A importância de um ambiente de homologação

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A economia gira em torno do consumo que a população realiza nos diversos países de nosso planeta, seja adquirindo produtos ou serviços. E as empresas, para conseguirem se manter no mercado e evitar a sua falência, tem que fazer o dever de casa bem feito como: planejar, controlar, cuidar, administrar, inovar… enfim, precisa de ferramentas tecnológicas para dar conta do recado.

O caminho natural é a compra ou o desenvolvimento próprio de softwares de gerenciamento do negócio para que o empresário saiba como anda as finanças de sua companhia, sem falar que é obrigatório em determinados segmentos da economia a emissão de nota fiscal eletrônica. Nem preciso mencionar que a evolução tecnológica chegou ao ponto que as informações fiscais e contábeis das empresas são enviadas para o governo através de arquivo digital, informações estas geradas por programas de informática.

Todavia, nada adianta ter toda a tecnologia se o empresário não se preocupar com a manutenção e com as atualizações dos sistemas existentes na empresa. É natural que a cada nova mudança na legislação, os softwares corporativos precisam se adequar e para isso, não há outra alternativa senão efetuar a tão temida “atualização”.

Esse é um momento crucial na vida corporativa, pois basta realizar uma atualização do ERP (software de gestão corporativa) com algumas falhas de programação para que surja uma enorme dor de cabeça tanto para o profissional de TI que realizou a atualização como para o dono da empresa, que não pode correr riscos que levem sua empresa à falência.

Tive a oportunidade de trabalhar em uma empresa que revendia software e eu era o responsável pelo departamento de testes de software da empresa, com 5 analistas e 1 programador. A responsabilidade era tão grande que bastava um erro matemático no programa em centavos, que poderia levar a uma perda de faturamento diário muito grande, devido ao grande giro de capital que o software controlava.

Um certo dia, fazendo um teste rotineiro, resolvi testar uma função do sistema que para muitos pode ser bem simples. Entrei no software e executei a função “abertura de caixa” (função que no comércio seria o inverso do relatório Z, Y, X… que ao final do dia você tira um “razão” do caixa e confere o movimento do dia, verificando o registro no sistema com os valores recebidos). Essa abertura quer dizer que o estabelecimento está abrindo o seu funcionamento e o valor do caixa inicial será o indicado no sistema.

O sistema indicava saldo de R$ 10,00 de caixa inicial (muito útil para ter um saldo inicial que permite troco) e “sangrei” R$ 9,00 (nove reais) no caixa a título de empréstimo. Mesmo achando improvável, sabendo que o sistema indicava saldo inicial agora de R$ 1,00 devido ao “empréstimo” realizado, tentei sangrar mais R$ 9,00 (nove reais) e para a minha surpresa, o sistema PERMITIU! No mesmo instante, abri um registro de não conformidade, comuniquei a empresa detentora do software o que impossibilitou de atualizar o sistema no cliente final por conta dessa função que estava errada.

Com isso, a importância de se fazer um ambiente de teste antes de efetivamente atualizar no ambiente de produção é fundamental para qualquer empresa e qualquer software, mesmo os mais simples como o próprio Sistema Operacional. Quem não se lembra de uma atualização de um determinado fabricante de software que após a atualização milhares de máquinas se recusavam a iniciar?!

O ambiente de homologação deveria ser obrigatório e sua fiscalização também. Entretanto, com o mercado voraz e a concorrência muito acirrada, atrasos em atualizações podem gerar prejuízos financeiros nas empresas, o que leva muitos empresários a decidir em atualizar os softwares diretamente no ambiente de produção para corrigir determinados problemas, sem analisar que com essa ação, estará acarretando em outros problemas e deixando os sistemas vulneráveis.

E você, já implantou um ambiente de homologação ou faz tudo em produção mesmo? :)

Até a próxima!

Originalmente publicado em Blog Roney Médice 

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Roney Medice

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Coordenador de Segurança da Informação do Terminal Retroportuário, no Porto de Vitória, com mais de 22 anos de experiência na área. Consultor de Segurança da Informação do Grupo Otto Andrade. Membro Fundador do CSA - Cloud Security Alliance, Membro do Comitê ABNT/CB-21 em Segurança da Informação. Graduado em Ciência da Computação, Direito e MBA em Gestão de Segurança da Informação.


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