Nada é de graça – e isso não é um problema!

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Ultimamente tenho visto muitos posts no LinkedIn (quase diários) de pessoas comentando que alguns outros posts podem ser tendenciosos. Alguns exemplos, como: “eu ajudei alguém a se recolocar”, “refiz o currículo de tal pessoa e ela se recolocou em 10 dias”, “planilhas milagrosas que eu criei”, “refiz o currículo dessa pessoa, de graça”, entre muitos outros que podemos ver na rede. A minha ideia aqui não é julgar se isso é bom ou ruim e nem para identificar o que isso faz para a reputação de cada um. É para mostrar que não tem nada de errado nisso! Explico.

Todo mundo está no LinkedIn (ou em qualquer outra rede social) por um propósito.

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Tem pessoas que estão só para ter um currículo online – colocam o seu cargo atual, os anteriores, algumas informações básicas sobre o que faz e não interage em nada com a rede;

Outras que não gostam de expor as suas ideias – tem um “gostei” em artigos de vez em quando, um ou outro comentário daqueles “Ótimo artigo”, mas sem interação com a rede;

Outras escondem-se atrás da empresa, compartilhando apenas essas informações – se tem uma vaga lá na empresa que trabalha, compartilha; saiu uma notícia na mídia também. De resto nada;

Outras compartilham tudo que veem pela frente – desde como refazer o seu currículo até como está a energia solar na África.

Alguma dessas pessoas está fazendo alguma coisa errada? E porque as outras pessoas que compartilham essa “ajuda” a outras pessoas estão?

Tudo o que fazemos é uma troca. E na maioria das vezes pode não ser uma troca justa para um dos lados. Isso não quer dizer que esteja errado.

Porque achamos que isso é um problema?

Vamos a alguns exemplos:

  • João refaz currículos e altera todo o perfil de uma pessoa no Linkedin. Cobra por isso e ninguém vê isso como um problema. Tem gente disposta a pagar para ele fazer isso, já que ele é um ótimo profissional! Pode parecer uma troca justa para alguns, mas imagine para quem está desempregado e aqueles R$200,00 fariam a diferença? Justo para alguns, injusto para outros…
  • José ajuda algumas pessoas a refazer o seu currículo. Não faz isso toda hora, mas faz “de graça”. Depois que refaz o currículo posta para a rede inteira que o fez. Pode parecer uma troca injusta para alguns – “Ele está se mostrando ou não faz apenas por boa fé”. Mas continua sendo uma troca, que pode ter sido ótima para ambos os lados. De novo, justo para alguns, injusto para outros…
  • Maria faz a revisão do currículo, não cobra nada e não posta nas redes sociais que fez. Permanece anônima. Todos pensam: “está aí, ela é um exemplo de uma pessoa boa”. Mas você sabe o que faz ela se sentir bem? O que massageia o seu ego? E se um “obrigado” depois de refazer o currículo for suficiente, então essa troca foi justa? Justo para alguns, injusto para outros…

O que há de mal em ser uma troca?

Acho que já deu para perceber que acho que tudo por aqui é uma troca, certo? Não só aqui, como na vida. Tudo deve ser recompensado! E tem várias formas de recompensa: dinheiro, publicidade, visibilidade, reconhecimento, carinho, obrigado e muitos outros.

Não tem nada que fazemos apenas por fazer. Sempre esperamos um retorno. Pode ser um retorno mínimo, ou as vezes, um retorno enorme!

Mas a nossa vida é feita de trocas, certo?

E você, o que acha disso? Acha que tudo o que faz necessita de uma troca?

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Leandro Liez

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A minha experiência como executivo de TI mostrou-me que o foco do desenvolvimento das equipes não está nas qualidades técnicas, e sim nas qualidades individuais de cada um.
Também sou apaixonado por novas tecnologias (como BlockChain, Machine Learning, IOT e Inteligência Artificial) e estou sempre pronto para aprender e ensinar coisas novas.
O relacionamento com o cliente sempre fez parte do meu dia a dia: monitorando, gerenciando e controlando o escopo do produto/projeto e agregando valor as soluções apresentadas.
Durante toda minha carreira, adquiri conhecimentos técnicos específicos, muito úteis para abordagens técnicas com a estrutura organizacional.


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