Me acho um(a) excelente profissional, mas não sou reconhecido(a). Por que?

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Você tem a “certeza” de que já é um excelente profissional antes de dizer não sou reconhecido? Você faz tudo certo, trabalha mais que os outros, fica depois do horário, estuda até de madrugada, é um bom colega, etc.

Provavelmente você tem uma percepção errada sobre si mesmo. Os bons profissionais em algum momento são reconhecidos, não existe uma conspiração global para te ferrar, não é inveja ou burrice o fato das pessoas não dar o reconhecimento que você merece.

A questão é que VOCÊ “acha” que é mais inteligente, você “acha” que é mais legal, você “acha” que suas idéias são incríveis, inovadoras e vão ajudar a empresa a crescer.

Pare e pense um pouco. Não acha que se você tivesse as qualidades que acha que tem, alguém não teria percebido? Desculpe tanto achismo, mas foi necessário…

Não sou reconhecido

Pode acontecer de você ter idéias brilhantes, porém, elas só beneficiam o seu setor e não a empresa como um todo. Você simplesmente não entende do negócio, assim não consegue entender por que aquele diretor burrão não liberou verba para seu projeto genial.

Outra situação que pode ocorrer é você realmente ter boas idéias, porém, você não as expõe, ou quando você fala suas idéias ou demonstra sua inteligência e sua capacidade, você não faz isso de forma clara e objetiva.

Entenda que o que pode ser claro e óbvio para você, pode parecer grego para outras pessoas. Aprenda se expressar, pois é por isso que seu colega, seu chefe, o gerente conseguem impressionar e serem admirados, eles conseguem isso por saberem “vender” suas idéias e a si mesmo, mesmo quando são idéias medianas.

Tem mais um agravante. As pessoas para as quais você vai vender suas idéias são diferentes umas das outras. Você vai vender de um jeito para seus colegas e de outro jeito para seus superiores.

E para tornar ainda mais complexo, você vai elaborar sua venda conforme o negócio onde você está inserido.

Exemplo:

Se você trabalha em uma indústria a empresa não está interessada nos seus projetos, mas sim no benefício que eles oferecem e como eles vão colaborar para que a produção aumente, a qualidade dos produtos melhore e a logística fique mais ágil. É isso que realmente importa!

Agora se você trabalha no varejo, a empresa quer vender mais, quer gerenciar seus estoques, escalar o negócio, captar novos clientes e reduzir custos. O importante é vender cada vez mais.

Se a sua empresa vende serviços, ela quer que você ajude a atender melhor os clientes para gerar mais clientes, quer idéias para gerenciar os atendimentos para conseguir dar conta de mais e mais clientes.

Você está entendendo que o objetivo de qualquer negócio é gerar resultado?

E quando falo em resultado não estou falando de indicadores, performance, planilhas e números ao vento, é tanta enrolação que todos esquecem que o verdadeiro objetivo de um negócio é ganhar DINHEIRO.

Tem muitos diretores, gerentes e coordenadores marketeiros que adoram palavrinhas da moda, gráficos, kpis, porcentagem de crescimento, expansão, blá, blá, blá. Isso tudo é muito bom se for para mostrar resultados realistas.

Dinheiro! Esta é a palavra-chave, descubra como a empresa gera dinheiro, todo o caminho até chegar na grana, apresente idéias “claras” de como ganhar mais dinheiro e você vai ver sua carreira subir igual um foguete.

Resumindo, o que devo fazer para ter meu trabalho reconhecido na empresa?

Auto conhecimento: Analise-se e descubra se você realmente é o cara foda que acha que é. Se realmente for, descubra se você está se expressando de forma clara, pergunte para colegas, para seu chefe, até mesmo para estranhos o que eles acham de você e no que você pode melhorar, busque um feedback sincero e não se ofenda com as respostas, apenas aprenda e melhore.

Analise o currículo de profissionais da mesma área que você, defina um parâmetro real do que é ser um bom profissional.

Agora se você descobrir que não é tão foda, dê um jeito de ser, pelo menos descubra o que a empresa espera de você e entregue mais. Na maioria das vezes é mais fácil e simples do que você imagina.

Aprendendo a se expressar: Sempre que você explicar algo técnico para alguém, nivele pelo mais baixo, nivele pela pessoa menos inteligente da turma, faça de conta que você está explicando para crianças, desenhe se for preciso, esqueça os termos técnicos e use exemplos simples ou analogias. Ninguém é obrigado a saber o que você sabe.

Foco no dinheiro: Não tem problema apresentar gráficos, indicadores e relatórios, desde que seja para deixar claro suas idéias e onde tudo isso vai levar.

Seus superiores olham estas apresentações todos os dias, toda semana, são várias horas de gente chata, gastando tempo para ir a lugar nenhum.

Tenha idéias para aumentar o faturamento, apresente de forma clara e objetiva, daí você vai ser o cara.

Infelizmente, muitos gurus dizem que o que importa é o que as pessoas ao seu redor acham que você sabe, e não o que você realmente sabe. É o que chamamos de “qualidade percebida”.

Tem gente que se dedica mais a isso do que realmente aprender a fazer alguma coisa. Na minha opinião isso não é legal!

No fim tudo sempre se resume a vendas, marketing e resultados. Neste caso, o produto é você!

….

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Demian dos Santos

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Arquiteto de Soluções com MBA em Segurança, certificado COBIT, ITIL, ISO 20000, tenho mais de doze anos de experiência em Infraestrutura, Gestão de TI, Segurança da Informação e Transformação Digital. Sendo mais direto, eu resolvo problemas de TI para que eles não afetem o negócio e busco soluções em tecnologia para o negócio gerar mais resultado.


2 Comentários

Andrey G SantosAndrey G Santos
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Demian, quando terminei de ler seu artigo fui obrigado a fazer uma viagem pelo tempo porque, quando jovem, eu senti isso muitas vezes. A questão é que pode ser tudo isso que você descreveu aqui e o profissional, realmente, tem o sentimento de que ele conhece muito sobre um determinado assunto ou área de negócios da empresa e fica fechado naquele mundo sem perceber que ele não consegue se conectar com o restante da realidade da empresa.
Muitas vezes, principalmente quando é um profissional pouco experiente, ele tende a pensar que tudo o que ele aprendeu, com tanto esforço, seja a solução ideal para qualquer lugar onde ele venha trabalhar.
Hoje, depois de vivenciar tudo isso, consigo mensurar outras variáveis nesse contexto. Existem fatores que fogem à compreensão técnica porque esbarram em questões políticas da empresa. Quando digo “questões políticas”, não me refiro às regras estabelecidas pela empresa, mas me refiro à peculiaridades do setor, da equipe, do gestor ou até mesmo interesses dos quais você desconhece.
Essa questão é um pouco mais complexa do que um mero “sentimento”. Se o profissional se preparou então ele está capacitado para executar um trabalho, caso contrário, não é contratado ou simplesmente ouve do seu gestor: “Não é o que precisamos agora.”
Existe também o profissional que quer se envolver onde não foi contratado para desempenhar o papel e, mesmo assim, ele insiste em “empurrar goela abaixo” algo que ele pensou… É uma questão de postura.
Há outras tantas situações como, por exemplo, o cenário político e econômico. Estamos vivenciando uma crise no país onde gera uma desconfiança e pessimismo generalizado. Os investimentos diminuíram, empresas estão saindo do país, aumento do desemprego e, com tudo isso, uma exigência maior da capacitação profissional pagando um valor mais baixo. Ou seja, as empresas tentam suprimir algumas vagas e acabam abrindo mão de qualidade e experiência neste momento, para que possam manter as atividades em andamento apenas. Eu, particularmente, estou vivenciando isso. Dois anos atrás meu telefone e e-mail viviam cheios de consultorias me procurando e eu não tinha mais como atender ninguém. Trabalhava mais de 16 horas por dia e assim foram por mais de 12 anos sem férias. Hoje isso acabou. As mesmas consultorias buscam recém-formados ou profissionais que ainda cursam a graduação porque houve uma redução drástica do budget para contratar esses profissionais de TI. Infelizmente, os profissionais mais experientes deixaram de ser assediados nesse momento e isto É MERCADO.
Portanto, o reconhecimento, nem sempre, depende da sua capacitação ou competência. São diversos fatores que oscilam o tempo todo.

Demian dos SantosDemian dos Santos Autor do Post
2

Excelente colocação Andrey, é exatamente isso. Existe um outro problema que é a automação, onde serviços simples e alguns complexos estão sendo automatizados, diminuindo ainda mais as vagas e baixando os valores dos salários.
É isso que tento expor nos meus artigos, a “realidade” e muitas vezes sou taxado de arrogante, pessimista, desculpa quem acha isso, é o meu jeito, minha personalidade, não é má intenção. Apenas estou tentando ajudar, pois a vida inteira ouvi falar do mundo fantasioso e maravilhoso da TI; são muitas promessas, muitos vagas, muitos cursos mágicos e caros que vão garantir empregos.
Alguns até garantem, mas todo mundo vende o sonho, vende o resultado final, ninguém explica o processo oneroso, ninguém explica que hoje TI é uma das profissões mais difíceis, complexas e que exige mais dedicação, apenas para entrar no mercado de trabalho.
Tirando desenvolvimento e análise de dados que existe demanda, mas na “minha” opinião é mais uma bolha que em algum momento vai estourar.

Se alguém tem alguma dúvida ou sugestão eu me comprometo a dar minha visão realista dos fatos.

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