7 mitos sobre certificações no mercado de TI

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0s Profissionais da área de TI já estão familiarizados com o termo “certificação”. Afinal, esse é um tópico recorrente entre as discussões sobre carreira e crescimento profissional. Muitos acreditam que as certificações não possuem o mesmo peso de antigamente. Outros, entretanto, pensam que elas são mais importantes do que nunca. Há aqueles que também defendem que o domínio do inglês e o diploma universitário são essenciais para um profissional certificado.

Entre tantas “verdades absolutas”, no que acreditar? Será que tudo o que dizem sobre certificações é realmente fiel à realidade? Nem é preciso pensar muito para chegar a conclusão de que há muitos mitos permeando esse assunto. Afinal, até mesmo verdades contraditórias são espalhadas por aí. A solução? Estar bem informado e não acreditar logo de cara em qualquer informação encontrada.

É por isso que, neste artigo, vou apresentar alguns dos maiores mitos acerta das certificações do mercado de TI. Essas são meias-verdades que acabam mais atrapalhando do que ajudando. Conhecer esses pontos pode ajudá-lo a fazer uma análise mais correta sobre certificações e o seu futuro profissional.

Mito #1 – As certificações não são mais importantes

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Nunca foi essencial possuir uma certificação para atuar na maior parte dos setores de TI. Afinal, muitas certificações foram criadas de forma reativa, ou seja, para regularizar e padronizar o conhecimento de determinada área. Quando não se tinha o conceito de certificação, era a experiência prática que contava. E é por isso que muitos, ainda hoje, argumentam que as certificações não têm mais importância.

Entretanto, isso não é verdade. Se no passado a inexistência de certificações variadas dispensava o profissional de buscar qualificação, hoje o cenário é outro. Há várias provas que tem o único propósito de oferecer um respaldo técnico e comprovar que determinada pessoa domina conhecimentos específicos sobre uma área. Sendo assim, certificações são importantes, sim.

Em alguns casos, as certificações são até mesmo essenciais. Diversas vagas de emprego colocam como pré-requisito a comprovação de conhecimento técnico. Isso é bem comum, por exemplo, para as certificações Microsoft e ITIL/COBIT. Portanto, não caia na falácia de as certificações não são mais importantes.

Mito #2 – É preciso ter experiência para fazer uma certificação

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Como já foi dito, possuir experiência é tão importante quanto ter uma certificação. Porém, é essencial ter experiência para certificar-se? Em boa parte das vezes, não. É verdade que há provas que exigem a comprovação de vivência profissional na área. Esse é o caso da certificação PMP, que demanda do candidato, pelo menos, 3 anos de experiência no gerenciamento de projetos.

Contudo, a maioria das certificações não exigem a comprovação de experiência. A única coisa que o candidato realmente precisa é dominar o conteúdo que será avaliado nas provas. É claro que ter vivenciado na prática o trabalho pode ajudar. Porém, para boa parte das certificações isso não é essencial, derrubando a barreira (e o mito) de que todas as certificações exigem experiência profissional.

Mito #3 – É muito difícil tirar uma certificação

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Essa é a conclusão de boa parte dos candidatos que começam a estudar para uma certificação no mercado de TI. Mas afinal, será que é tão difícil assim ser aprovado nos testes aplicados para certificar-se? É claro que isso é totalmente relativo. Essa simples afirmativa não leva em conta dois pontos importantes: o nível de conhecimento do candidato e o grau de dedicação nos estudos.

Profissionais com uma bagagem maior em determinada área certamente terão mais facilidade para lidar com as provas de certificação. Além disso, aqueles que estudam mais possuem maior tendência de achar a prova mais fácil do que aqueles que pouco estudaram. Portanto, taxar as provas de certificação como “difíceis” não passa de um mito e tudo vai depender do candidato.

Mito #4 – É preciso ter graduação para fazer uma certificação

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Da mesma forma que a experiência profissional, um diploma de graduação raramente é cobrado como um pré-requisito para a certificação. Como boa parte das provas avalia critérios técnicos, ter o conhecimento de fato é muito mais importante do que possuir um canudo – que, infelizmente, hoje em dia não prova nada.

Assim, se você está pensando em buscar uma certificação e está preocupado com o fato de ainda não ter ingressado ou concluído a sua graduação, não se preocupe. O mais importante é estudar e dominar o conteúdo para fazer uma boa prova.

Porém, não estou dizendo que um diploma universitário não é importante. O ensino regular nas faculdades e universidades certamente pode contribuir para o aprendizado dos candidatos, mas ele não é essencial para muitas certificações.

Mito #5 – É muito fácil tirar uma certificação

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Este mito #5 é praticamente o oposto do mito #3. E acredite: há quem diga que ser aprovado em provas de certificação é muito fácil. Aqui a defesa é exatamente a mesma: tudo vai depender do candidato. Se ele já possui conhecimentos avançados acerca da área e estudou bastante, certamente terá maiores chances de achar que o teste de certificação foi realmente fácil.

Contudo, se estamos falando de um aluno sem vivência prática e que não se dedicou para os estudos, é mais provável que ele tenha grandes dificuldades para ser aprovado. Portanto, não acredite que a certificação é muito difícil ou muito fácil. Estude e domine o conteúdo. Somente assim você será aprovado e poderá desfrutar dos benefícios de ser um profissional certificado.

Mito #6 – É preciso dominar o inglês para fazer uma certificação

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Em qualquer área ligada à tecnologia, dominar o inglês é praticamente obrigatório. Na verdade, os profissionais de TI estão mais do que acostumados a lidar com o idioma estrangeiro. Porém, quando o assunto é certificação, ter fluência na linguagem não é necessariamente obrigatório.

Algumas empresas, como a Oracle, aplicam suas provas de certificação apenas em inglês. Nesses casos, é importante possuir a capacidade de compreender e interpretar corretamente os enunciados para conseguir se dar bem na prova. Mas os testes não avaliam a fluência do candidato, o que significa que não há problema se você não souber falar inglês.

Outras empresas, porém, aplicam as suas provas de certificação em português. Esse é o caso da Microsoft e da IBM. Portanto, enxergue o domínio da língua inglesa como um ponto essencial para o seu crescimento profissional, mas algo de importância questionável para a sua prova de certificação. Mas lembre-se: dominar o inglês é muito importante para o mercado de TI.

Mito #7 – As cerificações definem um profissional

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Por fim, o último mito que vamos derrubar é a afirmação de que a certificação define um profissional. Isso certamente não é uma verdade. Não vou aqui defender a importância da certificação para o mercado de TI. Eu já fiz isso muito bem ao discutir o mito #1. O que eu quero aqui é mostrar que a certificação não é tudo, e é possível ser um excelente profissional sem possuir uma certificação.

Ao analisar o conteúdo programático para uma certificação, deparamo-nos com uma série de temas a serem estudados. Se o profissional de TI domina aquele conteúdo, mas não faz a certificação, isso significa que ele é um mal profissional? Certamente que não! Isso somente indica que ele ainda não foi certificado, o que pode ser facilmente corrigido com o teste para avaliar suas capacidades técnicas.

Em suma, a certificação apenas reforça o que o profissional já é. Se estamos falando de uma pessoa dedicada e estudiosa, certamente a certificação apenas reforçará essas características. Entretanto, se estamos diante de um currículo invejável, com vivências ímpares no mercado de TI, mas que não possui certificação, é mais do que certo afirmar que também estamos diante de um excelente profissional que simplesmente optou por não se certificar. 

E aí, qual sua opinião sobre este polêmico assunto? Deixe seu comentário abaixo!

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