BYOD: não dá para fugir

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O Brasil ainda é um país em desenvolvimento, mas mesmo assim, quando se trata de tecnologia para uso pessoal, principalmente mobile, os números chamam a atenção. Uma pesquisa divulgada recentemente pela Nielsen mostra que 84% dos brasileiros possuem celular, sendo que 36% deste total são smartphones, ou seja, de cada dez brasileiros três utilizam smartphones. As empresas não podem ignorar este cenário. Se uma pessoa possui um aparelho que lhe oferece diversos recursos, certamente, utilizará no ambiente de trabalho e na maioria dos casos para realizar alguma tarefa que envolve dados da empresa.

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Apesar de estar sendo muito comentado nos últimos tempos, ainda há muito que evoluir quando se fala em Bring Your Own Device (BYOD). A produtividade dos funcionários ainda é um ponto muito questionado, mas, certamente, a segurança das informações deve ser a principal preocupação das empresas. E para obter segurança existem diversos pontos que precisam ser observados.

Quando se fala em dispositivo móvel pode ser um smartphone, um tablet ou um notebook. O uso mais comum dosmartphone, por exemplo, é para o acesso a e-mails. Se este aparelho é roubado ou perdido, como garantir que informações confidenciais da empresa não caiam em mãos erradas? Outra questão é se o funcionário usa um notebookpessoal para trabalhar e tem acesso a rede corporativa. É importante garantir que se o computador pessoal tem um código malicioso a rede não seja afetada. Por essas e outras, o BYOD não pode ser negligenciado. Todos esses detalhes são importantes na hora de garantir a segurança da rede e, por consequência, dos dados.

As companhias que já se deram conta de que é importante cuidar das informações que são transmitidas via dispositivos móveis estão adotando as soluções de Mobile Device Management (MDM), que asseguram que os dados estejam protegidos em qualquer situação, até mesmo nos casos de perda do aparelho. E os investimentos nestes software de gerenciamento só aumentam. A expectativa é que o MDM tenha um crescimento de 27,3% ao ano, segundo a consultoria Analysys Mason. Neste ritmo, os investimentos que neste ano são de US$ 574,8 milhões passarão para US$ 1,5 bilhão em 2018.

Mas, além de investir em tecnologia – identificando, monitorando e controlando os usuários –, é importante também apostar na conscientização dos colaboradores, para que entendam a complexidade da rede e todos os riscos e consequências que podem ocorrer em decorrência do mau uso. Uma boa alternativa é criar políticas de segurança, por exemplo.

Vale salientar que os cuidados com o BYOD devem ser tomados por qualquer empresa, seja de grande, médio ou pequeno porte. Certamente, em uma empresa menor há uma relação mais estreita e é mais fácil de observar a forma como esta sendo feito o uso das redes. Mas as equipes de TI de organizações menores são mais enxutas e nem sempre estão preparadas para a rapidez com que a tecnologia corporativa está se transformando. Por isso, todo o cuidado é pouco, independente do tamanho da empresa. Afinal, todas as organizações possuem informações importantes que precisam ser preservadas.

Há um ditado que diz que se você não pode combater o inimigo deve se unir a ele. É certo que cada empresa possui um perfil e deve acompanhar a evolução tecnológica de acordo com a sua cultura. Mas não há como fugir da rapidez com que os avanços estão acontecendo. É fundamental acompanhar os fatos de perto, sem preconceitos e, principalmente, sem acreditar que está longe da realidade da empresa. Existem soluções para companhias de todos os perfis e o melhor é se precaver. Afinal, o seguro morreu de velho.

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1 Comentários

Fagner
1

Não é tão simples assim…..
Funcionário quer utilizar sem device particular na rede da empresa.
Empresa já tem seus problemas para tratar com infra e segurança. Surge mais uma demanda. Terá que contratar serviços extras de segurança, instalação de software, monitoramento diferenciado, criação de novas regras de acesso e confidencialidade das informações, etc…etc…etc.
Esse é o lado de custos com infra e pessoal para monitorar.
Depois você tem o “custo” mais complicado de gerir, que eu inicio com essa parte do artigo: ” …importante também apostar na conscientização dos colaboradores, para que entendam a complexidade da rede e todos os riscos e consequências que podem ocorrer em decorrência do mau uso.” Lidar com a questão pessoal nessa situação é muito difícil. Você vai gerar demanda para setores como RH, TI e Jurídico para, continuamente, reforçar políticas e atitudes que o funcionário deve ter ao utilizar seu equipamento particular na rede empresarial.
Será que vale tanto esforço? Tanto investimento?
Lembrando que um técnico externo ou vendedor, receberem informações em seus telefones não caracteriza BYOD. Você não está tendo acesso ativo às informações da empresa.

Conheço empresas que permitem a seus funcionários utilizarem seus devices na empresa, porém disponibilizam apenas uma internet específica, diferente da utilizada pelos equipamentos do domínio da empresa.
Funcionário não quer levar seu smartphone para acessar informações da empresa. Ele quer internet. E ponto final.
Claro que nesse artigo não teríamos as duas faces da questão do BYOD, pelo fato do senhor João Moretti representar uma empresa que presta serviços na área. Seria um tiro no pé tratar no artigo, sobre os contras em permitir o acesso de equipamentos “fora de padrão” na rede empresarial.
Abraço.

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