Como medir os resultados da migração para a Cloud

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Não há dúvidas de que a migração da infraestrutura de TI para a Cloud é uma tendência mundial, e essa jornada deve-se principalmente a dois fatores: redução de custos e escalabilidade de negócio.

Entretanto, um dos aspectos mais importantes de investir em uma nova tecnologia é garantir que se obtenha um retorno sólido sobre o referido investimento. Daí surge a dúvida: como o Profissional Cloud pode mensurar esses resultados?

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Medindo o retorno da migração para Cloud no negócio

Atualmente Cloud Computing é o requisito mínimo para as organizações serem competitivas no mercado, especialmente a longo prazo.

Ela substitui, complementa, otimiza e aumenta, mas, para que isso seja possível, parte do orçamento de TI será destinado exclusivamente para as soluções em Nuvem.

Um estudo recente realizado pela IBM destaca que mais de 50% dos executivos pesquisados ​​dependem fortemente de métricas financeiras, principalmente custo e ROI (Return On Investment) para determinar o caminho para o sucesso de suas iniciativas na Nuvem.

Apesar do Profissional Cloud conhecer todos os benefícios que a Nuvem proporciona, é necessário quantificá-los e demonstrá-los para os gestores da empresa, ou seja, calcular retorno do investimento para projetos de Tecnologia da Informação (TI) em Nuvem.

Todavia, muitas vezes este profissional possui dúvidas de como realizar essa tarefa concretamente, por isso, seguem abaixo alguns pontos que devem fazer parte desta avaliação – que vai muito além do que simplesmente considerar a redução de custos:

1. Levantamento dos custos totais de migração

Como sabemos, a Cloud dispensa investimentos iniciais na compra de hardware, apenas profissionais qualificados.

Lembre-se, realizada a migração, o pagamento pelos serviços é on-demand, ou seja, conforme o uso dos recursos de TI (e este consumo poderá aumentar ou diminuir conforme a sazonalidade do negócio). Além do tipo de serviço que foi contratado (SaaS, IaaS e PaaS), certifique-se de que os objetivos iniciais estejam sendo atendidos e que os fornecedores de Nuvem estão cumprindo com o que foi contratado.

Também devem ser consideradas as despesas com integração e monitoramento, além da avaliação dos aspetos de segurança na fase inicial de adoção da Cloud, a fim de não correr o risco de ser surpreendido com custos adicionais.

2. Rastrear os KPIs (Key Performance Indicator, em português, Indicador Chave de Performance)

O Profissional Cloud deverá definir os KPIs relevantes para o negócio e acompanhar no mínimo por três meses. Os KPIs certos podem fazer a diferença entre o sucesso contínuo e o declínio lento das estratégias de TI.

Os principais KPIs que deverão ser considerados são: custo com mão de obra, custo com manutenção e compra de hardware, tempo de disponibilidade e velocidade de implantação e de atualizações nas aplicações da empresa.

Tenha em mente que definir muitos KPIs não significa ter qualidade na análise. A melhor opção é rastrear aqueles que retratem de forma mais abrangente o desempenho das suas estratégias.

3. Custo- benefício

Finalizado o levantamento dos custos e o monitoramento dos KPIs, deverá ser efetuada a comparação custo-benefício que a migração para a Cloud proporcionou ao negócio. Uma análise de custo-benefício encontra, quantifica e acrescenta todos os fatores positivos, e estes são os benefícios. Em seguida, ele identifica, quantifica e subtrai todos os negativos, ou seja, os custos. A diferença entre os dois indica se a ação teve um resultado positivo ou não para a empresa.

4. Análise periódica dos Impactos da Nuvem a longo prazo

Se possível, fazer previsões dos impactos desta migração no longo prazo (mais de 6 meses). Os KPIs devem ser analisados periodicamente, desta forma será possível acompanhar a evolução da sua estratégia na Nuvem, permitindo compreender como o tempo e as suas ações estão afetando o desempenho desta.

Quantificar o sucesso da migração para a Cloud é a chave para a credibilidade desta tecnologia perante os gestores da empresa, além de abrir o caminho para maior agilidade e eficiência para futuras ações em Tecnologia da Informação.

Como já dizia Peter Drucker:

“O que pode ser medido, pode ser melhorado”

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Sandro Rodrigues

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Trabalha com Infra estrutura desde 2002 quando começou a atuar com sistemas Linux e segurança da informação, em 2004 iniciou um projeto como empreendedor e desde então atua no seu próprio negócio que hoje é responsável pela Infra estrutura de várias empresas em Florianópolis. Em 2014 iniciou o projeto CONACLOUD – Congresso Online sobre Cloud Computing e embarcou em um aprofundado estudo sobre a plataforma OpenStack. Hoje é certificado em administração de sistema OpenStack pela Red Hat e fundou uma outra startup de treinamentos online de Cloud Computing chamada Cloud Treinamentos.


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