Que tal um CHA? Sirva-se!

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Muito se tem falado do acrônimo “CHA“, traduzido em Conhecimento, Habilidade e Atitude. Para o discurso do mercado atual um bom profissional deve saber, saber fazer e fazer, vindo a agregar valor ao capital intelectual da empresa e, consequentemente, gerar valor intangível para a organização.

Porém, para que qualquer pessoal possa colocar em prática todo o seu conhecimento, habilidade e atitude, é necessário que as lideranças que permeiam as organizações deem a este profissional a possibilidade de capacitação e a autonomia para exercer o que é esperado.

Imagem via Shutterstock

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A capacitação em uma organização vai muito além de treinamentos e dinâmicas, vai ao encontro da cultura organizacional, ou seja, este ambiente vivo precisa ser percebido e vivido pelo ser humano que está ali inserido.

É necessário entender como aquela organização funciona, quais os papéis e personalidades dos envolvidos no dia a dia e mais, até que ponto esta pessoa pode ir.

Ai você me pergunta: – Maria um gerente pode decidir? Um colaborador operacional não pode decidir?

Eu te respondo: – Depende! E depende!

Ai você me pergunta de novo: Depende do quê?

Eu te respondo: – Da cultura organizacional na qual esses profissionais estão inseridos.

Sim, a cultura organizacional é quem decide a autonomia de cada colaborador. Digo isso com base em experiências, que há organizações em que colaboradores operacionais decidem o ritmo da produção, como em empresas que gerentes precisam da decisão do diretor para tomar uma ação.

Aí mora uma outra pergunta: – Como as organizações e suas lideranças (personagens chave da cultural organizacional) lideram seus colaboradores para que exerçam diariamente seu conhecimento, habilidade e atitude em prol do bem maior?

Ai a resposta é complexa (e você já conhece): – Depende.

Em organizações em que a cultura da descentralização e da confiança é latente, sendo a matriz forte que faz a organização rodar, o saber, o saber fazer e o fazer ocorrem naturalmente, e cada indivíduo tem a consciência e a responsabilidade por seus atos, e prezam pelo bem comum da equipe (leia-se empresa inteira).

Em organizações em que a cultura é centralizada e a falta de autonomia são os principais pilares, os profissionais tem dois caminhos: ou trabalham sempre dependendo de uma decisão (que por vezes demora a ser tomada) ou ainda, buscam a autonomia de colocar em prática suas competências em outra organização.

O que se tem percebido é cada vez mais essa separação, de um lado empresas descentralizadas com colaboradores cada vez mais proativos, e empresas centralizadas, com bons profissionais (é claro), porém, a ânsia da inovação não é aproveitada.

Líderes, é papel de cada um de vocês perceber a cultura da organização na qual vocês estão engajados, e mais, é papel de vocês promoverem a aplicação das competências de cada um dos seus e capacitá-los cada dia mais.

Digo, a frustração de ter ideias e não ser ouvido é tão pior quanto não ser reconhecido.

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Maria Elena Medeiros Marcos

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HR Bussiness Partner - Practitioner em PNL - Neurocoach - Professora
Advogada por formação. Gestora por paixão.
Pós graduada em Gestão Empresarial e RH. MBA em Gestão de Projetos.
Acredita que o autoconhecimento é a chave para o desenvolvimento humano.


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