Tão cheios de informação que não consumimos informação nenhuma

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A informação nos cerca por onde quer que nós estejamos. São tantas fontes de que não sabemos qual consumir.

Às vezes nem damos conta, mas os e-mails e mensagens que nos lotam, ficam para depois e dizemos que demoramos para responder por causa da correria. Mas será mesmo? Será que tanta correria justifica 99% de nossas respostas conterem essa desculpa?

A informação que nos chega ajuda a construirmos uma base de conhecimento cada vez maior em nossa mente, todos os dias. Mas também pode nos causar um estresse cerebral grande e tornar nosso pensamento cada vez mais acelerado e até mesmo um escravo dessa quantidade enorme de dados que chega o tempo todo.

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No livro “Ansiedade – O Mal do Século”, de Augusto Cury, ele nos apresenta um trabalho de anos de estudos que é chamado de SPA (Síndrome do Pensamento Acelerado).

Especialistas dizem que a síndrome do pensamento acelerado não é uma doença, mas sim um sintoma vinculado a um quadro de transtorno de ansiedade. As pessoas mais vulneráveis geralmente são aquelas que são avaliadas constantemente por conta das suas obrigações profissionais, não podendo desligar-se um minuto sequer, caso contrário o trabalho é comprometido.

Quando se tem um turbilhão de coisas sendo agregadas em nosso cérebro, o coitado mal tem tempo de trabalhar com essas informações, mal consegue fazê-las terem um sentido prático, pois não consegue compreendê-las.

Com o objetivo de compreender as preferências no consumo de conteúdo online, a AOL lançou em Setembro de 2016 o estudo global Content Moments. A partir de 32 mil respostas a um questionário enviado a pessoas entre 16 e 64 anos, a pesquisa analisou 55 mil interações dos consumidores com conteúdo online em oito países. Cerca de 4.000 respondentes do Brasil participaram.

Os dados foram divididos por momentos, já que o conteúdo atende a diferentes necessidades dos indivíduos ao longo do dia. Como resultado, o estudo apresenta oito perfis universais de momentos de consumo de conteúdo: Inspiração, Estar Informado, Busca, Conforto, Conexão, Sentir-se Bem, Diversão e Atualizado.

Os resultados do Brasil acompanharam as médias mundiais: 40% dos momentos dividem-se igualmente entre Inspiração e Sentir-se Bem.

Mas se estamos consumindo informação de maneira tão alucinada, será que estamos realmente consumindo conteúdo e tornando esse conteúdo parte de nosso conhecimento ou estamos apenas passando os olhos por mais e mais palavras? Como fica o aprendizado?

Pense que aprender a aprender é algo que inclusive vem sendo tratado por alguns estudiosos do cérebro humano, pois cada vez mais o Ser Humano desaprende a agregar informações e trabalhar com elas em seu cérebro.

É aquela velha questão da escola, onde aprendemos diversas coisas e tudo o que não praticamos ou exercitamos nos deixam na mão, vão embora do cérebro. Mas porque vão embora? Se já estiveram lá por que não continuam quietas e paradas lá?

Comece a ter mais controle do seu feed de informação diário. Não estou me referindo às redes sociais somente, mas todas as fontes de informação que lhe chegam diariamente. Aqui vale até mesmo virar um “super metódico”, criando uma rotina diária para consumir conteúdo e compreender as coisas que estão chegando até você.

Algumas vezes, quando puder, dê um intervalo para seu cérebro, um descanso. Permita que ele compreenda tudo que obteve de informação e possa te ajudar a ser uma pessoa mais rica em conhecimento.

Pare de ser um zumbi na internet e comece a entender, de verdade, o que está acontecendo ao seu redor. Pense nisso!

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William Meller

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Fundador do Portal Sucesso Jovem, Analista de Projetos/PMO na Totvs, Voluntário no PMI e colunista de diversos sites.


1 Comentários

Mauricio de Liz
1

Ótimo post e com boas referências!!!

Vale muito mais poucas noticias de boa qualidade do que muitas de péssima qualidade. Nos dias atuais estamos naufragando na Internet e não navegando, levando ao pé da letra, navegação é quando temos o objetivo de onde queremos chegar.

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