7 tecnologias que não sobreviveram a chegada dos anos 2000

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A tecnologia avança de forma surpreendente. Você consegue imaginar que o primeiro iPhone foi lançado em 2007? Ou seja, há pouco mais de 10 anos? E que redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram, também vieram a se popularizar apenas na última década? Parece que faz muito mais tempo que convivemos com tecnologias como essas, mas elas são novas e ainda não viveram tempo o suficiente para cair no esquecimento.

Porém, isso nem sempre foi assim. No passado não muito distante, algumas tecnologias demoraram para morrer e ainda permanecem no imaginário de muitas pessoas. Quem nasceu depois dos anos 2000 provavelmente nunca vai conhecer algumas das pérolas tecnológicas que já passaram por esse mundo e que definitivamente revolucionaram a indústria como conhecemos hoje.

Neste artigo vamos fazer uma viagem no tempo e conhecer algumas tecnologias que morreram antes dos anos 2000 e que marcaram época. Esses são gadgets, serviços e produtos que estiveram presentes na vida de quem nasceu e cresceu nos anos 80 e 90. Se você se enquadra nessa categoria, com certeza vai sentir saudade de alguns dos itens a seguir.

1. Sega Game Gear

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  • Fabricante: SEGA
  • Tipo: Console portátil
  • Ano de lançamento (Brasil): 1991
  • Descontinuado (Brasil): 1995

O primeiro item da lista é o icônico Game Gear. Esse é um console portátil lançado pela SEGA em 1991 (no Brasil) em resposta ao sucesso devastador do Game Boy, da Nintendo. Com gráficos em 8 bits, esse videogame pertencia a chamada 4ª geração de consoles, rivalizando também com o Atari Lynx e o TurboExpress.

Quando foi lançado, muitos consideraram o Game Gear uma versão portátil do Master System, outro produto icônico da SEGA. Porém, o portátil tinha uma palheta de cores maior (4096 cores), embora só exibisse 32 tons ao mesmo tempo. A relação fica ainda mais evidente se levarmos em conta que havia um acessório capaz de fazer o Game Gear rodar os games do console de mesa – enquanto o contrário era impossível.

Porém, o portátil da SEGA não vingou. Enquanto o Game Boy foi descontinuado apenas em 2003, o Game Gear viu o seu fim chegar em 1995 no Brasil e Coreia do Sul. Embora tenha durado um pouco mais nos Estados Unidos, logo foi superado pelo concorrente da Nintendo.

E a SEGA ficou realmente desapontada. Afinal, o Game Gear possuía especificações técnicas superiores quando comparado ao Game Boy. Contudo, uma série de fatores fizeram com que o portátil chegasse ao fim rapidamente, como:

  • Necessidade de 6 pilhas AA para funcionar;
  • Tela com iluminação interna e grande consumo de energia;
  • Lançado um ano depois do Game Boy;
  • Grande em comparação aos concorrentes.

Por causa desses motivos, dificilmente alguém que tenha nascido após os anos 2000 vá ter lembranças do Game Gear em sua memória.

2. Fita cassete

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  • Fabricante: Philips e outras marcas
  • Tipo: armazenamento de áudio
  • Ano de lançamento (Brasil): década de 1970
  • Descontinuado (Brasil): década de 1990

A fita cassete é um verdadeiro marco para a indústria da música. Isso porque, durante os anos 70 e 80, esse era um dos meios mais comuns de armazenar áudio gravado (juntamente com o disco de vinil). O padrão de fita magnética (tecnologia usada na fita cassete) foi originalmente lançado em 1963 pela Philips, mas ganhou popularidade na década seguinte quando diversas fabricantes começaram a entrar no mercado.

O seu funcionamento era bastante simples. A fita cassete era composta por 2 carretéis, a fita magnética (que armazenava os sinais de áudio) e o mecanismo de movimento das fitas. Tudo isso era envolvido em uma carcaça plástica, o que facilitava o manuseio e utilização do produto. A reprodução era executada em máquinas que rodavam os carretéis e convertiam o sinal das fitas em áudio.

No começo, a fita cassete não conseguia armazenar mais do que 30 minutos de música (15 minutos de cada lado). Porém, com o avanço dessa tecnologia, foi possível chegar a impressionantes (para a época) 120 minutos, o que representava um grande salto naquele período. O que ajudou a explodir de vez esse padrão foi o lançamento do walkman pela Sony nos anos 70. Foi nesse período que muitos realmente começaram a ter contato com a tecnologia.

Mas o declínio foi inevitável a partir de 1990 com a ascensão de um novo formato muito mais eficiente e fácil de trabalhar. O CD (compact disc) substituiu rapidamente a fita cassete como formato predominante, e reina até hoje como um formato aceitável pela indústria da música (com suas variantes, como o DVD e Blu-ray). Embora tenha sido gradualmente descontinuado na década de 90, ainda é possível encontrar sucessores dessa tecnologia sendo usados em pequena escala.

3. Pager

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  • Tipo: dispositivo de comunicação
  • Ano de lançamento (Brasil): década de 80 e 90
  • Descontinuado (Brasil): década de 90

Também conhecido como bip ou bipe, o Pager é outra tecnologia que morreu antes dos anos 2000. E esse é um produto curioso, pois sua função é bastante limitada – especialmente se levarmos em conta os smartphones de hoje. Em suas primeiras versões, o produto era usado basicamente como um notificador de mensagens, dando um sonoro bip quando alguém tentava entrar em contato.

O dono do Pager, por sua vez, precisava ligar para um centro de controle de chamadas para receber as mensagens de um operador. Versões mais recentes dispunham de protocolos de comunicação mais avançados, fazendo com que o aparelho funcionasse como um dispositivo de comunicação de via dupla – muito semelhante aos primeiros celulares, mas sem a capacidade de realizar ligações. Esse é o formato que mais se popularizou e apareceu em diversos filmes da época.

O bipe também era muito usado como um aviso sonoro de que alguém estava tentando entrar em contato. Em uma época de transição para o uso de celulares, esse dispositivo se mostrava realmente útil, pois nem todos tinham um telefone fixo à disposição. Graças ao Pager, podíamos saber que um colega de trabalho, o chefe ou um familiar estava precisando falar com a gente.

Porém, com a chegada dos celulares e a tecnologia SMS e GSM na década de 90, o Pager acabou perdendo o sentido. Muitas profissões ainda utilizaram o bipe como uma espécie de “lembrador de contato”, mas ele logo foi substituído pelos primeiros aparelhos telefônicos portáteis. No começo dos anos 2000, algumas fabricantes tentaram emplacar sucessores para o Pager, mas já era tarde demais. Ele foi definitivamente substituído pelos celulares.

4. Discman

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  • Fabricante: Sony e outras marcas
  • Tipo: reprodutor de CDs
  • Ano de lançamento (Brasil): década de 90
  • Descontinuado (Brasil): década de 90

Embora tenha contribuído para o sepultamento da fita cassete, o Discman também não sobreviveu para ver o início do novo milênio. O aparelho, usado para reproduzir o áudio de CDs, foi muito popular durante os anos 90, provocando uma nova revolução na indústria da música. Porém, o dispositivo começou a sentir a velocidade da inovação e sua categoria foi se perdendo no final da década.

Apesar disso, não podemos dizer que o seu legado foi pequeno. Graças ao Discman, o CD se popularizou como um formato padrão, o que também ajudou a alavancar a disseminação de novos formatos de arquivo de áudio, como o MP3. Entretanto, contribuir para essa indústria fez com que a mudança para um novo padrão acontecesse mais rápido e produtos que dispensavam o uso do CD logo tomaram conta nos anos 2000.

Isso não significa que o CD foi descontinuado. Muito pelo contrário. O padrão compact disc evolui para o DVD e posteriormente para o Blu-ray. O que morreu, na verdade, foram os dispositivos usados unicamente para reproduzir essa mídia, algo que veio a acontecer posteriormente com os novos formatos também. Afinal, não é tão comum encontrarmos aparelhos de DVD e Blu-ray que executem exclusivamente essas mídias.

5. Motorola StarTAC

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  • Fabricante: Motorola
  • Tipo: celular
  • Ano de lançamento (Brasil): 1996
  • Descontinuado (Brasil): final da década de 90

O StarTAC foi outro produto revolucionário da década de 90. Lançado no começo de 1996, esse foi o primeiro celular com flip lançado em todo o mundo. Fabricado pela Motorola, esse modelo veio para substituir o MicroTAC, outro aparelho que já flertava com esse formato de “concha”. O que destaca o StarTAC foi a sua popularidade e aceitação do público: estima-se que 60 milhões de unidade desse modelo tenham sido vendidas.

É lógico que, comparado aos modelos de hoje, o StarTAC parece uma piada. O dispositivo possuía uma tela de LCD bem pequena e funcionava com base nas redes AMPS, CDMA, TDMA e GSM. Ele era bastante compacto para a época, possuindo as dimensões de 94 mm x 55 mm x 19 mm (130 mm quando aberto). O celular também era extremamente leve, pesando apenas 88 gramas.

Mas os seus diferenciais o fizeram deixar a concorrência para trás, o que inclui o seu antecessor. O StarTAC trouxe a revolucionária capacidade de trocar mensagens SMS, o design de flip que veio a se popularizar imensamente nos anos seguintes, bateria de íon de lítio (usado até hoje), alerta vibratório e agenda capaz de armazenar até 2800 nomes.

Quando lançado, o StarTAC custava assustadores US$ 1.000, um preço salgado para a época. Porém, ele ainda era revolucionário e conseguiu se popularizar apesar do preço. Embora tenha sido eventualmente substituído por modelos mais modernos, a sua contribuição definitivamente jamais será esquecida.

6. Internet discada

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  • Tipo: método de conexão com a internet
  • Ano de lançamento (Brasil): década de 90
  • Descontinuado (Brasil): declínio na década de 90

Outro ícone dos anos 90 foi o uso da internet discada ou dial-up. Durante a última década do milênio, esse foi o método mais usado para se conectar a internet e fez popularizar aquele conhecido ruído dos modens que escutando vez ou outra. Foi também durante essa época que o boom da internet aconteceu, o que ajuda a tornar as memórias da linha discada ainda mais fortes.

A internet discada definitivamente representou a porta de entrada para muita gente na grande rede de computadores. Quem viveu nessa época certamente se lembra de algumas “regras” importantes, como a conexão mais barata após a meia-noite e o telefone ocupado durante os períodos de conexão. Outra característica era a velocidade baixíssima (quando comparado aos padrões atuais), o que acabou se transformando em uma marca da tecnologia.

7. Windows 95

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  • Fabricante: Microsoft
  • Tipo: sistema operacional
  • Ano de lançamento (Brasil): 1992
  • Descontinuado (Brasil): final da década de 90

Para fechar a lista, vamos falar do sistema operacional que reinou supremo durante a década de 90: o Windows 95. Esse produto da Microsoft simplesmente revolucionou a indústria, trazendo características que viriam a perdurar nos sistemas de décadas depois. Utilizando a arquitetura de 16/32 bits, o Windows 95 foi o primeiro da família a vir instalado por padrão com o MS-DOS 7.0 (que vinha separado anteriormente).

A interface gráfica é outra característica marcante desse sistema operacional. Apesar de datado, o visual do Windows 95 influenciou fortemente os sucessores, como o Windows 98, Windows XP e até o mais recente Windows 10. Essa versão do SO foi lançada em agosto de 1995 e recebeu novas versões até 1997. O seu suporte oficial foi encerrado no ano 2000, mas prorrogado para até 2002.

O lançamento do Windows 95 foi outra característica marcante. Contando com nomes como The Rolling Stones, e atores como Jennifer Aniston e Matthew Perry, o sistema operacional realmente conquistou o mercado rapidamente. Embora não tenha integrado a primeira versão, o Internet Explorer é outro legado do Windows 95, o que ajudou a popularizar ainda mais a internet como a conhecemos.

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E você, conhece mais alguma tecnologia que tenha morrido antes dos anos 2000? Deixe a sua contribuição no campo dos comentários!

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