7 desperdícios do Lean (TIMWOOD) aplicados à TI: Trabalho Inacabado

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Olá pessoal!

Este é o nosso primeiro artigo falando de 7 Desperdícios do Lean (TIMWOOD) aplicados à TI. Hoje falaremos sobre Inventário OU trabalho inacabado!

Às vezes parece simples detectar desperdícios em empresas onde o produto final é algo físico, envolvendo a compra e uso de materiais, contratação de mão de obra, treinamentos, equipamentos, etc. Você consegue tocar, visualizar, e estabelecer previsões um pouco mais palpáveis e tangíveis.

E para tecnologia e software? São coisas que não podemos tocar ou responder da mesma forma. Porém, os desperdícios continuam existindo, com características e até causas semelhantes. Por isso, neste artigo, vamos falar de estoque na percepção da tecnologia.

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Como fazer estoque em TI? Não é um produto físico, certo?

Certo. Porém, é um trabalho a ser desenvolvido, quantificado a nível de tempo e custo, de acordo com variáveis e incertezas que controlamos. Sabendo disso, precisamos também ponderar que alguém deve comprar esse software. Seja através de uma evolução na funcionalidade, uma aplicação completamente nova ou um produto próprio de uma empresa.

“Ok Felipe, mas… O que isso tem a ver com estoque?”

Bom, vamos pensar no seguinte: ao investir dinheiro em algo, você espera retorno sobre esse investimento. Seja gasto operacional ou inventário, ou seja, coisas que compra ou pessoas que contrata, são insumos usados com o propósito de obter dinheiro, em maior quantidade que o dinheiro que gastou. Até aí sem problema, exceto que… E se ninguém comprar?

Vamos a um exemplo: se você liga para uma pizzaria, a primeira coisa que passa a acontecer a partir disso é a montagem e preparação da pizza. Não faz muito sentido você fazer uma pizza se ninguém a comprou.

Pensando assim, podemos dizer que, se construímos um software que não vai ser utilizado logo após a sua construção, não estamos criando algo que necessariamente precisaria naquele momento. Estamos injetando dinheiro em um empreendimento que não nos trará retorno. E não perdemos apenas o dinheiro, perdemos:

  • Time to market;
  • Market share;
  • Tempo de profissionais;
  • Esforço criativo;
  • Oportunidade do produto em espera;
  • Aumento do custo de atraso;

Como resolver?

Primeiro: pare de olhar para features, cronogramas, acordos e política por um instante. Tudo isso acontece e, muitas vezes, é de grande importância. Volte sua visão para um problema. Isto é, qual problema você está resolvendo com a feature, produto ou serviço que está construindo? Nenhum? Então jogue fora.

Segundo: comece a criar hipóteses sobre o problema. Envolva as pessoas, encontre objetivos e métricas que vão lhe apoiar a construir um produto “problem-driven”. Você pode usar várias ferramentas e técnicas para fazer isso, como:

  • Lean Inception®
  • Gestão Ágil de Produtos®
  • Design Sprint
  • Design Thinking
  • OKR

Mas lembre-se: são apenas técnicas que te ajudam a construir soluções “problem-driven”. Não coloque nada na sua lista de tarefas que não atinja um propósito da organização, vinculando com um problema ou necessidade.

Terceiro: use técnicas eficazes de priorização que vão apoiar o seu processo. Com elas, você começa a produzir itens que de fato são importantes, que inspiram as pessoas e que irão atender às necessidades dos seus clientes.

“Nossa Felipe! É só eu fazer isso que resolvo tudo?”

Não! Você primeiro tem que ver o seu ambiente, o que funciona, o que não funciona, como as pessoas podem interagir com isso e promover o uso dessas práticas e pensamentos com as áreas cujo apoio será necessário. Tente, erre, tente, acerte, tente novamente.

Estou apenas sugerindo uma forma. Faça o teste e diminua os desperdícios com trabalho inacabado!

Grande abraço!

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Felipe Oliveira

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Sócio proprietário da Mindset Ágil, Palestrante, professor, gerente, consultor, Scrum Master, Agile Coach e eterno aprendiz. Certificado ASM, P2AP, P2AF, KMP I, PSM I, PSPO I, LITAF, CI-ASP, SCAC, CLF, SFC, ITIL V3, COBIT 5, entre outras.


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