Sair do emprego nem sempre é a melhor alternativa

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Quem nunca se perguntou se sair do emprego não seria a melhor saída? Acho que todo mundo já sentiu isso.

Ao longo dos meus 14 anos de carreira, por muitas vezes eu achei que, sim, sair do emprego era a melhor alternativa que eu tinha naquele momento. Olhando hoje para trás, vi que nem sempre isso foi uma verdade.

Outras alternativas eram possíveis, como aprender a lidar com o caos, aumentar a minha flexibilidade em relação aos meus valores, ser mais tolerante com as diferenças, aprender com aquela situação e me fortalecer para as próximas que viriam pela frente. Enfim, tinham outros caminhos possíveis, que só dependiam da minha maturidade e da ampliação de minhas perspectivas sobre o momento em questão que eu vivia.

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Por isso eu sempre questiono os meus clientes quando eles acreditam que sair do emprego é a melhor saída, e, hoje compartilho com vocês alguns destes questionamentos:

  • Por que você acredita que sair do emprego é a melhor alternativa?
  • Se você permanecer no emprego, o que ganhará com isso?
  • Caso opte por sair, haverá alguma perda? Se sim, qual será? De que maneira essas perdas podem ser minimizadas?
  • Optando por permanecer na empresa, o que ganhará?
  • Haverá alguma perda se escolher permanecer na empresa? Se sim, qual? Como pode diminuir essa perda?

E, depois de conversarmos sobre essas questões, geralmente, um leque de novos caminhos surge e o cliente passa a ter mais clareza e consciência sobre a motivação de sair (ou não) do emprego e passa a ter um autocontrole muito maior das suas atitudes. Diminuindo assim o risco de se arrepender no futuro.

Às vezes, pensamos que sair daquele emprego nos fará não precisar mais atuar ao lado de pessoas mesquinhas, egoístas, bola-murchas, que não teremos mais que nos submeter aos mandos e desmandos de chefes opressores, despreparados e autoritários, que nunca mais iremos sofrer pressão para entregar resultados em tempos inexequíveis, que jamais na vida teremos um salário defasado e que a desmotivação, o estresse e as dificuldades não nos encontrarão novamente. Deu para perceber que isso é fruto da nossa imaginação e que as chances disso não se repetir é a mais remota possível, concorda?

Por essa razão, precisamos sempre colocar na balança os prós e os contras. Eu aprendi que trocar de empresa acreditando que nunca mais enfrentaremos as dificuldades descritas anteriormente nada mais é do que fugir dos problemas. Eles nos encontrarão de novo, pode acreditar em mim (eles me encontraram).

A mudança real ocorre quando nós aprendemos e crescemos com as dificuldades, quando olhamos para o problema e, ao invés de fugir, nós o enfrentamos e amadurecemos.

Talvez você não tenha mudado muito de empresa, talvez ainda tenha pouco tempo de experiência, mas, eu já mudei mais de dez vezes de empresa e posso afirmar: os problemas só mudam de cenário e de intensidade, eles estão sempre por lá e surgem uma hora ou outra. Cabe a nós encararmos a situação e entender o que podemos aprender com ela e onde estamos falhando e temos que nos fortalecer mais para lidar de maneira mais resiliente, sábia e serena com os problemas.

Isso sim nos faz crescer profissional e pessoalmente. Prontos para encarar os problemas já vividos temos muito mais chances de sermos felizes em novas oportunidades, temos mais chances de não sofrermos com os novos problemas e de ter uma postura mais madura diante dos problemas.

Essa é a dica de hoje para você que está pensando em sair do emprego:

Avalie as questões acima e veja se realmente esse é o melhor caminho, se esse é o momento adequado, e, se os ganhos da saída superarão as perdas da permanência.

Sucesso!

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Carolina Souza

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Especialista em Gestão de Carreira Empresarial, em Gerenciamento de Projetos [PMP] e Engenharia de Requisitos [CPRE-FL] com 14 anos de vivência no mundo corporativo, atua como consultora, palestrante e mentora nas áreas de gestão, liderança, processos operacionais e desempenho de equipes. Colunista de revista e site especializados em TI.


3 Comentários

Lucas
1

Boa noite, Carolina.

Muito obrigado pelos esclarecimentos. Estou passando exatamente por esses questionamentos e indecisões. O fator que mais me faz querer sair da empresa: estou atuando como auxiliar de infraestrutura (porém estou cursando ADS, sinto que deveria estar trabalhando e adquirindo experiência na área). Os fatores que mais me fazem querer ficar na empresa: salário garantido, atual crise do país e contas a pagar. Nesse caso, o que você recomendaria?

Sander
3

Gostei do texto, faz muito sentido mesmo. Acho que a mudança de emprego proporciona também novos ares e que isso não seja necessariamente uma fuga. Não que você tenha dito isso, entendi o que colocou, mas hoje eu penso que desafios novos em ambientes novos permitem que tenhamos um período sem a percepção dos problemas que existem em todas as organizações.

Obrigado pelo texto e reflexão!

Abraço.

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