Se não Há Tempo para Simulado, não há tempo para Revisão!

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Salve, salve, Galera!

Professor Walter Cunha novamente na área… 

- Quem é vivo sempre aparece, heim, Professor?

De fato, não consigo mensurar a divida que tenho com os senhores por conta da minha longa ausência. Obviamente tive meus motivos pessoais e blá, blá, blá… Mas como sei que não vai adiantar muito ficar só me desculpando, o melhor remédio vai ser voltar à produção. Então vamos lá!

No artigo de hoje quero tratar sobre uma prática que tem sido bastante difundida pelos Gurus dos Concursos, mas que eu, particularmente, considero equivocada: a Revisão Proativa. Ela consiste basicamente em revisar por revisar qualquer assunto X dias após tê-lo lido pela última vez. Isso seria supostamente uma forma de atenuar a curva de esquecimento natural do ser humano. 

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Eu não sei se é exatamente assim que os Gurus pregam, mas o que eu tenho visto são alunos criarem sistemas extremamente complexos na tentativa de controlarem essa “aranha”, a qual vai se entrelaçando no tempo entre visões e revisões dos vários tópicos requeridos no Edital. Desta forma, obviamente, os alunos acabam não conseguindo avançar de forma agressiva na ementa, uma vez que sempre se sentem na obrigação de “ficar lembrando” a toda hora todos os tópicos. Por fim, o que eu considero mais nocivo: como não consegue “lembrar-se de tudo”, o aluno nunca considera que tem tempo ou se considera preparado para realizar um simulado, e, por consequência, nunca treinam efetivamente para a prova!

Longe de mim querer falar sobre a neurociência, a qual é largamente utilizada (de maneira imprópria) para justificar todo as bizarrices que acabam se tornando moda no mundo da preparação para concursos. Então, já adianto que minhas dicas e observações são meramente empíricas, mas que funcionaram para mim, bem como para muita gente que eu conheço e concorda com o método.

Primeiramente, todo sistema que consome mais do que retorna em benefício deve ser evitado. Assim, ou você desenvolve um forma automatizada de controlar essa revisões, ou, como tenho visto, você vai acabar se perdendo no planejamento. Nesse contexto, o Anki pode trazer benefício no controle, pois, algumas versões (não sei se todas) espaçam a apresentação dos cards proporcionalmente à proficiência que você tem naquele assunto. Isso por si só já é um avanço! 

Outro problema é essa necessidade de tentar se lembrar de tudo, e, quando não se consegue, voltar para a revisão. Ora, já ministro redes há quase 10 anos, e é muito comum no meio da aula você me ouvir falando “Não lembro/não sei, mas qual o contexto mesmo?”, como resposta a uma pergunta genérica. E o melhor é que quando o aluno contextualiza, por exemplo, apresentando toda a questão de onde ele tirou a ideia, normalmente eu acerto! Por que? Pessoal, tentar manter todos os assuntos na cabeça de forma consciente é sobrecarregar o cérebro. Quando você não lembra de pronto de algo não quer dizer necessariamente que você não saiba aquilo, mas que  simplesmente a informação pode estar guardada em outro lugar, provavelmente no seu subconsciente. É por isso que, quando você vê a questão, é muito mais provável que acabe se lembrando e acertando a resposta!

- Walter, e se eu não lembrar de jeito nenhum?

Aí, sim, temos um real gatilho para um revisão, só que agora REATIVA. Pegue esse tópico que você realmente não aprendeu e revise. E, ao final, sugiro que “documente a questão”, que nada mais é do que arquivá-la com a resposta mais completa e objetiva possível. Eu geralmente uso o Evernote para isso (já falei sobre ferramentas para concursos aqui).

- Walter, então, são as questões que vão me dizer o que eu tenho que revisar ou não?

Sim! Mil vezes sim! Traduzindo, em vez de ficar adiando eternamente o simulado porque “ainda não está preparado”, ou porque “tem que revisar”, você deveria fazer simulado toda semana! Simulados, como você pode perceber, são na verdade “Pré-Reqs” para uma revisão efetiva, e não concorrentes como são normalmente tratados. Daí vem o título do artigo, “Se não Há Tempo para Simulado, não há tempo para Revisão”. 

Aproveito o ensejo para tecer mais uma análise. O fato é que os alunos querem fugir de qualquer jeito do simulado, e apenas estão usando o mantra da Revisão (Proativa) para fazer isso de forma justificada. Por que? Porque reflexivamente temos dificuldades de encarar resultados ruins. Ou seja, se é para tirar uma nota ruim, é melhor nem fazer, não é? Para quem pensa assim, tenho outra péssima notícia: “Notas ruins, são Pré-Reqs de notas boas”. Ou seja, você não vai chegar nas seguintes sem passar pelas primeiras. O que você pode fazer é meramente optar se vai queimar a primeira etapa com simulados ou com as provas dos sonhos. Eu sou mais a primeira opção, por vários motivos, e você?

E por que eu estou tão seguro disso? Talvez por minha formação militar. Ora, quando eu estava me preparando para os vestibulares militares, fazíamos simulados TO-DA- SE-MA-NA, para ver se como estávamos indo. Daí, decorre o meu espanto quando eu cheguei no mundo dos concursos, já que praticamente nenhum cursinho promove simulados para os alunos! Isso pra mim é insano! E olha que tem concursos aí com a concorrência tão acirrada quanto os vestibulares mais difíceis. Já militar, era normal simulamos várias vezes qualquer coisa a ser executada, desde uma mera formatura até operações militares gigantes envolvendo nações amigas. A lógica era simples: “Erre logo, enquanto é barato”

- Ah, Walter, então a culpa é dos cursinhos…

Não gosto de falar em “culpa”. Só sei o seguinte: a responsabilidade é sua! Se o cursinho não oferece, vai ficar parado? O que te impede de imprimir uma prova passada, cronometrar e começar a resolver uma prova? Ao final, pegue o resultado do simulado e realimente o sistema, e passe a priorizar a revisão dos tópicos nos quais você está mais fraco, e não daquilo que você gosta, como é comum. 

E aí, o que você achou das dicas? Quando foi a última vez em que você fez um simulado preparatório para concursos? Por favor, deixe nos comentários.

Bons estudos e até o próximo artigo (aceito sugestões)!

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