A importância do uso de uma Real-Time Blackhole List em uma organização

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O desenvolvimento da informática faz com que as empresas se automatizem cada vez mais nos seus processos internos, trazendo inúmeros benefícios para os empresários e para os seus funcionários. Essa automatização tem um papel fundamental no sucesso do negócio, pois a concorrência no mercado é tão grande que se o empresário não souber gerir direito o seu empreendimento, estará fadado ao fracasso financeiro ou perder grandes clientes por falta de agilidade e competência.

Agregado a otimização, a empresa necessita divulgar o seu produto/serviço no mercado para conseguir alcançar o consumidor final para que ele compre ou pelo menos tome ciência do que está sendo comercializado. Essa divulgação nada mais é do que a realização da publicidade do produto, uma técnica utilizada no marketing que tem como objetivo criar ou mudar os hábitos do consumidor para levá-los a adquirir o que se está ofertando.

E com isso, podemos observar a utilização de uma das estruturas do Marketing (conhecidos como os 4 P’s – Produto, Preço, Ponto de Vendas e Promoção) que é a promoção do produto, um esforço persuasivo de comunicação a respeito da organização como forma de comunicação promocional comumente utilizada pelas empresas e organizações para se comunicarem com o seu mercado.

Entretanto, o que temos visto ultimamente é a utilização de ferramentas de promoção em massa que se contrapõe à venda pessoal, abusando excessivamente de envio de e-mails promocionais diários sobre o mesmo produto/serviço, ocasionando um recebimento e envio de milhares de e-mails de divulgação para toda a parte do mundo.

A consequência imediata desse uso de divulgação em massa é o trânsito de milhares de mensagens virtuais e muitas destas acabam só fazendo volume desnecessário nas caixas postais dos destinatários, que nem sempre possuem o perfil do consumidor relacionado ao produto em questão.

Esses e-mails indesejáveis que acabam poluindo as caixas postais dos usuários são conhecidos como spam. Para uma empresa, é perda de tempo e produtividade ter seus funcionários gastando minutos preciosos de produção para simplesmente limpar a sua caixa postal com mensagens virtuais promocionais. E o pior é que o recebimento desse tipo de e-mail se repete todos os dias, e se a empresa não tiver uma solução adequada, a “sensação é de secar gelo com toalha de papel”.

Uma forma de minimizar esse impacto na organização, é a implantação e configuração de Real-Time Blackhole List, que são listas “negras” de IPs gerados por organizações internacionais relacionando os computadores que geram SPAM na internet.

Cada órgão tem o seu critério para inserir ou remover da lista os endereços IP suspeitos de enviar SPAM. Quando queremos que o nosso servidor de e-mail, dentro da empresa, consulte uma dessas lista para verificar se o IP de origem é um spammer conhecido, o servidor tem que estar configurado para buscar o ip do servidor de origem na Blacklist (lista negra) informada nas configurações de nosso servidor corporativo. Caso esteja cadastrado, o seu servidor de e-mail irá ignorar a conexão e, assim, sua caixa postal corporativa não receberá o tal temível e-mail indesejado.

Agora, se você quer utilizar uma outra forma de controlar o recebimento de spam (e que dá mais trabalho) é fazer com que, por padrão (default), o seu servidor de e-mail negue todas as conexões de servidores de origem e somente receberá o e-mail origem após o seu servidor de e-mail consultar uma Whitelist (lista branca) onde constará o IP dos servidores de e-mail de origem que não são conhecidos como spam.

Eu não aconselho utilizar a técnica do whitelist, porque basta uma oportunidade do servidor “legítimo” que se encontra nesse tipo de lista branca enviar um spam para que a sua empresa receba o e-mail indesejável. Se você pesquisa em uma lista negra antes de receber um e-mail, é mais provável a recusa de um servidor que você nunca teve contato, pois basta esse servidor de spam entrar na lista negra que automaticamente o seu servidor de e-mail começará a recurar o recebimento de e-mails dessa origem.

Na lista branca, você, como administrador de TI, vai ter que retirar um servidor, que antes não era classificado como spammer, manualmente para que impeça o recebimento de e-mails. Um trabalho a mais sem necessidade.

Portanto, a importância no uso de uma lista de consulta em tempo real de possíveis servidores spammers, torna o processo de recebimento de e-mails mais otimizado e diminui o risco das caixas postais corporativas ficarem repletas de mensagens indesejáveis.

Segue abaixo alguns exemplos de listas RBL para se configurar no seu servidor de e-mail:

Você também pode pesquisar manualmente se um determinado IP está em alguma lista negra. Acesse o link abaixo e digite o IP suspeito:

Até a próxima!

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Roney Medice

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Coordenador de Segurança da Informação do Terminal Retroportuário, no Porto de Vitória-ES, com mais de 23 anos de experiência na área. Consultor de Segurança da Informação do Grupo Otto Andrade. Membro Fundador do CSA - Cloud Security Alliance, Membro do Comitê ABNT/CB-21 em Segurança da Informação. Graduado em Ciência da Computação, Direito e MBA em Gestão de Segurança da Informação.


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