Profissionais em pé de guerra – Como eliminar esse problema?

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Sabe quando você entra em uma empresa e logo percebe um clima competitivo, só que não de forma benéfica, mas sim a competição interna por poderes que na verdade não existem? Estou falando de áreas onde necessitam diversos profissionais de inúmeras áreas em atuação conjunta… O grande problema das empresas.

Nós, que trabalhamos diretamente com TI ou pelo menos (no meu caso) que convivemos com essa realidade, temos o desgosto de ver isso constantemente. Pessoal de planejamento querendo se destacar nas custas do pessoal de criação, a criação esnobando o setor de desenvolvimento, o atendimento dizendo que nada seriam sem ele… Enfim, uma guerra de ‘quem pode mais’.

Eu gostaria de levantar uma bandeira aqui, a bandeira Branca – pedindo em prol dos clientes, dos gestores e até mesmo dos colegas de trabalho de profissionais com esse instinto competitivo não saudável. Que tal, pararmos para refletir?

O cliente procura, ou é procurado por um profissional da empresa, esse é o gerente de contas, ou atendimento, ou seja lá como for nomeado o profissional responsável pelas contas da sua empresa, logo, esse profissional captura todas as informações necessárias para que um profissional em estratégia, ou gestor de desenvolvimento possa avaliar o nível daquele projeto. Logo temos um projeto mais sólido e de uma idéia temos algo para trabalhar a criação visual, aí entra em cena o pessoal que trabalha com a criatividade. Novamente o projeto volta por completo para o gestor (claro que ele sempre deve monitorar – é só a critério de exemplo) ou para o planner e esse repassa informações para o atendimento que mantém sempre o cliente atualizado… Claro, que eu pulei inúmeras outras atividades e cargos, fiz algo mais genérico para ser o mais simples e objetivo possível.

O que é possível avaliar nesse exemplo? Simplesmente o óbvio, todos temos funções importantes, independente do seu nível de conhecimento, salário, cargo, tempo de casa (isso ainda é levado em conta?), experiência ou se tem um currículo com inúmeras certificações formando uma sopa de letrinhas quase que indecifrável. Não importa, o projeto depende de todos, posso até dizer que a tia do cafezinho também ajuda muito, porque é o cafezinho dela que nos mantém despertos e supostamente saciados para continuar na frente do computador por horas à fio.

Essa guerra por poderes, ou sensação de importância faz com muitos projetos demorem mais do que o esperado, alguns até poderiam ser entregues antes do tempo, mas no caso, não é porque a guerra do ‘sei mais que você’ fica impedindo a continuidade do trabalho.

Vale lembrar que todo o projeto tem um (deve ter) um gestor, e todos possuem um cliente a agradar, então, o que vale aqui é lembrar que temos que nos posicionar como profissionais que somos, unirmos em prol de qualquer projeto – afinal, somos pagos para isso, e fazer o melhor trabalho possível em conjunto.

Alguns profissionais tem uma grande dificuldade de ouvir “NÃO”. Eu reconheço que já passei também por essa fase, na verdade, ninguém gosta, não é mesmo?

Portanto, é importante saber se posicionar a favor da coletividade, uma hora ou outra seu palpite será levado em consideração. É tão enriquecedor quando profissionais se unem para palpitar no trabalho dos outros colegas e indicar caminhos alternativos, isso claro, quando os demais possuem o mínimo de lógica e conhecimento daquela função a qual estão lançando palpites. Tudo isso pode levar um projeto medíocre a um patamar de qualidade muito superior ao esperado. Em tempos de comunicação global e redução de distancias em prol da coletividade não entendo como profissionais tão inteligentes e que trabalham justamente em função de fazer com que tudo seja mais conectado possível tendem a esquecer da força da coletividade.

Uma das grandes dificuldades das empresas em contratar profissionais está justamente na análise comportamental, ou seja, como devemos avaliar esse candidato à vaga de forma que consigamos extrair informações que possam nos mostrar se esse é um profissional emocionalmente saudável ou que poderá ser um problema de instabilidade emocional futuramente na empresa.

Espero que isso sirva de reflexão, pois ao escrevê-lo, serviu para mim também.

Abraço a todos

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Luiz Castro Junior

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Diretor da Alpis Consultoria.
Consultor Certificado 8 Ps - Marketing Digital, Planejamento Estratégico digital, Gestor de Projetos.


5 Comentários

Mauricio Costa
1

Texto bastante interessante. Presenciei isso algumas vezes e realmente não consigo entender a postura de certos profissionais.

Quando você diz que está na faixa dos 20 anos alguns profissionais com mais tempo de profissão
ainda acreditam que falar “como você não conhece COBOL ou Mainframe” é algo de se orgulhar. Tenho ciencia da importancia que ambas tecnologias tiveram (e ainda tem) para o desenvolvimento. Mas não é crime aprender coisas novas.

Parabéns pelo texto.

Luiz Castro Junior
3

Mauricio e Alan,

Muito obrigado pela leitura e por cometarem… Mas, apesar de utópico, sonho que um dia tudo isso não passará de um triste filme de terro com seu horário pré estipulado para terminar.

Quando tivermos mais profissionais emocionalmente equilibrados creio que teremos sempre qualidade superior. Afinal de contas, é por isso que as mulheres tem se diferenciado nesse mundo machista – crédito a elas que normalmente são mais flexíveis, atenciosas e sociáveis.

Sucesso, um forte abraço.

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