Sobre aprender e outras coisinhas mais…

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Quem já olhou meu perfil viu que sou docente. No momento que escrevo este artigo estou afastada das salas de aulas formais por decisão pessoal, entretanto, sou responsável pelo Treinamento e Desenvolvimento na empresa que trabalho.

Existem diferenças entre sala de aula formal e sala de treinamento, bem como cursos de desenvolvimento, mas não vou falar dessas diferenças. Quero falar de algo que é comum tanto nesses ambientes como na vida.

Vamos falar um pouco sobre níveis de aprendizagem e como eles estão diretamente envolvidos na nossa vida e na nossa evolução como seres humanos.

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Tudo começa com o que a PNL chama de “incompetência inconsciente“, que nada mais é do que algo que não sabemos fazer e nem sabemos que não sabemos, é aquele momento anterior ao “só sei que nada sei”, sabe? É uma etapa na qual você não tem conhecimento de que você não tem alguma habilidade, você só terá esse conhecimento quando atingir o próximo nível de aprendizagem.

O próximo nível é a “incompetência consciente“, que é quando nos damos conta de que não sabemos algumas coisas, que não temos determinadas habilidades necessárias para fazermos alguma coisa. Um exemplo seria você entrar em uma piscina e perceber que você não sabe nadar.

Tendo a contestação de que somos incompetentes conscientes em alguma coisa, é hora de tomar uma atitude: ou aceitar essa incompetência ou subir mais um nível de aprendizagem, a “competência consciente“.

Essa competência consciente é aquela na qual buscamos o conhecimento. Acho que o melhor exemplo e o que eu mais ouvi até hoje é o de aprender a dirigir um carro. Quando você vai para a autoescola e recebe aqueles comandos: entra no carro, coloca o cinto, verifica os retrovisores, vira a chave, aperta a embreagem, engata a primeira marcha, vai apertando devagar o acelerador e ao mesmo tempo vai soltando a embreagem. O carro morreu na primeira. Volta e faz tudo de novo e o nível de dificuldade vai aumentando, pois você passará mais marchas, cuidará da velocidade, da sinalização de trânsito e claro, dos demais carros.

Tudo isso nas primeiras vezes é bem difícil, aposto que você nem ouvia rádio porque isso só fazia você se confundir ainda mais. Hoje, depois de chegar no quarto nível de aprendizagem, a “competência inconsciente“, ouvir rádio é um prazer na direção, você nem lembra mais do passo a passo acima, pois se tornou algo natural, tornou-se um hábito.

E quando reações ou competências inconscientes se tornam hábitos, como diria O’Conner e Seymour, paramos de aprender.

Em teoria, poderíamos agir de maneira diferente, mas na prática não o fazemos. Hábitos são muito úteis, pois simplificam ou racionalizam aspectos de nossa vida sobre os quais não queremos parar para pensar.

Assim, esse processo de aprendizagem precisa ser levado para qualquer tipo de desenvolvimento, seja sala de aula normal, treinamento, cursos, etc. Precisamos perceber quando o “aluno” alcança e ultrapassa cada nível, pois cada pessoa tem um tempo diferente para assimilação de cada estágio da sua aprendizagem.

Ah, e isso vale para nós também, quando desejamos aprender alguma coisa!

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Maria Elena Medeiros Marcos

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HR Bussiness Partner - Practitioner em PNL - Neurocoach - Professora
Advogada por formação. Gestora por paixão.
Pós graduada em Gestão Empresarial e RH. MBA em Gestão de Projetos.
Acredita que o autoconhecimento é a chave para o desenvolvimento humano.


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