Curiosidade: Quem é melhor em jogos? Humano ou robô?

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As inteligências artificiais se tornam cada vez mais sofisticadas e, há muito, já transformam a maneira como enxergamos e vivemos no mundo. Especialistas na área garantem, contudo, que isso é apenas o começo de uma série de transformações que ainda estão por vir. Estima-se que até 2050 surjam as primeiras máquinas que, assim como os serem humanos, consigam pensar. Algo um pouco assustador de se imaginar.

A questão é que as inteligências artificiais já se encontram completamente integradas em nossas rotinas. Estão presentes, por exemplo, nos algoritmos das redes sociais que utilizamos e, também, em alguns jogos de estratégias em que é possível jogar contra máquinas, como ocorre com o xadrez e o poker. E é aí que surge a famosa questão: quem joga melhor, humanos ou robôs?

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Poker

Além de um jogo de sorte, afinal, o jogador depende de uma mão de cartas que lhe seja favorável, o pôquer também é um jogo que depende da sua capacidade de blefar e se arriscar. Durante uma partida, o apostador só conhece as cartas que estão em sua mão e na mesa, sendo a habilidade de elaborar uma estratégia a partir dessas cartas essencial para realizar boas escolha durante o jogo.

Esses são, naturalmente, alguns dos elementos mais sedutores do pôquer, que se populariza cada vez mais em todo o mundo. Caso você queira entrar nesse universo, é possível encontrar plataformas para disputar torneios com outros usuários. Uma dica é sempre pesquisar sobre salas seguras para jogar poker online; desse modo, a diversão será o único elemento presente na sua experiência.

Essas mesma características – a necessidade de criar estratégias e ainda ter de contar com a sorte – tornam extremamente difícil para cientistas criarem uma inteligência artificial que seja capaz de realizar todos esses processos. O que parecia improvável, contudo, parece ter sido atingido por um grupo de cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá. Eles conseguiram criar um programa capaz de vencer partidas de poker disputadas contra jogadores profissionais de uma das variedades mais complexas do jogo, o No Limit Hold’em.

Batizado de Deep Stack, o programa venceu de 10 dos 11 profissionais que participaram do estudo, atingindo uma eficácia de 91%. O experimento foi conduzido durante um torneio internacional disputado em 2016. De acordo com os responsáveis pelo projeto, o programa mescla intuição e capacidade de reajustar sua estratégia de acordo cada decisão que é tomada durante a partida.

“Ele avalia a forma como a rodada atual e a próxima podem ser jogadas e, em seguida, estima o que deve acontecer no resto da partida. Essa estimativa é a intuição dele sobre as situações de poker”, explica Marlos Cholodovskis Machado, doutorando da universidade canadense em que a pesquisa foi realizada.

Xadrez

O histórico de disputas entre homem e máquina em jogos de estratégia antecede, e muito, a criação do Deep Stack. O xadrez é outro jogo que sofreu grande impacto com a introdução das inteligências artificiais. Um relato interessante que parece apontar para os primórdios dessa discussão data de 1968, quando um campeão escocês de xadrez, David Levy, foi desafiado para uma partida pelo inventor do termo “inteligência artificial”, o acadêmico estadunidense John McCarthy.

Após ser facilmente derrotado por Levy, McCarthy fez um “ameaça” ao escocês: em apenas 10 anos, computadores teriam sucesso onde ele falhara. Levy, contudo, não levou o argumento do colega a sério e decidiu realizar uma aposta, afirmando que pagaria US$ 500 caso perdesse uma partida de xadrez para um computador antes de 1979. “Eu ganhava menos de mil dólares por ano, mas estava muito confiante”, lembra Levy.

Em 1978, Levy disputou, em Toronto, no Canadá, cinco partidas contra um computador e, apesar de ter se saído melhor que a máquina, foi uma batalha dura de ser disputada. O escocês empatou a primeira disputa, venceu as duas seguintes, mas foi derrotado na quarta partida; com muito custo, conseguiu vencer no último jogo. Os avanços na criação de inteligências artificiais programadas para jogar xadrez continuaram a acontecer até que, em 1997, o Deep Blue se tornou a primeira máquina a derrotar um campeão mundial – o russo Gary Kasparov – em um torneio.

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Redação PTI

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