As organizações não querem TI, querem soluções

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Ao longo dos últimos anos a área de TI vem passando por grandes transformações. As transformações mais visíveis ocorrem no âmbito tecnológico, com novos produtos e aplicativos que são lançados a cada dia, hora, minuto ou segundo. Porém, grandes transformações também ocorrem na forma de entregar e gerenciar os serviços e produtos de TI para as organizações.

Muitas vezes estas transformações não são tão visíveis e tangíveis como os produtos ou serviços, mas elas ocorrem na maneira de se gerenciar os serviços de TI, na maneira de realizar a governança de TI e também na forma de realizar a entrega dos serviços e produtos de TI através das mais diversas metodologias de gerenciamento de projetos.

Imagem via Shutterstock

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O antigo PDI, ou Plano Diretor de Informática, é coisa de um passado distante, ou ao menos deveria ser. Ele se limitava em alocar e gerenciar os recursos de TI com base nas próprias necessidades da TI, ou seja, não havia um alinhamento dos recursos da TI frente as reais necessidades e direcionadores estratégico das organizações, era a TI trabalhando para gerenciar os seus próprios recursos e para oferecer produtos e serviços que a própria TI julgava ser necessário para a empresa. Certamente isto fazia sentido no passado, mas não deve fazer parte do presente e muito menos do futuro nas áreas de TI das empresas.

Neste papel de transformação é importante que todos entendam que o negócio é o fim e que a TI é o meio para que as empresas possam alcançar seus objetivos estratégicos. Lembrem-se que a TI nas organizações não existe por si própria.

Obviamente que as transformações não ocorrem apenas no “mundo da TI”, as constantes buscas por inovações e transformações por parte das organizações criaram a necessidade de se ter uma TI como sendo uma provedora de soluções, ou seja, uma viabilizadora estratégica para os objetivos dessas empresas. Felizmente já não é mais possível enxergar a TI da era dos PDIs.

Agora, como transformar a TI de sua empresa numa provedora de soluções?

Talvez para pensar na resposta desta pergunta, você terá primeiro que responder outras duas:

  1. Sua empresa tem um plano estratégico?
  2. Você conhece o plano estratégico de sua empresa?

Podem existir diversas respostas e maneiras de como transformar a TI em um provedor de soluções estratégicas para as organizações, mas penso que nenhuma resposta pode ser data sem antes respondermos a estas duas perguntas, afinal, se você não conhece a estratégia da sua empresa, para onde você irá apontar a sua TI?

Todo planejamento tem por objetivo mostrar aonde estamos e aonde queremos estar no futuro e o que temos que fazer para alcançar estes objetivos. Isto não difere o plano estratégico do negócio do plano estratégico da TI. É o velho ditado, se você não sabe para onde ir, então qualquer lugar estará bom.

O planejamento estratégico de TI começa em conhecer e entender o negócio e o que lhe falta, apenas depois disso que se irá pensar nos sistemas de informação e nos recursos.

Outro ponto que requer atenção neste processo de transformação está baseado no uso da TI com objetivos claros, ainda mais no contexto macroeconômico em que estamos vivendo. As organizações precisam inovar e apostam na TI como o principal meio para prover estas inovações. A TI de hoje deve apoiar as definições estratégicas, o negócio ainda continua direcionando a TI, mas a TI também vem direcionando o negócio, ou seja, oferecer tecnologias de forma arbitrária partindo apenas da concepção da TI de que esta tecnologia agregará algo de valor ao negócio certamente continuará sendo um tiro no escuro.

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3 Comentários

Renan Colebrusco
1

Eis aí o problema. Não são todas as empresas que compartilham suas estratégias com os funcionários da TI. Eles são apenas vistos como soluções de problemas técnicos.

Marcelo
2

Todo departamento tem um objetivo.
Todo objetivo precisa de um meio (caminho para atingir o objetivo).

Desta maneira deve ser a necessidade da empresa que
deve apontar o caminho para um alinhamento correto entre
a ti e o negócio. Já presenciei implantações de “soluções completas”
que eram tão completas que criavam um problema maior
que o que a empresa já tinha, dificultando o uso de um erp por exemplo.

Os ERPs são os grandes agentes transformadores de rotinas
em empresas, mas percebo que soluções grandes também trazem
grandes problemas. Deste modo se fosse apontar uma solução,
mesmo para uma grande empresa eu apontaria uma solução pequena.

Assim a empresa doutrinaria por si só o uso da ferramenta
e apresentaria a sua real necessidade de software durante o uso.

CRISTINA FERREIRA
3

Senti um pouco de “confusão” ao se abordar o assunto. É necessário entender a diferença entre Gestão de Serviços de TI (onde TI é um serviço com processos estabelecidos e gerenciáveis) e Gestão do Negócio (onde TI entra para apoiar a gestão dos processos da empresa). O que acontece muitas vezes é que, devido ao tamanho ou tipo de serviço prestado por uma organização, se faz mais ou menos necessário a Gestão de Serviços de TI que é diferente da Gestão do Negócio (onde TI trabalha para suportar os processos da empresa). Nas grandes empresas, estas duas áreas estão bem definidas e diferenciadas. Um analista de negócios sempre trabalha com outros profissionais como, por exemplo, administradores e clientes finais. Mas, na maioria das pequenas, médias e micro empresas, os processos de serviços TI podem se confundir com os processos de negócios.

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