Documentário mostra a rotina de profissionais que trabalham com moderação de conteúdo na internet

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Em conjunto com todas as coisas boas que a internet nos oferece, existe um submundo virtual cheio de maldade e coisas ruins, onde ganham destaque conteúdos ofensivos relacionados a violência, pornografia, pedofilia, maus tratos a animais, terrorismo e afins.

Esse tipo de conteúdo ofensivo geralmente não chega até a grande massa de usuários da internet e principalmente das redes sociais. Mas para que isso aconteça existe muito investimento em sistemas com algoritmos computacionais complexos e muita dedicação de profissionais atuando para identificar e moderar esse tipo de conteúdo.

Com o objetivo de mostrar como é feita essa moderação de conteúdo por profissionais na Índia, o jornalista Adrian Chen e o diretor Ciaran Cassidy criaram o documentário “The Moderators”. O documentário retrata o dia a dia da indústria de moderação de conteúdo de serviços online e mídias sociais, onde atuam mais de 150 mil profissionais, em empresas que prestam serviço para Google, Facebook e centenas de outros serviços na internet.

Quando um usuário abre o Facebook ou faz uma busca no Google, de modo geral não é exibido conteúdo com pornografia e violência. Por quê?

Com essa pergunta simples o instrutor de uma sessão inicia o treinamento com sua equipe.

Esse é objetivo do trabalho desses profissionais que atuam com a moderação de conteúdo, identificar conteúdos ofensivos e definir quais fotos, vídeos, áudios ou textos devem ser removidos ou categorizados como explícitos, além de tentar identificar perfis falsos na rede.

Porém, o objetivo principal do documentário é identificar e apresentar os efeitos que a exposição contínua a conteúdos com violência, maus tratos a animais, pornografia e pedofilia causam nos profissionais. Podemos perceber que a rotina desses profissionais pode se tornar bastante sombria, por se depararem continuamente com imagens ou vídeos perturbadores. Por isso, é importante um acompanhamento bastante próximo da equipe, para detectar qualquer impacto negativo que essas atividades possam estar causando.

Assista ao documentário The Moderators abaixo.

Mesmo havendo toda essa preocupação de empresas como Google e Facebook e tantos outros serviços online, é importante tomar medidas para que você, colegas, amigos e familiares não estejam expostos a esse tipo de conteúdo explícito e ofensivo, pois, da mesma forma que para os profissionais que atuam com a moderação do conteúdo, qualquer usuário pode sofrer algum tipo de influência negativa, que pode inclusive causar traumas e até mesmo levar a ações prejudiciais a si mesmo e outras pessoas.

Uma forma bastante simples de restringir o acesso a conteúdos explícitos é ativar o serviço de mecanismos de busca chamado SafeSearch, que faz com que conteúdos ofensivos não sejam exibidos nos resultados em buscas na internet. Sugiro esse artigo que demonstra como é possível configurar o SafeSearch em seu computador ou na rede da sua empresa, escola ou residência.

Também é recomendada a utilização de serviços de gestão do uso da internet, tanto em empresas como residências, que permitam controlar o uso da rede e evitar a navegação em sites que exibam conteúdos relacionados a violência, pornografia e afins.

Para concluir, é importante lembrar que a internet também tem muitas coisas negativas e precisamos evitar qualquer tipo de interação com esses conteúdos. E como usuários de internet ativos, saibamos usufruir da infinidade de serviços que facilitam e tornam a nossa vida melhor, evitando qualquer tipo de conteúdo negativo existente na rede.

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Cledison Fritzen

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Formado em Sistemas de Informação, com experiência em desenvolvimento de sistemas e gestão de TI. MBA em Marketing e Vendas pela FGV e diretor de marketing e vendas no Lumiun Tecnologia.


2 Comentários

Rodrigo
1

Assisti um seriado em estilo documentário chamado Darknet e um dos episódios trata justamente desse assunto. Mostra o quão perturbador pode ser lidar com esse tipo de conteúdo. Profissionais foram afastados de suas atividades para se tratarem devido a quantidade de “absurdos” que viam diariamente.

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