A questão de 3 milhões de dólares: como resolver a complexidade da infraestrutura de TI em Nuvem?

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Uma importante mudança está acontecendo agora em algumas das principais organizações de todo o mundo: independentemente de seus setores e mercados, elas estão transformando suas operações em verdadeiras empresas de software. Isso acontece porque, à medida que as companhias se esforçam para oferecer experiências digitais únicas, mais os ecossistemas de Nuvem corporativa precisam oferecer agilidade e eficiência às equipes de TI e negócios. Ou seja: quanto mais as administrações avançam para atender seus usuários e para criar soluções melhores, mais elas dependem dos sistemas e ferramentas digitais.

No entanto, essa transformação está criando um nível de complexidade que os líderes de negócios digitais e de TI nunca experimentaram antes. Pesquisas revelam, por exemplo, que as equipes de TI estão gastando cerca de um terço do tempo lidando apenas com problemas de performance, custando aos seus empregadores uma média de US$ 3,3 milhões a cada ano.

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Os custos de se gerenciar a performance de redes de maneira recorrente estão sendo impulsionados, em grande parte, pela crescente complexidade das aplicações corporativas e pela natureza dinâmica dos ecossistemas híbridos e baseados em múltiplas Nuvens. Novas aplicações em Nuvem estão sendo criadas e integradas diariamente às infraestruturas críticas de negócios.

Esse cenário é fundamental para permitir a agilidade necessária para acelerar a inovação nas empresas. Por outro lado, essas mudanças também resultam em um ambiente de TI com bilhões de ligações e dependências, em que uma única transação via Web ou dispositivo móvel precisa atravessar, em média, 37 sistemas ou componentes diferentes. Estamos falando, portanto, de uma rede extremamente complexa – e que a equipe de TI deve ser capaz de gerenciar de forma completa.

Afinal de contas, ao não conseguirem entender a complexidade de seus ambientes em Nuvem, as organizações estão se vendo diante de uma infinidade de possíveis problemas, que poderão atrapalhar os negócios na era atual, na qual a experiência digital é fundamental. Essa dificuldade em monitorar e gerenciar as redes de forma proativa e inteligente está causando uma preocupação real para os Chief Information Officer (CIOs).

Hoje, pesquisas indicam que 44% dos CIOs acreditam que a incapacidade de gerenciar a performance de TI pode representar uma grave ameaça à própria existência de suas companhias. Seja impedindo os consumidores de comprar uma passagem de avião ou acessar o banco on-line, os problemas de performance podem ter graves consequências no nível dos negócios, por danos à reputação ou perda de receita, o que nenhuma empresa pode pagar.

Para aliviar essas preocupações, as organizações chegaram a responder com um conjunto misto de ferramentas de monitoramento, cada uma delas fornecendo sua própria peça do quebra-cabeças sobre o que está ocorrendo na Nuvem corporativa. No entanto, embora essas ferramentas tenham sido adotadas para facilitar o monitoramento, elas tiveram, de várias maneiras, o efeito oposto. Muitas dessas soluções obrigaram as equipes de TI a agregar e correlacionar manualmente dados de várias fontes para criar e manter uma imagem completa de seu ecossistema em Nuvem. Isso tornou-se impossível de acompanhar em meio à enxurrada constante de dados que são veiculados em uma variedade de painéis a cada minuto. Como resultado, está se tornando mais difícil fornecer serviços de maneira confiável, pois a TI luta para manter a visibilidade das experiências do usuário.

Os problemas com várias ferramentas de monitoramento são agravados ainda mais pela natureza cada vez mais dinâmica da infraestrutura em Nuvem. Apesar das arquiteturas nativas do modelo Cloud trazerem um nível fenomenal de agilidade aos ecossistemas corporativos de TI, ajudando as organizações a acelerar a inovação, essas inovações tornaram impossível monitorar a performance. Por exemplo: a natureza da “caixa preta” dos contêineres está criando pontos cegos em que as equipes de TI precisam confiar em suposições e intuição para identificar e resolver problemas de performance. Revelando a extensão desse desafio específico, quase 3/4 dos CIOs dizem que estão achando muito difícil monitorar a performance dos microsserviços.

Apesar dos investimentos significativos para gerenciar a performance digital, muitas organizações ainda não conseguem identificar a causa raiz de uma falha ou, tampouco, remediar os problemas com rapidez suficiente para impedir que clientes e usuários finais sejam impactados. Isso deixa essas companhias vulneráveis, sobretudo ​​em um mundo onde os consumidores têm opções aparentemente ilimitadas e é mais fácil do que nunca mudar para um provedor alternativo que pode oferecer uma experiência melhor.

Nesse contexto, os líderes de TI e de negócios devem perceber que lançar mão-de-obra adicional para lidar com os problemas não funciona mais.

As organizações de hoje precisam combinar uma visão em tempo real de seu ambiente de Nuvem híbrida e a utilização de soluções de Inteligência Artificial determinística, que forneça insights acionáveis ​​sobre a performance das aplicações, a infraestrutura virtual subjacente e os impactos à experiência dos usuários. Isso pode permitir a aplicação de uma verdadeira inteligência de software, abrindo caminho para operações de TI autônomas e negócios modernos de software.

Somente ao adotar as ferramentas mais eficazes e inteligentes para lidar com o acúmulo de dependências e ligações é que as companhias serão capazes de dominar verdadeiramente a performance de suas redes e de fornecer experiências digitais únicas, mesmo em meio à complexidade da Nuvem corporativa.

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Michael Allen

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Dynatrace's VP of WW Partner Business. Over the last 21 years he has successfully tackled the challenges of building and operating pan-European product line focused sales organization at Dynatrace. With a proven track record in the development and management of profitable revenue growth.

At Dynatrace, prior to running WW Partner organization, Michael was responsible for pan-EMEA sales and technical sales teams for both direct and partner led business. In addition, Michael has been involved in strategic development and direction setting of Dynatrace's offering and directly involved in many of Compuware’s historical key acquisitions (Dynatrace was formally Compuware's APM business Unit).

Michael is a well-known and talented industry keynote speaker and is a regular commentator in the IT and business publications. He has presented at over 480 industry events in last decade, and is regularly addressing audiences in excess of 200+ people.

Over the years, Michael has built and enabled numerous global strategic commercial relationships with OEM partners, SI's, services providers (e.g. BT; DXC; Fujitsu; SAP; ATOS) and with value added resellers and distributors across EMEA.

Before joining Compuware in 1998, Michael was the manager of global high touch premier customer engagement program at Madge Networks as well as maintaining Madge’s technology alliances, with the like of Dell, Microsoft and Compaq/HP.


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