Como definir e manter o controle sobre objetivos na Gamificação

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Não se surpreenda se houver um aumento repentino de empresas procurando estratégias de gamificação para sua comunicação ou marketing com seus consumidores. 2016 foi um ano muito ruim para a economia brasileira, mas revelou fenômenos extravagantes no mundo dos jogos, do tipo Pokemon Go que alcançou o posto de app mais baixado na Apple Store e o jogo mais baixado na loja do Google.

A gamificação está aí já faz um bom tempo, tendo seu maior buzz em 2010 após uma lendária palestra no Ted da Jane Macgongail e, apesar disso, ainda há muita discussão sobre seus limites e campo de atuação. Mas o que realmente permeia a mente de gestores é a dificuldade de objetificar ações empresariais gamificadas.

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Por isso, separei 3 dicas que vão ajudar bastante:

Tenha objetivos bem fundamentados e mensuráveis

Na maioria dos casos a gamificação é uma estratégia ligada ao marketing de uma empresa e não deve ser tratada como um anexo do planejamento. Se a sua estratégia é conquistar novos mercados, todas as mecânicas ou elementos de jogos aplicados na ação devem consolidar ou intensificar os resultados propostos.

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Saber exatamente quais as métricas, indicadores e KPIs serão aplicados pode tirar um grande peso da sua consciência e aquela sensação de investimento perdido no final da ação. Esse é, aliás, um dos maiores erros cometidos por quem tenta investir em gamificação. Muita gente fala sobre o poder de conectar mensagens com a experiência dos jogos, mas quantas tem índices e cases para mostrar isso aplicado em uma campanha? Poucas, eu sei.

Reúna áreas diferentes e envolva todos no processo

Com todos os objetivos claros, o segundo passo (tão difícil quanto o primeiro) é reunir todos os envolvidos. Pode parecer que estou querendo tornar tudo mais complexo, mas acredite, eu passei por essa etapa e hoje sei o quanto é essencial.

Em um evento que reúne os maiores players de um mercado qualquer alteração na experiência podia significar uma vantagem competitiva para a concorrência, isso é simplesmente inaceitável em algumas dimensões de mercado, não há espaço para perder.

Por isso, todos devem estar afinados, do departamento jurídico ao de vendas, que terão que lidar com patrocinadores, clientes ou fornecedores. Alguns destes departamentos irão se tornar sentinelas da sua gamificação, a porta de entrada ou saída para investir nelas, mais precisamente o primeiro ponto de imersão – você precisará usá-los como metagaming e não desperdiçar a oportunidade criada por esse ponto de contato.

Outros departamentos saberão lidar com seus consumidores muito melhor do que um game designer (que nem sempre tem conhecimentos de mercado e branding), então muitas reuniões precisarão acontecer antes de sua gamificação estar pronta para ser lançada. Compreenda todos que achar necessário para fundamentar seus objetivos.

Deixe o jogo fluir e concentre-se nos índices

Gamificação não é a mesma coisa que game design, a gamificação precisa construir um funil ou uma jornada que leve a ações específicas. Em muitos casos são essas ações que vão bancar todo o projeto e por isso os índices e métricas definidos no começo devem ser monitorados durante toda a experiência da ação.

Apenas lembre-se que esses indicadores fazem parte da engrenagem estratégica e que não devem estar acessíveis ou perceptíveis aos clientes ou jogadores, faça com que tudo seja divertido. Considere inserir uma boa camada de storytelling para dar sentido lúdico às mecânicas de jogo. Já encontrei CIOs se sentindo verdadeiros heróis e posso garantir que é inspirador ver esse nível de fantasia intensa quebrando as barreiras da realidade com empresas muito sérias.

Escrito por Alê santos, colaborador da Escola Brasileira de Games e que ministra em São Paulo, no dia 03 de Junho, o Workshop “Gamificação com Imersão NarrativaInscreva-se com 10% de desconto (cupom: JC1105)

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