O paradoxo da produtividade e da satisfação com a TI

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Para sobreviver em um cenário com alta disponibilidade de tecnologia, empresas devem se tornar ágeis e ter coragem para implementar as mudanças

Quem trabalha com TI sabe como o desenvolvimento e a manutenção de sistemas é um caminho repleto de percalços. Um dos motivos é a dificuldade das empresas de grande porte em substituir o seu sistema core. Sendo assim, a organização opta por desenvolver camadas “periféricas e cosméticas” à estrutura atual – o que não resolve o problema sistêmico, somente preserva as deficiências de sempre.

Com um número cada vez maior de módulos periféricos, as interfaces entre os sistemas se tornam mais complexas – por que quanto mais conexões existem, mais difícil é a tarefa de mantê-las. Outro agravante é que dificilmente um módulo é desativado; a prática é sempre de agregar elementos e crescer em uma espiral infinita. Não é raro, portanto, ver boa parte do orçamento da TI destinado somente à “sobrevivência” do ambiente.

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Como consequência, o núcleo dos processos atuais das empresas é quase o mesmo desde a sua criação. É claro que melhorias foram feitas ao longo dos anos, mas muito da ideia original permaneceu. A questão, então, é que os sistemas não melhoram na mesma proporção em que recebem investimentos. E o que vemos é que os custos não baixam, e os ambientes de sistemas e seus problemas são os mesmos – mas com muito mais pessoas trabalhando em manutenção.

Em um cenário cheio de dificuldades e complexidades, ser o responsável pela TI de uma empresa é um ato de coragem e sobrevivência. Muitos são os questionamentos sobre os motivos que tornam o departamento caro, por que ele não dá os resultados necessários ou não cumpre os prazos estabelecidos.

A expectativa é sempre de gerar ruptura, mas deve haver um esforço maior para que isso aconteça. Trata-se de um paradoxo: ao mesmo tempo em que muitas organizações buscam modernizar suas tecnologias, não existe uma atitude proativa para isso, como, por exemplo, disponibilizar recursos suficientes. O que há é muito mais a vontade do que a ação. No mercado de seguros no qual atuo, os exemplos de empresas bem-sucedidas nesse caminho rumo à modernização são raros – como a Lemonade, nos Estados Unidos. Em geral, nas grandes organizações tudo é bastante burocrático e esse desafio de ruptura costuma ser encarado somente por negócios menores.

Para transformar esse quadro, o primeiro passo é reconhecer a necessidade da mudança. Deixar os processos e as soluções da forma como estão, enraizados no passado, não trará desenvolvimento – e pode, inclusive, comprometer a sustentabilidade da empresa.

Uma TI mais produtiva passa por profissionais e processos direcionados a uma nova forma de pensar, na qual o principal desafio a conquistar é a agilidade dos processos.

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Ademar Leal

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Ademar Leal é Consultor da Sistran Informática.
Especialista em Gestão de Informática Corporativa, Arquitetura Empresarial, Entusiasta de Lean TI, Rapid Development Systeim, Complex IT Project System, Organização de TI, Transformação de TI.

Possui larga experiência no exterior em situações problemáticas, Formação de Equipe RE-organização de Provedores, Negociação de Alto Nível Membro de Comites Executivos e Board de Companhias


1 Comentários

Fabiano Ademir Stock Rodrigues
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Muito bom o artigo, chegou numa hora muito boa, estou assumindo a TI de um indústria local e aqui tenho o desafio de melhorar a área de TI. Inclusive modernizar o DATACENTER. Grande ajuda e motivador o artigo. Parabéns!

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