luxo apenas.
Dessa forma ficaria a encargo da empresa contratar ou não, promover ou não um profissional sem a devida certificação.
Tenho certeza que se algo assim existisse, seria bem provável do ex porteiro ter a certificação e a pós graduada não.

Afonso
13

Uma pena ainda ler esse tipo de comentário. A comparação entre uma pessoa não qualificada com uma pós graduada. Seguindo essa lógica então sua empresa só se depara com problemas de inverter uma string? Ou problemas de baixa complexidade algorítmica? Por favor, acho que não né. Convenhamos, argumento muito fraco pra um tema tão importante.

T Paulo
14

Amigo respeito sua posição, mas sinceramente me responda, o que você sente quando observa que trabalha feito um condenado, virando noites realizando horas extras e ganhando 4x menos que um medico ou advogado?
O problema de ter regulamentado a profissão não se justifica pelo simples fato de não ter gente que atenda as demandas, mas sim na valorização que se tem, pois nem teto salarial na maioria dos estados existe, se existe não é executado. Acho que temos sim quer ser reconhecido FINANCEIRAMENTE, sim, não só com um tapinha nas costas e um elogio, “esse é o cara, resolve todos os problemas da empresa” e continuar a ganhar menos que outros, pelo simples fato de terem um conselho forte e serem reconhecidos como profissionais.

Breno Leiro
15

Sempre quando alguém é contra a regulamentação da área de TI tem que atacar quem a formação universitária. São assuntos distintos!
O mercado contrata quem bem entender. O governo não pode obrigar as empresas a contratarem x ou y. A empresa contrata quem ela achar que melhor atenda suas necessidades.
Claro que o diploma universitário é importante, afinal é estudo.

Pergunto ao autor do artigo se tem alguém certificado em scrum na sua empresa. Pelo pouco que você falou, tenho pena de como esse framework está sendo aplicado. Mais uma prova que estudo é importante.

Por enquanto, te passo o link do scrum guide. Sugiro que leia e se certifique. A prova dura apenas 1 hora.

http://www.scrumguides.org/docs/scrumguide/v1/Scrum-Guide-Portuguese-BR.pdf

Joaquim
16

Entendo perfeitamente a sua mudança de opinião normalmente quem contrata compartilha da mesma mas vamos a realidade:
1 – O comprometimento das universidades não é (e nem deveria ser) com a profissionalização e com o mercado de trabalho mas sim com o desenvolvimento de uma área do conhecimento, formar bons profissionais é uma consequência natural mas não o objetivo principal.

2 – Empresas particulares estão pouco se lixando para o desenvolvimento do conhecimento, se você estudou linguagens formais, grafos, governança de Ti, Engenharia de Software e é um programador mediano, mesmo sendo um gênio nas outras áreas, a empresa que te contratar como programador vai dizer que você não e tão bom quanto aquele cara que aprendeu a programar na marra (tutorialzinho na internet) mas que programa melhor que você e não sabe nem como se pronúncia ITIl (faça um teste mais interdisciplinar com o porteiro e com a menina pos-graduada que avalie mais do que a simples capacidade de resolver um algoritmo, garanto que o resultado vai ser diferente).

3 – Empresas particulares adoram profissionais desprotegidos. Engenheiros recebem mais de 5 mil muitas vezes apenas pra assinarem um papel, isso por que existe um amparo legal para que não sejam EXPLORADOS, quando se paga um engenheiro, se paga por todo o esforço, estudo e responsabilidade do profissional e não apenas pelo que é exercido durante o trabalho. Na nossa área o cara só quer pagar por uma habilidade (programador…) e ainda aproveita o desamparo legal para fazer barganha.

4 – Limitação no número de profissionais é consequência do atual destrato com a profissão. Ora, como exigir que os grandes capitais intelectuais brotem em faculdades de computação se o cara se forma pra ser chamado de “menino da informática” (muitas vezes confundido com eletricista, manutenção de telefone, mecânico…)? Em medicina e engenharias afins existem varias pessoas que seriam ótimos analistas de sistemas mas optaram por essas áreas por éue, entre outros fatores, são reconhecidos como grandes profissionais, afinal o que é o “menino da informatica” perto do médico “herói” ou do engenheiro “grande visionário”?

Portanto fica aqui a minha opinião, empregadores sempre vão querer mais pagando menos e a ausência de regulamentação facilita para que certos abusos aconteçam, a regulamentação não é a solução para todos os problemas mas equilibra um pouco mais nas coisas.

Rafael Ferreira
17

Anderson Nunes, já entendi você deve pagar o salário dos seus colaboradores. Na lógica você vai ter a preferência de pagar um salário bem menor a quem não é formado, porque o formado vai querer exigir um salário bem mais alto, mesmo sem regulamentação da profissão.
Aí eu te pergunto:
Você é formado em quê?

Afonso
18

E digo mais, acho engraçado como a galera fala da importancia de certificações na área, mas para muitos desses o diploma universitário não conta como uma certificação. Engraçado né? Acho q a universidade me garantiu o diferencial da inovação pq me proveu as bases fundamentais para continuar estudando e compreender realmente tudo que está envolvido numa inversão de strings e outras operações rotineiras como essa. Eh isso que diferencia um universitário de um formatador. O formatador e empresas menores só reproduzem aquilo que detém de conhecimento, enquanto empresas grandes e pessoas com maior conhecimento inovam e realizam pesquisas e, portanto apresentam diferenciais para se manter no mercado.

Jefferson Julio
19

Afonso com todo respeito, mas o que acabou de disser se aplica mais ao caráter da pessoa como funcionário e não à certificação dele. Conhecimento não vem de uma só fonte, dedicação e interesse em conhecer, resolver problemas e aprender mais depende da conformidade do funcionário do que da certificação.

Marcos Aurelio
20

Infelizmente a faculdade que trabalho me negou uma vaga como programador por que não tenho superior e só o técnico, porque eles querem o certificado de graduação.

E eu sei que tenho competência para trabalhar como programador, inclusive um amigo meu do setor de desenvolvimento ao ver meu bitbucket elogiou meu trabalho e disse que programo bem e ainda meu dicas muito valiosas.

Infelizmente muitas empresas tem essa visão de que profissionais qualificados é só quem tem certificado de graduação na área.

Espero fortemente que essa visão mude um dia.

Sandro Múcio
21

Regulamentação = Reserva de mercado.
para que serve uma reserva de mercado senão para beneficiar os incompetentes? Quem sabe fazer e não tem medo de trabalho consegue ganhar seu dinheiro.
Reclamar que ganha pouco e trabalha demais? Que regulamentar a profissão resolve esse problema?
Regulamentação só serve para se pagar conselho que não defende ninguém. Empregar vagabundo em conselho que não pode ser demitido e vive do seu suor.
Vá trabalhar com coragem, determinação e conhecimento e pare com essa bobagem de achar que é melhor que um porteiro. PROVE que é melhor que ele. Não é mostrando um diploma comprado em qualquer esquina sem estudar, não. É fazendo as necessidades do cliente e cobrando justo. Não aceitando trabalhar por menos e não fazendo serviços maus feitos copiados da internet.

Rosana Santos
22

Acho interessante esse assunto e quero que se resolva da melhor forma possível. Provar que sabe fazer, ter conhecimento acima da média, ter uma boa comunicação tanto visual quanto de linguagem, ser cortês, educado, bom relacionamento…. se precisar de regulamentação para esses quesitos, então vamos regulamentar…

Danilo Gonçalves
23

Acredito que deva existir a regulamentação. Sou formado em análise e desenvolvimento de sistemas. Não sou um especialista em programação, pois programação não é a função de um analista de sistemas, embora ele deva conhecer algoritmos e devetia resolver o problema acima com facilidade. A funçao de analista seria comparado a de um arquiteto ou engenheiro e não é sua função o trabalho braçal de levantar o prédio. Por que regulamentar. Quem já trabalhou na área sabe que a documentação de processos e dados em empresas é zero no Brasil e os softwares são caixas pretas. Isso é o efeito da falta de regulamentação.

Rafael
24

história muito bonita e cheio de purpurina, mas vamos ao problema, o programador que resolveu o algoritmo ganha muito menos que a pós graduada pelo informando, mas a empresa não se preocupou em aumentar o salário do ex porteiro, ela colocou o cara ganhando menos mesmo produzindo mais, ou seja, concluímos que a empresa não prega a meritocracia e esse post está incoerente, se o ex porteiro estivesse ganhando mais que a pós graduada faria sentido, pois o conhecimento estaria sendo valorizado, mas o que foi explicitado no post foi a economia que uma empresa pode ter dando um salário menor para pessoas que produzem mais e se desfazer de profissionais mais caros e improdutivos, o post é muito bom para as empresas é o sonho de todas elas pagar uma miséria para um ex porteiro prodígio, substituindo mão de obra cara por outra mais barata.

Rafael
25

ah e para esclarecer, não sou a favor da regulamentação e nem contra, eu sou a favor da meritocracia, porque não queremos a regulamentação? Será melhor para quem? Para nós ou para nossos contratantes? O ideal é que seja melhor para ambos, empresas e funcionários, mas o que eu vejo de vagas pagando R$1500 pedindo mais de 4 linguagens de programação e uma carreta de frameworks e ainda exigindo skill em administração de banco de dados e sistemas, demonstra o caráter do mercado, temos mesmos falta de profissionais? sim, faltam bons profissionais que aceitem a ganhar pouco, e tem muitos ruins que aceitam ganhar essa quantia, a impressão que fica é que sobram vagas ruins e faltam boas vagas.

Alexandre Pedrosa
26

Embora o post já tenha um certo tempo da publicação, o mesmo foi mencionado em um grupo do facebook recentemente, assim sendo, após ler demais comentários aqui acredito ser interessante compartilhar aqui também (o grupo do facebook é fechado) parte dos apontamentos que fiz, para quem saiba trazer a luz uma ótica diferente e aparentemente ignorada e assim agregar ao debate.

Notei pessoas defendendo a graduação como uma “verdade absoluta”, que diga-se de passagem não existe existe verdade absoluta, o que existe são diferentes perspectivas (muitas vezes divergentes) sobre o mesmo tema a qual cada um defende como lhe convém.

Assim, creio ser esse o primeiro mito que deveria ser desconstruído…

Como de praxe usaram os termos universidade de esquina (uniesquina), venda de diplomas e afins…

Esses tipos de ataques são em suma oriundos de universidades públicas, afirmo isso visto que sou aluno de universidade federal e esse tipo de jargão é prática comum por cerca de 90% do corpo docente que diga-se de passagem integra os improficientes apadrinhados.

A mídia está cheio de noticias sobre as INÚMERAS GREVES que as UNIVERSIDADES PÚBLICAS praticam TODOS OS ANOS… E quando vejo alguém defender essas, no mínimo imagino que essa pessoa é no mínimo desinformada…

Para aqueles que despertaram para esse detalhe e preparam seus argumentos para agora atacar essas instituições, muita calma, pois irei relatar parte da rotina, e assim poderão embasadamente não só preparar suas críticas, como já ter na manga n contra-argumentações…

1 – Muitas dessas Universidades Públicas possuem grade similar disponibilizando publicamente, assim para quem gosta de pesquisar, é muito fácil ver por exemplo a bibliografia e de posse dessa, pense consigo mesmo quanto tempo seria necessário para ler toda a bibliografia ali apresentada em uma só disciplina?

2 – Qual o motivo de tal bibliografia sempre ser parecida?
(Quando não são os autores clássicos o assunto será o mesmo com autores distintos)

Respostas:

2 – A bibliografia é bem similar pois o papel do ensino superior apesar do discurso pomposo de servir para capacitar as pessoas, não passa de uma demagogia que esconde o fato de ser um adestramento…
Quando você entra no ensino superior vai ouvir diversos eufemismos como por exemplo:

“Vocês estão aqui para largar de vez o senso comum…”
“É preciso pensar fora da caixa…”
Etc..

Para quem é preguiçoso, isso basta, o preguiçoso passa a pensar:

“Eba, vou ser “mais esperto”…”

Ou para aqueles com complexo de inferioridade:

“Agora estou em outro nível…”

E assim sucessivamente, contudo não é dito que na realidade, você está sendo adestrado realmente para não pensar mais como o senso comum (os crédulos sem acesso a informação ou preguiçosos demais para pesquisar sobre) e por isso o complemento de pensar fora da caixa que é uma alusão com intuito de introjetar a presunção da qual a pessoa que não possui uma graduação seria ignorante sem exceção (mais uma “verdade absoluta” para pegar leigos – note que leigos da graduação, pós graduação, etc…) contudo, nunca deve questionar o status quo.

Ahhh, nunca pensaram nisso?

Pois bem, o que é o status quo?

Resumidamente é o grupo seleto de dortores (minha maneira pejorativa para chamar os improficientes, pois os verdadeiros doutores não ligam para o status quo e sim para a emancipação discente) que pregam suas máximas como verdade absoluta, e para que isso perpetue-se necessitam que seu rebanho sejam exímios papagaios repetindo suas verdades por onde quer que passe.

Além disso é o desejado pela globalização, assim multinacionais podem de tempos em tempos analisar qual é o país com a moeda mais defasada (mão de obra barata) e sendo interessante (isenções / incentivos fiscais do governo) monta ali alguns escritórios para aumentar seu lucro (explorando o país pobre), e irá dispor de mão de obra similar (países que não investem em educação – adestramento – a mão de obra tende a ser mais defasada) ao de seu país.

Então em suma, educação (adestramento) nada mais é do que estratificar (criar camadas sociais) para dispor de mão de obra para um determinado fim e nada além disso.

Nunca estranharam por que é raro as pessoas graduadas enriquecerem enquanto outros enriquecem muitas vezes sem nunca ter uma graduação?

(Talvez seja porque você que gaba-se da graduação / pós / etc… e nunca questionou nada, ou seja é um robô papagaio funcional apenas…)

Se não ficou claro, então pergunte-se quantos doutores são ricos, afinal se possuem a verdade absoluta e sabem tudo porque não enriquecem? E são esses que irão lhe adestrar em como ficar em determinada camada, nunca como enriquecer…

1 – Se não faz parte dos preguiçosos, e creio que não por estar lendo esse longo texto, então deve ter presumido corretamente que é inviável a aplicação da bibliografia apresentada…

Além disso, lembra-se das greves?

Pois bem, imagine que como de praxe a greve estenda-se por 10 meses…

Quando retornar você realmente acredita que irão fazer intensivos e explicar todo o conteúdo?

Lembre-se da sua pesquisa, não estava achando impossível aplicar toda aquela bibliografia durante o semestre regular?

Que tal refletir agora que você ficou surpreso apenas com a bibliografia de uma disciplina…

Lembre-se há mais disciplinas com tanta ou mais bibliografia…

O resultado?

Vão fazer um resumo do que querem que você defenda para manter o status quo baseado naquela bibliografia, e isso para ser decorado em 2 meses que como na maioria das vezes é a reposição da greve…

Acha isso absurdo?

Mudemos o foco, esqueçamos TI…

Já imaginou um aluno de medicina que deveria ter feito exaustivamente treinamentos nos bonecos para cirurgias…

Você confiaria que esse aluno iria desenvolver um “dom” para isso em dois meses apenas?

Veja bem, a bibliografia por si só é absurda (não estou dizendo com isso que seja desnecessária, chamo a atenção para a carga pesada que depende de muito tempo de dedicação e treinamento) se fosse devidamente estudada regularmente nos 6 meses de aula…

Agora esse discente terá que ser excelente na prova para responder como o dortor quer e a prática ele treinará como açougueiro com talvez você ai que está lendo esse post e defende as universidades públicas…

Voltando para as demais áreas então o que deveria ser obvio e não é, seria a pergunta:

O quanto esse recém formado de universidades públicas realmente conseguiu aprender visto as greves de praxe que permeia essas instituições?

Por que tanta greve nessas instituições?

Primeiramente por corrupção…

Com greve fazem leilões “emergenciais” e assim docentes, reitor e cargos acima aprovam compras absurdas em caráter emergencial.

Segundo por politicagem…

Em universidades públicas o pró-seletismo inicial se dá por partidos políticos, assim há o grupo do partido A, B, C…

E quando o partido quer prejudicar o governo no poder, provocam as greves.

Os discentes que discordam são perseguidos politicamente, e os demais com medo de perder a maneira mais cara de se estudar de graça seguem o efeito manada obedecendo os representantes dos partidos.

Além disso, durante as greves os dortores que continuam recebendo seu salário base de R$ 10.000,00 fora benefícios (por exemplo, um professor da rede pública de ensino médio recebe em torno de R$ 1.200,00 de salário base, com benefícios consegue chegar nos R$ 3.000,00 se for enquadrado em n requisitos absurdos, ou seja benefícios pagam mais que o base, porém não conta para aposentadoria) aproveitam para ir viajar (escondido pois com greve ou sem greve deveria estar ali na instituição) e torrar parte do que ganhou votando no sistema corrupto dos leilões emergenciais superfaturadas.
Além disso o contrato é para trabalhar 1 dia e folgar 6, ops estudar nos demais para assim supostamente prover a melhor aula do planeta…

Ignorando a parte da falta de aulas, ainda há aqueles que defende tais insituições públicas dizendo que lá têm meritocracia e afins…

Resumidamente a meritocracia dessas insituições pode ser englobada em 80% sexo, ou seja, assédio moral (se sua ideia de TCC for boa para um artigo do dortor improficiente, ele dirá para mudar e depois escreverá como artigo dele) e sexual (dortores(as) heteros e bisexuais escolha o seu constumam dar nota baixa para quem julga atraente e na vista de prova chamar para jantar) em troca das maiores bolsas, 10% em apadrinhamentos e o restante dos 10% para a “meritocracia” das piores bolsas que promove conforme já dito os papagaios, pois se algum momento indagou algo fora da norma que o improficiente não sabe lecionar, você está queimado (é uma ameaça que pode desmascara-lo).

Digo isso pois em um post a priori disseram que não desejariam estar pagando um salário de um estuprador…
Pois bem, você está pagando o salário de n estupradores (quando processados alegam que era fetiche do(a) discente) com os impostos visto que ao comprar algo, não pode dizer:

Não quero pagar o imposto da educação…

E até aqui o que temos?

Temos um discente prejudicado pela falta de aulas, assim como possivelmente abusado moralmente e até sexualmente em alguns casos que não teve tempo de estudar…

Embora no final sairá com um currículo impecável de graduação em uma universidade pública…

Então que façam a si mesmo a pergunta:

Qual a chance desse recém graduado dar conta do recado?

Lembre-se, não é rotina de universidade privada greves.

Assim, quando estou montando equipe para implantação ou migração de sistemas, ao notar que o candidato possui uma graduação de universidade pública, tenho o devido cuidado de aplicar provas práticas e conversar com o mesmo para saber se será uma boa opção, pois é na entrevista o momento que tenho para escolher quem vai agregar algo ou quem vai prejudicar a equipe inteira…

Creio assim ter desmistificado o mito da graduação de universidades públicas ser melhor do que privado.

Voltando a qualidade de mão de obra que é um dos pontos chaves para o debate.

Já vi adolescentes de 14 anos (desnecessário dizer que não é graduado) programar melhor do que muito pseudo-profissional sênior no mercado com seus 20 anos ou mais de carreira e n certificações, graduações e afins…

Creio ser importante mencionar para os leitores que não possuem certificação que essas nada mais são do que testes de decorar, por exemplo:

Se seu PC está fora da tomada e sem uma fonte de energia válida (sem nobreak e similares) ele irá funcionar?

O exemplo para fins didáticos anterior não iria ser aplicado em uma certificação evidentemente… Mas, serve para que o leitor que ainda não tenha ido buscar certificações entenda um pouco de como funcionam…

Antes que subversivos venham dizer que o exemplo é simplista demais ou que falo do que não sei, informo que sou certificado sim, e por isso falo empiricamente.

Por que digo decorar?

Vejamos por exemplo uma certificação Microsoft (a base das demais é similar), você pode optar em pagar para fazer o MOC (Microsoft Official Curriculum), então participará de cursos os quais irá prepara-lo para a área que escolheu, focando muitas vezes em ser troubleshooter, ou seja resolver os problemas (isso não é ensinado na graduação) e assim ao decorar durante o curso que por exemplo deve colocar certifica-se que o PC está na tomada para que funcione devidamente, saberá responder isso em uma prova que coincide muito com o que foi ensinado no curso, ou seja decorou passou. Ou se já têm muita experiência em campo, pode pagar para fazer a prova diretamente sem ter o MOC e usar sua experiência para responder essas situações problemas. No final ambos (quem fez o MOC e quem usou a experiência como base) poderá estar certificado.

E olha que interessante, qual desses dois seria mais efetivo para colocar em uma equipe?

Na faculdade o discente aprende metodologias, e em raros casos quando ganha na loteria ao conseguir ter aula com um doutor de verdade, esse o ensinará a aplicabilidade da mesma, fora dessa possibilidade (quantas pessoas conhece que ganhou na loteria?), estará apenas decorando conteúdo (isso quando não estão no bar da esquina…) que pode até parecer sem sentido (têm uma finalidade a qual não lhe foi explicada no caso de estar tendo aulas com dortores).

Assim creio ter ficado claro uma das vantagens das certificações sobre a graduação. Ou seja, cada uma tem seu uso e aplicabilidade, seu cenário terá uma demanda e agora que sabe o que ocorre por cada processo de formação do profissional saberá como priorizar cada um deles.

E retomando a qualificação então de modo simplista podemos classificar:

A – Profissionais graduados sem experiência ou compreensão do que aprendeu
B – Profissionais graduados com certificação sem compreensão do conteúdo da graduação e limitado ao conteúdo da certificação
C – Profissionais sem graduação experientes
D – Profissionais sem graduação experientes com certificação
E – Profissionais graduados com experiência e certificações que compreende e usa devidamente o que aprendeu

Estou excluindo aqueles que vão para a área em busca de fortuna, pois esses poderiam ter mais sorte em quaisquer outra área na qual os requerimentos não sejam tão difíceis e dinâmicos, ou em outras palavras, irão ficar minguando e malogrando a área de TI por causa da própria improficiência, se ao menos tivessem prestado atenção nas aulas de história do ensino fundamental poderiam ter aprendido com o Confúcio:

“Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida.”

O profissional A com sua graduação e sem saber o que fazer com o que deveria ter aprendido segue a adaptação da frase do senso comum:

Pega seu certificado de graduação e mais R$ 20,00 e vai ali na Starbucks que você consegue comprar um Mocha…

Seu certificado ficou de enfeite, mas os R$ 20,00 teve utilidade…

Ou seja, do ponto de vista da gestão a única esperança para esse é que por um milagre ele consiga desenvolver-se a longo prazo, sendo possível ver por exemplo que n estagiários engajados com os estudos irão saber muito mais do que esse graduado…

O profissional B possui a vantagem de ser um bombeiro (deve conseguir apagar incêndios simples), ou seja, nas situações do curso que fez para certificação terá conhecimentos para contorná-las e assim prover um desempenho acima do profissional A.

O profissional C é o famoso pau para toda obra, ou seja, pode alocar ele dinamicamente que esse devido a sua bagagem vai ser muito produtivo, o deficit dele será em não seguir a risca uma ou outra metodologia ou norma, nada que não possa ser ensinado conforme a rotina da sua empresa (assumindo que sua empresa tenha uma certificação ISO ou similar).

O profissional D geralmente é aquele que está preparando-se para recolocação no mercado, já trabalha, têm sua bagagem como o profissional C e agora quer mais, se a empresa em que está não o valoriza, ele estará indo embora no final da graduação pois sabe muito bem o valor de mercado e não aceitará mais sujeitar-se por menos que o valor do mercado.

O profissional E é o sonho dos gestores, é o cara que você pode contar para projetos de todos os tamanhos, e esse é o cara que não aceita ganhar menos que algumas dezenas de milhares de reais.

Dos tipos acima qual a faixa salarial que você leitor imagina?

A faixa salarial para os profissionais citados acima iria variar de R$ 1.500,00 a R$ 20.000,00 simples assim, deixo para você a tarefa de deduzir os valores intermediários e o por que dos valores…

O que ocorre ao regulamentar uma profissão?

Cria-se os famosos tetos salariais…

Ou seja:

Se for profissional Junior o piso é de R$ 900,00 à 1.500,00.
Se for profissional Pleno o piso é de R$ R$ 1600,00 à R$ 3.0000,00
Se for profissional Sênior o piso é de R$ R$ 3.000,00 à R$ 5.000,00

E o que acontece com o profissional que ganhava R$ 20.000,00?

Se alguma vez você imaginou que poderia chegar a esse valor, nunca mais irá poder com o teto…

Além disso, há um fato curioso que poucas pessoas param para refletir…

Qual a relação dos tetos salariais com a inflação?

É bem simples, para fins didáticos a inflação é o indicador da pobreza, ou seja, de como manter a população cada vez mais pobre…

Pense, quantas vezes você recebeu aumento acima da inflação?

Ainda não entendeu? então vamos para uma analogia simplista e didática:

Se é assalariado, pegue o valor do seu salário a um ano atrás e divida o valor liquido por sacos de arroz da época, ou seja quantos sacos de arroz iria conseguir comprar naquela época?

Agora pegue seu salário hoje e faça o mesmo processo…

Quantos sacos de arroz consegue comprar hoje?

A grande maioria estará comprando menos sacos de arroz hoje…

Por que se recebeu “aumento”?

O que você recebeu foi uma compensação para que seu salário não ficasse tão defasado em comparação a inflação, ou seja, enquanto tudo subiu 15%, 20%, ou mais, você recebeu o dissídio e um incremento para não ficar defasado.

Assim permite que fique vagarosamente cada vez mais pobre sem perceber, e continue é claro consumindo, pois se ninguém consumir nada a crise ocorre por matar o ciclo capitalista do consumismo…

Então se ficou claro, lutar pelos seus direitos para ter um teto é lutar por sua escravidão.

Experimente trabalhar como PJ e pagar os benefícios que tanto clama por conta própria e verá que poderá optar por um convênio de melhor qualidade, um dentista de melhor qualidade, etc…

A maioria das pessoas que eu vejo defendendo regulamentação são os famosos “carreiristas”, ou seja, o cara que não manja nada, que entra na empresa com o pensamento:

“Vou morrer aqui…”

E esse tipo é o que vai retardar sua empresa, pois é um acomodado que não irá buscar aperfeiçoamento e viverá criando intrigas no ambiente de trabalho para que os mais capacitados sejam dispensados por ser uma ameaça a incompetência dele. Assim, se todos os demais são péssimos e ele é ruim, ele destaca-se por contraste, e você gestor ou dono da empresa estará estagnado.

Há exceções? Sim claro, e por isso que já debati n vezes esse assunto e trouxe para cá esses apontamentos.

Por fim, o verdadeiro profissional sabe valorizar-se e assim estará no mínimo recebendo o que acha justo, já os demais não possuem nem competência para negociar seu próprio salário…

Por verdadeiro profissional, entenda que é aquele que irá fazer sua equipe ou empresa ir além, e ele o faz com ou sem graduação, com ou sem certificação, não é dom, talento nato e nada disso, mas sim, experiência, os demais são complementos pois um diploma ou certificado não faz um profissional apenas complementa-o.

E há casos de pseudo-profissionais que ainda culpam o RH…

Entenda que RH não têm capacidade de contratar profissional de TI dado a dinâmica do mercado, um ou outro RH ainda tenta aplicar algum teste defasado que recortam de concursos públicos, salvo isso você será analisado por RH carreirista, ou seja o RH que quer ouvir que você quer crescer na empresa, seguir carreira, que é ambicioso, etc…

E se aceita esse tipo de vaga, estará fatalmente em curto prazo adotando vícios de carreiristas e ficará estagnado sem valor algum para o mercado por algo que desde o começo foi você que aceitou ao acomodar-se.

Se o responsável pela TI não pode te entrevistar, caia fora, esse é o tipo de empresa que não reconhecerá seu trabalho, e muito menos irá pagar no mínimo o valor de mercado assim como irá realmente explorar você, e para que isso tudo ocorra, ele precisa que você aceite submeter-se a ela…

Imagino ter ficado longo demais e irei parar por aqui, já trabalhei como Técnico, Analista de Suporte, Administrador de Banco de Dados, Coordenador de TI e depois de toda essa bagagem optei por prestar Consultoria em Projetos de curto prazo para migração ou implantação os quais julgo ser mais rentáveis, recebo ofertas de empresas para voltar a atuar como Coordenador, entretanto quando não estou em algum projeto e ainda perco meu tempo indo a entrevistas (para pesquisar o mercado) ao oferecem salário defasado sou bem irônico dizendo:

O valor que está me oferecendo seria o valor de mercado para um DBA que terá menos responsabilidades do que um Coordenador, você quer um DBA sem exercer desvio da função?
(Sem exercer desvio da função seria sem me contratar para algo e querer que eu faça demais funções que não condiz com o cargo, que diga-se de passagem é plausível de processo.)

E assim termina a entrevista na maioria das vezes pois esses casos são com RH, em empresas preocupadas com sua TI quem me entrevista é o responsável direto e em 95% dos casos acabamos acordando consultoria por etapas de acordo com a urgência da contratante.

Um último ponto relendo os comentários, sobre ir mamar nas tetas do governo, quem depende disso deve estar pronto para emitir notas superfaturadas e viver na cadeia, não preciso lembrar os casos das construtoras que está na mídia não é? Quem foi preso? O estado e seus representantes ou a empresa?

Há n clientes no mercado prontos para pagar quantias exorbitantes para verdeiros profissionais, quantias que superam e muito o valor que o estado paga e sem o rabo preso que esse requer.

RODRIGO DOS SANTOS BARBOSA
27

Excelente artigo!! Concordo totalmente com tudo o que está escrito! Sou defensor da regulamentação e já fui massacrado por mais de uma vez em discussões com colegas de trabalho e de pós-graduação por ter essa opinião. O argumento básico de quem é contra é em linhas gerais: “Diploma não garante competência”.

Mas que novidade existe nisso?? Em todas as áreas de conhecimento isso é uma coisa absolutamente comum!! Você conhece alguém que sabe TUDO sobre alguma coisa? Se conhece, vá até essa pessoa é pergunte à ela se ela acha que sabe tudo sobre tal assunto. Se a pessoa tiver humildade suficiente dirá que sempre há algo novo a aprender. Por vezes já surpreendi profissionais de outras áreas com informações sobre a ciência da qual são formados e estes não sabiam. Eu descobri por curiosidade, e eles não cometem nenhum crime por não saber. Nunca é tarde para aprender.

Quando comecei a aprender uma linguagem de programação, foi lendo livros e consultando sites. Quantas pessoas não aprenderam Visual Basic somente consultando o site do Macoratti? Isso é maravilhoso, porém muitas pessoas tem muito conhecimento em medicina lendo livros e vendo sites e nem por isso estão assinando receitas e fazendo intervenções cirúrgicas por aí.

O que me espanta é ver profissionais formados e até pós-graduados que são CONTRA a regulamentação. A pergunta que eu deixo para essas pessoas é: “Se é contra a regulamentação e entende que a pessoa não precisa de diploma para exercer a profissão, porque fez a graduação??”.

Faz sentido frequentar quatro anos de faculdade e um ano e meio de pós-graduação e depois dizer de boca cheia que o diploma não tem importância? Passar quase seis anos da sua vida em salas de aula e fazer um investimento de milhares de reais e achar justo competir uma vaga de emprego com alguém que se dedicou por algumas horas em um computador com um livro na mão e acesso a internet para aprender a fazer um algoritmo de inversão de string?

Quem sabe daqui a uns 15 ou 20 anos quando as profissões relacionadas a TI totalmente banalizadas algumas pessoas repensem esses conceitos…

Lucas
28

Concordo até certo ponto com você, Anderson. Está desvalorizando sua profissão quando diz ser contra a regulamentação, quero que entenda em poucas palavras meu exemplo: Se você for construir uma casa sem o projeto e autenticação de um engenheiro e é claro liberado pela prefeitura e demais órgãos, sua casa será levada abaixo ou terá que correr atrás de tais autorizações e projetos. Meu ver, isso ocorre em todas as áreas e certamente deveria acontecer no setor de T.I. Qualquer projeto, desenvolvimento principalmente, deveria ser assinado pelo engenheiro de software e é claro autorizado pelo órgão competente. Caso não acontecer, seria mesma coisa que utilização de um S.O sem licença, caso a fiscalização pegar.. Todos sabemos o que acontece.

Isso é valorização!

Lucas
29

Continuando…
Em sua casa, caso ocorrer alguma falha, irá cair em cima do engenheiro e certamente o mesmo será punido e até mesmo com seu titulo caçado, agora pensa comigo, um programador não formado, comete um erro que pode comprometer a empresa inteira. Qual a punição que irá receber? Certamente será demitido e contratado em qualquer outra empresa..

Conselho de T.I é fraco, não existe fiscalização, não existe regra nem lei…

Vamos mudar isso, acorda povo.

Marlon
30

Eu discordo plenamente com o autor, nós devemos sim brigar por uma regulamentação da área de TI, nem conselhos nós temos, e por isso que nós não somos valorizados no mercado.
A regulamentação aconteceu com os Dentistas, e hoje eles são mais respeitados do que nossa área. Pessoal vamos regulamentar, para sermos respeitados! um abraço.

Leonardo
31

Conselho nenhum garante piso salarial ou quaisquer outros benefícios trabalhistas. Trabalhadores organizados em uma entidade criada em nossa constituição chamada SINDICATO (infelizmente os de TI e muitos outros estão na mão de políticos pouco preocupados com os trabalhadores) é quem tem esse papel.
Universidades não são o único caminho para atuação nas diversas áreas de TI, não adianta achar que porque fez 5, 6 ou 10 anos vai ter melhores condições de competir em um mercado regulamentado. Não vai, a maioria dos profissionais de TI é formada procurem os números, não é necessário um conselho para garantir isso, o mercado já faz isso naturalmente há muitos anos.
Dependendo da área, uma certificação coloca o alguns profissionais de TI à frente de outros não certificados formado na mesma área, não adianta “chorar” (leiam os requisitos da certificação Togaf e vejam porque). E se uma pessoa foi capaz de tirar uma certificação como a Togaf sem passar por uma universidade, não da pra desqualifica-la simplesmente porque ela não seguiu pelos caminhos tradicionais do ensino superior.
A regulamentação é necessária, mas de uma forma que não crie esse tipo de barreira ridícula baseada em conceitos ultrapassados de que “tem que ser isso, tem que ser aquilo para atuar na área”. Esqueçam, pois estamos discutindo “que não pode ter um ADMINISTRADOR de Redes de um aeroporto realizar essa atividade sem ter um conselho que garante que ele esteja apto para isso” ou um programador de sistemas de saúde que não se sabe se ele é qualificado, sem um conselho para atestar isso..” Existem porai…adolescentes que nem entraram na faculdade, capazes de colocar muitos ULTRA formados no chinelo, seja criando aplicações extremamente UTEIS (ou invadindo redes por diversão) justamente pela liberdade que nossa estrutura tecnológica permite. Garanto que pelo menos um de vocês tem instalado um APP excelente, feito por um não formado, não certificado.. formado não certificado.. que nesse cenário novo de “conselhos” não existiria.
Vamos deixar os preconceitos de lado.. e as discussões sobre o papel da universidade na construção do conhecimento em uma sociedade de conhecimentos compartilhados e velozes de lado um pouco.. é complexa demais para esse fórum.. Sejamos práticos.. Precisa regulamentar as diversas áreas de atuação em TI.. Certeza.. Criando conselhos e afins.. Talvez esse não seja o melhor modelo.. Criando barreiras politicas do século 19 para profissionais do século 21.. melhor não.

Radamés
32

Padrão, faço ciências da computação e na aula de programação 3 não houve nenhum teste individual. tudo trabalhos que podiam ser feito em casa ou até mesmo comprado!!

Igor
33

Isso, não vamos exigir regulamentação nem dos medicos, engenheiros e advogados etc… Afinal “diploma não prova nada, se a pessoa sabe fazer uma determinada coisa, especifica para empresa podemos pagar o salario que ela quer e cobrir a demanda nos respectivos setores” ????????????????????????

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