Progressive Web Apps: a combinação da experiência web com os aplicativos

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A popularização dos smartphones trouxe um conceito que hoje não é novidade para ninguém: os aplicativos. Da mesma forma que os programas de computador, os apps (como também são chamados) são softwares que rodam no dispositivo e realizam uma ou mais tarefas específicas. Nem é preciso dizer que hoje existem aplicativos para praticamente qualquer atividade, desde contar calorias até navegadores GPS.

Porém, embora ainda seja relativamente novo, o conceito de aplicativos já está evoluindo para algo ainda mais prático e inovador. O nome dessa evolução é Progressive Web Apps ou PWA.

Mas o que é um Progressive Web App? E por que eu, um profissional de TI, deveria entender esse conceito? Nos próximos parágrafos, vou explicar o que é essa tendência e como ela pode impactar diversas indústrias, até mesmo a área tecnológica como um todo (sem exageros).

O que é um Progressive Web App?

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O Progressive Web App, na verdade, é um termo usado para fazer referência a uma nova metodologia de desenvolvimento de aplicativos. Para entender esse conceito, é preciso decompor (de trás para frente) o termo e entender cada uma de suas partes.

A expressão “Web App” praticamente mata a charada. E você logo vai entender o porquê. Um aplicativo, ao ser desenvolvido, é colocado dentro de um “invólucro”, como se fosse uma “caixinha fechada” para o programa. Quando o usuário abre essa caixinha, tem acesso às funcionalidades desse app e pode usá-lo normalmente.

Uma página web tem um funcionamento um pouco diferente. Ao visitar um site, o usuário vai recebendo aos poucos o conteúdo do servidor até que a página esteja totalmente carregada. A analogia aqui é a de uma “caixa aberta” que vai tendo o seu conteúdo sendo exposto aos poucos para o usuário.

O PWA é a fusão desses dois conceitos. Ao abrir um aplicativo, o usuário não estará abrindo a “caixa fechada” desse programa. Em vez disso, ele estará interagindo com “caixa aberta” de onde ele vai tirar aos poucos e progressivamente o conteúdo e somente o necessário para utilizá-lo em um primeiro momento. Se houver necessidade, o usuário poderá ter acesso à “caixa fechada”, mas somente depois de entender que ele precisa de algo além do que a “caixa aberta” oferece.

Progressive Web App na prática

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Se essa analogia não foi o suficiente para entender o conceito, vamos usar um exemplo prático. Digamos que você esteja com o seu smartphone e precisando reservar um quarto em um hotel qualquer de sua cidade. Geralmente você teria duas alternativas tecnológicas: acessar o site da empresa através e fazer a sua reserva ou baixar o aplicativo para concluir o seu pedido.

Grande é a chance de que a primeira opção – acessar o site da empresa – não vá ser uma experiência muito agradável. Muitas empresas infelizmente não adaptaram as suas páginas para responder adequadamente ao tamanho diminuto dos dispositivos móveis – o que é tecnicamente chamado de página responsiva. Dessa forma, concluir o seu pedido de reserva pode se transformar em uma verdadeira “tortura tecnológica” se você não tiver paciência.

Assim, a melhor alternativa seria utilizar o aplicativo do hotel, correto? Sim, mas essa opção também traz alguns problemas. Como várias empresas entraram na onda de desenvolver seus próprios aplicativos, chegou um momento em que as pessoas tinham mais apps em seus sistemas do que realmente precisavam. Já imaginou ter um aplicativo para cada hotel que você for visitar? Isso sem falar nos apps de shoppings centers, lojas e muitos outros estabelecimentos e negócios.

Outro problema que existe na opção de baixar o aplicativo do serviço que vamos utilizar é a conexão. Em muitos lugares não há internet de qualidade disponível, o que pode ser um impeditivo para fazer o download e instalar o app desejado. Portanto, apesar da experiência mais agradável, usar um aplicativo próprio e específico para determinado fim nem sempre é a melhor solução.

Mas afinal, qual é a melhor solução? Essa é a proposta da metodologia PWA, que mistura a praticidade das páginas web com a qualidade de serviço oferecido pelos aplicativos. Na situação do hotel, por exemplo, o usuário que tentasse fazer uma reserva pelo smartphone usaria uma versão simplificada do app que mescla o melhor dos dois mundos. Essa é a solução proposta por esse conceito inovador.

Casos de sucesso de PWA

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Embora todo esse papo pareça estar muito distante de nós, profissionais (e ainda mais do usuário final), há casos em que a metodologia PWA teve impactos significativo nas vidas pessoas (e das empresas). O caso mais conhecido, e geralmente o mais usado para representar casos de sucesso de implementação desse conceito, é o do Flipkart.

O Flipkart é o maior e-commerce da Índia. A versão PWA do aplicativo do serviço é o Flipkart Lite, um app que resultou em um aumento de 70% em conversões de venda. Do ponto de vista empresarial, esse é um sucesso astronômico. Mas a implementação ainda trouxe outros resultados positivos, como um maior tempo de permanência no site (que aumentou 3 vezes), maior engajamento (aumento de 40%) e consumo de dados quase 3 vezes menor por parte dos dispositivos móveis.

Há muitos outros casos de sucesso e de serviços que impactam diretamente a vida dos usuários finais. O AliExpress, o The Washington Post e o Housing são apenas alguns exemplos que são comumente utilizados para demonstrar o sucesso de implementação e as vantagens da utilização da metodologia PDA.

A Google, uma das fortes apoiadoras desse conceito, hospeda uma página que é atualizada mensalmente com casos de sucesso do uso dos Progressive Web Apps. Se você quer entender melhor como funciona (e como aplicar) esse conceito corretamente, sugiro que você visite o site e explore os diversos casos bem-sucedidos listados lá.

Como criar o seu Progressive Web App?

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Apesar de ter estudado bastante sobre o tema, meu aprofundamento não foi o suficiente para aprender a criar um Progressive Web App. Muito menos ensinar a fazer isso. Porém, para a sorte de quem está à procura desse tipo de conteúdo, há materiais de muita qualidade espalhados pela internet.

O exemplo perfeito é o próprio site da Google sobre o tema, que ensina a criar o primeiro PWA. Além de mostrar um passo a passo completo (e em português), a página ainda ajuda os desenvolvedores a aprender conceitos importantes dessa metodologia e como expandir o conhecimento para outras áreas. Existe até mesmo um convite para conhecer os cases de sucesso, como aqueles que eu mencionei alguns parágrafos acima.

O tutorial é realmente completo e com certeza vai ajudar aqueles que querem dar o primeiro passo no universo dos Progressive Web Apps. Se você ficou interessado, recomendo que continue estudando, pois o PWA com certeza não é a “última parada” da tecnologia. Definitivamente teremos outras evoluções e estar preparado para elas é uma obrigação dos profissionais de TI.

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