Minha Formação é Diferente da Exigida no Edital, e Agora?

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Salve, salve, Galera!

Professor Walter Cunha novamente na área… 

Vamos falar de um tema hoje bastante espinhoso: a formação do candidato diverge (pelo menos, literalmente) da formação transcrita no Edital do Concurso. 

Quem já não passou por isso? Eu já! Sou engenheiro eletrônico de Formação, mas desde a faculdade me especializei na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. 

- Walter, e por que ocorre tanto isso? 

Por várias razões, como vai ficar claro ao longo desse artigo…

Aspecto 1: Ninguém sabe direito o que é TI

A indefinição é tanta que já até se prefere chamar de TIC, acrescentando o ramo das Telecomunicações, a qual se tornou indissociável da TI (esta, historicamente formada por Hardware/Arquitetura e Programação/Engenharia de Software). Paralelamente a esse entendimento, existe também uma corrente de pensamento que acha que TI se restringe ao desenvolvimento de software; ainda, há outra que já quer que a sigla seja TICS, acrescentando Segurança (de Ativos) ao bolo. Sobre isso, é emblemático o caso de uma estagiária que achou que a minha assinatura como supervisor de estágio não seria aceita pela faculdade (de sistema informação). Segundo ela, um engenheiro eletrônico não seria de TI(?!?). Aí, eu perguntei quem ela achava que projetava os DSPs dos computadores… Enfim, se nem os próprios profissionais da área chegam a uma conclusão, imagine o “coitado” que vai julgar a admissibilidade dos diplomas no concurso. E veja que eu nem citei a parte de Governança de TI e seus Analistas de Negócio…

Aspecto 2: A Falta de Uniformização dos Nome dos Cursos de TI

Aqui é a treva! Antigamente existia o curso de Processamento de Dados, que passou a se chamar simplesmente Informática, depois evoluiu para Ciência da Computação. E paralelamente seguiam-se as Engenharias (com a pesada carga de cálculo tradicional): Engenharia de Computação, Eletrônica, de Telecom, Mecatrônica, etc. Mais recentemente, surgiram os cursos mais específicos como Sistemas de Informação, Engenharia de Redes, Desenvolvimento de Sistemas, Engenharia de Software, etc. E hoje, a coisa “degringolou” de vez… Temos até cursos de “Mídias Digitais”! Sobre o assunto, segue uma publicação do mec http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/consulta_exatas.pdf  (procurar pela subárea “Informática”). 

Aspecto 3: Falta de Regulamentação da TI

Não vou entrar aqui no vespeiro de tentar defender se a Regulamentação é boa ou ruim para o Mercado (tradicionamente liberal). Mas, do ponto de vista do Governo (tradicionalmente burocrata), se não sabemos nem direito o que é TI, como vamos restringir legalmente o seu exercício? Por consequência, desconheço uma instância oficial com a função de arbitrar/dirimir os potenciais conflitos de exercício da “profissão” de TI. Então, é comum vermos concursos restringido demais (sem embasamento aparente) os cursos que podem concorrer a determinado cargo; já outros concurso “chutam o balde” e permitem qualquer formação em nível superior, levando os formados na área à loucura!

Aspecto 4: A lenda de que o Edital é a Lei do Concurso

É lugar comum o ditado: “O Edital é a Lei do concurso”, e, portanto, tudo que ele disser está automaticamente valendo. Não é bem assim… A rigor o Edital não é Lei strictu sensu, assim ele não pode criar obrigação tampouco entrar em colisão com as Leis vigentes. Traduzindo, o Edital apenas pode detalhar o que já está previsto no arcabouço legal e assim não pode restringir um exercício de profissão, se tal restrição já não estiver prevista em outro instrumento. Arrematando, como a TI de não é regulamentada, restringir cursos para determinado concurso é entrar em um terreno pantanoso. 

Aspecto 5: Existe a Lei de Criação do Cargo

Bom, se o Edital não é a Lei do Concurso e a TI não é Regulamentada, então todos os editais deveriam ser abertos? Não é bem assim também… Lembre-se de que existe a Lei de Criação do Cargo, ou seja, pode residir aí o embasamento legal para a restrição de cursos. Na elaboração da Lei de Criação do Cargo, é praxe elencar os cursos exigidos para atestar a competência recomendada ao desempenho das atividades inerentes. Claro que você pode questionar a Constitucionalidade da Lei, mas aí o buraco é mais embaixo…

Aspecto 6: Listas Exaustivas x Listas Exemplificativas

Ora, quando uma Lei criação de Cargos vai ser publicada, ela apontará os cursos com as informações da época. Pense bem, como o legislador imaginaria há 20 anos o curso de mídias digitais, por exemplo? Sendo assim, o mais recomendado seria interpretar a lista dos cursos citados nas Leis de Criação dos Cargos como “exemplificativa”, em vez de interpretá-la como “exaustiva”, a exemplo do que ocorre em muito órgãos. Imagine, por hipótese, que a Lei de criação do cargo lista apenas os cursos de “Processamento de Dados” e “Informática”. Ora, se interpretarmos essa lista como exaustiva, é provável que candidatos mais novos sejam literalmente cortados, pois esses cursos não são mais ofertados com esses nomes. Também ficariam de fora Engenheiros de Computação das melhores faculdades do País, como ITA, IME, USP, UNICAMP. E aí, fica a pergunta: foi essa mesmo a intenção do legislador?

Aspecto 7: Áreas de Interseção com outras área regulamentadas

Nas interseções que a TI eventualmente possuir com outras profissões regulamentadas, deve-se prevalecer a regulamentação destas últimas. Por exemplo, se o cargo é para ENGENHEIRO de computação. Mesmo com “computação” sendo um termo afeto à TI, deve prevalecer a exigência do bacharelado em engenheira, uma vez que “TI” não é profissão regulamentada, mas engenharia o é. Ou seja, se o nome do cargo for esse, provavelmente vão exigir o CREA. E, senão exigirem, não será surpresa se o CONFEA der uma “chegadinha” por lá…

Aspecto 8: Quem pode mais, pode menos 

Não adianta dizer: “Ah, mas o engenheiro pode fazer nosso concurso, mas nós não podemos fazer o deles. É injusto!”. É assim mesmo, pois “quem pode mais (mais específico), pode menos (mais genérico)”. O mundo não é simétrico!

Aspecto 9: Equivalência de Grades 

Bom, se o cursos não coincidem totalmente, como sair dessa? O que me ocorre de pronto é a comparação entre ementas. Ora, se os cursos, por exemplo, tem 80% da ementa equivalente, é muito provável que eles sejam equivalentes. E quem vai dizer esse percentual? Taí uma boa questão… Em último o caso, o próprio judiciário. De outro lado, também não é razoável que alguém seja desclassificado porque o nome do curso não é igual, mesmo que as ementas tenham 99% de equivalência. Concordam?

Aspecto 10:  Tecnólogo x Bacharéis. 

Esse tópico mereceria um artigo só para ele e costuma inflamar os ânimos. Por isso, calma! É comum entidades como a Petrobrás e a Perícia Criminal Federal (normalmente, com predominância de engenheiros) “discriminarem” tecnólogos em seus concursos. “Ah, mas mas isso já está pacificado, é só entrar com o mandado de segurança…” Bom, “mandado de segurança” e “pacificado” não ficam bem na mesma frase. Se eu pudesse sugerir um solução, resguardadas as vedações legais, em vez de tentar impossibilitar a participações de tecnólogos, deveria apenas se colocar um critério de pontuação de títulos, no qual o Bacharelado ganharia uma pequena vantagem. 

Aspecto 11: Curso Superior x Curso Técnico

Sim, o profissional de curso superior pode prestar o concurso para técnico sem maiores problemas, DESDE QUE na mesma área! Afinal, “quem pode mais, pode menos”. Lembra? É razoável que um engenheiro de telecomunicações concorra para uma vaga de técnico em telecomunicações, se ele assim o desejar. Já o contrário não é razoável, e, nessa caso, é expressamente vedado. Lembrando que o engenheiro ocupante de vaga técnica não terá “competência formal” para assumir a responsabilidade de engenheiro pleno perante o órgão, mesmo possuindo o bacharelado. Agora, se o cidadão fez bacharelado em Engenharia Alimentar, obviamente ele não deveria poder concorrer a um curso técnico em eletrotécnica, a não ser que o edital seja de livre concorrência.

Aspecto 12: Superior em qualquer Área mais Pós

Essa tem sido uma solução de compromisso como saída para os órgãos. Ou seja, se você não tem uma formação de TI técnico/graduação poderia compensar com um pós-graduação na área. Isso atende aquele profissionais de TI “de fato”, ou seja, um profissional que se formou em administração mas sempre atuou em TI. Em vez de pedir que ele faça uma nova graduação, ele pode fazer apenas uma pós, e o edital permaneceria (um pouco) fechado. E se o cara fez pós em Gerenciamento de Projetos, como eu, e aí, é TI ou não é? :)

Aspecto 13: Profissionais com X anos de experiência em TI

Aqui é mais uma questão para regulamentação do que para concursos. Como o concurso é burocrático por natureza, é muito complicado colocar esse tipo de verificação como critério eliminatório. O mais indicado aqui é contar como critério classificatório, ou seja, o tempo de área (até um limite) contar para uma pequena vantagem. Contudo, isso torna o concurso bem mais complexo.

Aspecto 14: A nossa Cultura de Judicialização

Imagine um servidor proativo que tenta aplicar os princípios da “racionalidade” e da “proporcionalidade” na decisão de aceitar (ou não) determinado diploma que não coincida exatamente com o Edital. O que normalmente acontece? O candidato que se sente prejudicado pode entrar na justiça e pode ser que o magistrado expeça a seguinte decisão “O servidor deve se ater apenas ao que consta no Edital”. Aí, o servidor que tentou “desburocratizar” o sistema segundo sua prerrogativa começa se arrepender e pensa: “Quer saber? Da próxima vez, se houver uma vírgula fora do contexto, eu vou travar o processo. O prejudicado que vá logo se entender com a Justiça”. Esta é, sem dúvida, uma das grades fontes da chuva de mandados de segurança nos concursos. 

Aspecto 15: Nossa “Cultura Portuguesa”

Bom, se tudo vai acabar na justiça mesmo, aqueles servidores “que querem evitar a fadiga” se sentem à vontade para aplicar decisões obtusas, as quais nós brasileiros costumamos chamar de “Portuguesas”, mas que, na verdade, são bem BRASILEIRAS mesmo! “O nome do curso não bateu, indefere”; “A ementa não bateu, indefere”; Ele é engenheiro, mas aqui tá pedindo técnico, indefere”… 

Por fim, acredito que vários desses problemas (não todos) poderiam ser resolvidos por uma Lei Geral dos Concursos. Mas enquanto ela não vem…

E aí, o que você achou da análise? Você se identificou com algum dos aspectos citados? Conta pra nós aí nos comentários. 

Bons estudos e até o próximo artigo (aceito sugestões)!

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101 Comentários

Marco Aurélio
1

Olá Walter! Também há um caso interessante. Existe uma graduação chamada: Engenharia de Software (UNICESUMAR). E ainda não há regulamentação no CONFEA. Neste caso caso haja aprovação em um concurso do tipo Petrobrás para área de TI ( Engenheiro com CREA) . Como fica este caso ? Cabe recurso ? Estou dando um exemplo Petrobrás, mas há outras estatais que utilizam na mesma cobrança.

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
2

Oi, @Marco Aurélio! Como eu tentei passar durante o texto, sempre pode haver “contratempos”. Contudo, isso absolutamente não deve ser motivo para você deixar de prestar o concurso, a não ser, é claro, que haja uma vedação legal expressa. Se for implícita, sempre caberá recurso, tanto administrativo, quanto judicial, pré e pós concurso. Enfim, o único candidato que sabe realmente o que vai acontecer é aquele que nem tentar. #ficaadica.

Robson da Rocha
3

Olá, Walter! Primeiramente, parabéns por esse e os demais posts aqui no Profissionais TI! Eu passei pelo caso do “quem pode mais, pode menos”. Gostaria de compartilhar a minha história, pois, pode servir para alguém que esteja passando pela mesma situação. Sou bacharel em Sistemas de Informação e prestei concurso para o cargo de Técnico de Laboratório / Área: Informática no IFRJ. Este cargo exigia, naturalmente, um curso técnico integral ou concomitante presente no catálogo nacional dos cursos técnicos do MEC (que eu não tinha). Antes mesmo de me inscrever, já tomei como certo o meu impedimento de posse. Desta forma, comecei a estudar sobre como me defender. Estudei sobre isso durante todo o trâmite do concurso, pois, queria estar preparado para o pior. Pois bem, passei em primeiro lugar na prova objetiva. Após homologado o concurso, fui rapidamente nomeado (cerca de uma semana depois). Durante a apresentação dos documentos, fui informado que estava tudo em ordem, com exceção do requisito de escolaridade (já esperado). De qualquer forma, pedi uma análise junto à procuradoria do instituto (para ganhar tempo). Com isso, segui o fluxo e apresentei os exames e me submeti à examinação interna. Também fui aprovado. Logo após, na data da posse, recebi a já esperada notícia: eu estava eliminado por não atender aos requisitos mínimos exigidos quanto à escolaridade. Fui, imediatamente, ao protocolo do instituto solicitar a chamada “negativa de posse” junto à reitoria. Fiz isso só para constar que estive lá e fui impedido, pois, não me deram nenhum comprovante de comparecimento, caso contrário, eles poderiam alegar a minha ausência. Juntei o protocolo de solicitação da negativa de posse ao mandado de segurança que eu já havia redigido devido ao tempo de estudo anterior. Este mandado teve como principal trunfo justamente a comparação das matrizes curriculares do curso técnico em Informática oferecido pelo próprio instituto e de minha graduação. Entrei em contato com um advogado, paguei R$ 2.632,00 (empréstimo) e o pontapé inicial foi dado. O processo tramitou de 28 de março de 2016 até 11 de julho de 2016. A concessão da segurança ocorreu em 25 de maio de 2016, mas, o instituto demorou para cumprir o mesmo. Por fim, sou servidor público federal desde 20 de julho de 2016 e, apesar de ter tido um final feliz, não recomendo essa apreensão para ninguém. Se puderem evitar este transtorno, o façam. Caso contrário, preparem-se para a batalha com o máximo de antecipação possível.

Anne Calil
4

Olá, você viu um caso do tipo item 11, que um analista da Ciência da Computação pode assumir um cargo de técnico de informática?
Obrigada

breno santos
6

a pessoa ficar 4 anos de segunda a sexta em um bacharel para fazer concurso para nivel tecnico?
eu fiz analise de sistemas EAD,aparecia lá so para fazer as provas ,nem os encontros presenciais eu frequentava direito,hoje sou analista na universidade federal do ceará.Acho que falta planejamento para as pessoas,nao temos tempo a perder

Otávio Reis
7

Olá, Walter! Estou cursando Licenciatura em Computação estou no 5º período, seu texto ficou muito bem explicado e tirou algumas dúvidas que eu tinha, mas ainda tenho uma que é a equivalência da grade curricular alguns professores mostram que nosso curso a parte computacional é equivalente ao de Ciência da Computação. mas tenho medo que na hora de fazer algum concurso na área de T.I. como quase na maioria das vezes não aparece a licenciatura e sim bacharel, será que terei “dor de cabeça”.
Como eu procedo quando leio no Edital do concurso e não aparece a Licenciatura mas nos requisitos de conhecimento eu tenho as pois são as matérias que foram estudas no meu curso.

Obrigado.

Felipe
9

Muito bom artigo colega! Só um adendo ao item 10, pois a Petrobras já aceita cursos de tecnologia desde o concurso de 2011. Mas a coisa mais esdrúxula nisso tudo é que antes da Petrobras aceitar os tecnólogos, ela aceitava praticamente qualquer curso para os cargos de TI, menos os tecnólogos, é claro. Veja alguns cursos, no mínimo bizarros que ela aceitava para o cargo de analista de sistemas: Astronomia, Bioquímica, Meteorologia, Oceanografia, Oceanologia.

A PF é outra que vive dando entendimento próprio às regras. A lei que regulamenta os cargos da PF é clara e não distingue se o curso é licenciatura, bacharel ou tecnólogo. Não aceitar um curso por mera decisão administrativa do chefe de RH do órgão “é demais” para nós que, além de TI, também estudamos Direito. E sinceramente, se o cara consegue passar naquela prova, ele pode ser formado até em Astrologia (como na Petrobras) que com certeza ele irá desenvolver um ótimo trabalho na PF.

O correto no meu entendimento é que, enquanto não houver regulamentação da profissão, os órgãos e instituições públicas se limitem a exigir somente a formação em TI, independente de ser licenciatura, bacharel ou tecnólogo e pare de aceitar esses cursos que nada tem a ver com a profissão sem que o profissional tenha ao menos uma pós em TI.

Adailton Junior
10

Ola Walter muito bom seu artigo para nós da área de TI, gostaria de fazer uma pergunta e pedir uma orientação. vou prestar concurso para o TRE-SP, no edital exige os seguntes cursos.
(Certificado, devidamente registrado, de conclusão de ensino médio (antigo segundo grau), ou curso técnico equivalente, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo órgão competente, em conjunto com curso(s) de operação de computadores, com carga horária total de, no mínimo, 120 horas-aula (será admitida a soma da carga horária de cursos para cumprimento dessa exigência), também serão aceitas horas-aula das disciplinas de Sistemas Operacionais, Redes de Computadores e Eletrônica, em curso técnico ou superior na área de Tecnologia da Informação, cursadas em instituição de ensino reconhecida pelo órgão competente.
Pois bem, estou cursando Gestão em TI e ja cursei as disciplinas “Fundamentos de Sistemas Operacionais 60 horas” e “Redes de Computadores e Telecomunicaçao 60 horas” oque totalizaria as 120 horas que pede o edital, minha dúvida é a seguinte, será que eles podem tentar me impedir só por causa das nomeclaturas “sistemas operacionais” e “fundamentos de sistemas operacionais” e também “rede de computadores” e “redes de computadores e telecomunicações”? E caso isso aconteça como posso me defender? sei que é difícil dar uma resposta precisa, mesmo assim gostaria de um palpite se possível, desde ja agradeço pela atenção, e espero que o senhor continue com esses artigos, são muito bons !

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
11

Adailton, pela situação descrita, o cenário é muito favorável. Mas se mesmo assim a banca examinadora quiser barrar, o jeito é entrar com um mandado de segurança. Lembrando que mesmo com o Mandado não exite nada líquido e certo.

Ana Almeida
12

Olá Walter, gostaria de sua opinião sobre uma situação que está diretamente ligada ao assunto do artigo.
Prestei concurso para o cargo de Tecnólogo Área/Telemática, no edital o requisito era ter o curso de Telemática, porém minha formação é Tecnólogo em Redes de Computadores.
Provavelmente não aceitarão meu diploma. Caso isso ocorra, você acha possível recorrer de alguma forma?

Leonardo Queiroz
14

Amigos e amigas, vocês sabem de alguém que obteve êxito em sede de mandado de segurança sobre o tema? Caso possua essas jurisprudência e puderem me enviar serei muito grato.

Fernando
15

Bom dia professor saiu um edital de uma prefeitura em que ela exige que a empresa possua um profissional graduado em Redes de Computadores. Pois bem eu sou o único proprietário e sou bacharelado em analise de sistemas pela Fatec -SP alem de ser especializado (pôs graduação) em segurança de redes de computadores. A prefeitura diz que não serve e agora ? Discodo totalmente. Isto que graduacao em redes pelo que sei sai como tecnologo e bacharelado como meu caso 4 anos mais 18 meses de pos. Existem alguma lei que posso usar pra impugnar ?

Neilton
17

Olá Walter!! Parabéns pela produção desse artigo. Todos os aspectos analisados são reais no mercado de TI e no mundo dos concursos. Eu concordo com todos os argumentos apresentados aqui. A falta de regulamentação e organização do setor tem feito muitos formados na área migrarem para outras carreiras, por exemplo a pessoa que vos escreve. Valeu pela iniciativa!! É sempre bom ler textos interessantes e trocar experiência, assim a gente cresce e constrói entendimentos mais solidificados. Abraço a todos.

Andre
18

As vezes nossa formação é muito superior àquela do edital do concurso, mas como não tem o mesmo nome, os candidatos são impedidos de assumir a vaga. Estou estudando para um concurso que fala exige a formação nas seguintes areas:

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Licenciatura em Informática; Bacharelado em Ciências da Computação, Bacharelado em Sistemas de Informação, Engenharia da Computação, Tecnologia da Informação ou Processamento de Dados; Licenciatura plena na área educacional, acrescido de 200 horas de curso na área de informática.
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Eu sou formado em Tecnologia em Redes de Computadores (Tecnólogo). Eu encaminhei um email para a organização do concurso para saber se minha formação seria aceita para uma possível nomeação caso eu passasse. (estou esperando uma resposta oficial deles).

Bruno
19

Professor,

Vou fazer um concurso que tem como requisito graduação em informática, mas sou tecnólogo em análise e desenvolvimento de sistemas. Nesse caso, minha graduação cumpre a exigência editalícia?

Obrigado!

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
20

Oi, Bruno, o curso tecnólogo cumpre o requisito de “nível superior”, mas a ferro e fogo é diferente de “graduação”. Contudo, acho que caberia recurso (administrativo). O ideal é consultar logo a banca, e diante de uma eventual negativa, entrar com um mandado de segurança.

WAGNER BARBOSA CARDOSO
22

Bom dia,

Professor, tenho curso Tecnico em Processamento de Dados(Segundo Grau Tecnico) e possuo Nivel Superior em Desesenvolvimento de Sistemas e de Software. Gostaria de prestar o concurso da Petrobras Pra o Cargo de Tecnico de Operaçoes Jr, porém não consta no Edital monha formação.

Requisitos: diploma ou certificado de habilitação de técnico de nível médio em: Análises Químicas, Automação Industrial, Construção Naval, Eletricidade e Instrumentos Aeronáuticos, Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Fabricação Mecânica, Manutenção Automotiva, Manutenção de Aeronaves, Manutenção de Máquinas Pesadas, Máquinas Navais, Mecânica, Mecânica de Aeronaves, Mecânica de Precisão, Mecatrônica, Metalurgia, Metrologia, Petróleo e Gás, Petroquímica, Plásticos, Química, Refrigeração e Climatização, Sistemas a Gás ou Soldagem, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação, Secretarias ou Conselhos Estaduais de Educação.

Verificando o Edital o mesmo deixa uma situação em aberto:

As denominações dos cursos técnicos previstos para os cargos de nível médio, objeto deste Edital, foram estabelecidas com base no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, instituído pelo Ministério da Educação através da Portaria nº 870, de 16 de julho de 2008. Serão aceitos diplomas e certificados de outros cursos técnicos, com denominações distintas, desde que:
a) constem na Tabela de Convergência do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos e sejam convergentes para os cursos técnicos requeridos para o cargo ofertado, conforme a citada Tabela de Convergência, disponível no endereço eletrônico do Ministério da Educação (http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=41271-cnct-3-edicao-pdf&category_slug=maio-2016-pdf&Itemid=30192); ou
b) para os cargos que exigem registro no respectivo Conselho de Classe, sejam acompanhados de registro profissional com título correspondente aos cursos técnicos requeridos para o cargo ofertado.

Se aprovado nesse concurso, teria a possibilidade de eu assumir esta vaga de alguma forma ?

Desde já agradeço..

Francisco Correa
24

Essa discussão pode se tornar riquíssima, ou medíocre. Isso vai depender do bom senso e do conhecimento das pessoas que estiverem envolvidas. Primeiro acho que as instituições que pleiteiam preencher seus Cargos não se atualizam. Exemplo: sou formado na primeira turma de Processamento de Dados da UnB e, na época, o currículo dessa profissão estava sendo preparado. Embora a formação seja de tecnólogo,pois não existia nenhum outro nome, fiz quase 4 anos de faculdade quando tecnólogo exige apenas dois. Hoje está tudo diferente.
O cenário é outro. As linguagens de programação são outras. O ambiente é outro. Naovexiste limitação de memória como existia na minha época. Enfim , tudo está diferente. Acho que temos de discutir melhor esse assunto. Coloco-me à disposição para isso. Quem quiser crie um fórum para debatermos o assunto.

Marcelo Miranda
25

Boa noite Walter,
primeiramente parabéns pelo artigo! Muito informativo. Você conhece algum caso de jurisprudência de Engenheiro tomando posse como Técnico da mesma área? Sou engenheiro mecânico e estou pleiteando uma vaga pública como técnico. Sabe se é possível?

Desde já agradeço sua atenção!

Fernando
26

@Wagner e Walter / Técnico de Operações na Petrobrás é um cargo para técnicos (e engenheiros) nas diversas áreas de química, petróleo, elétrica e mecânica. Não tem nada a ver com TI… No catálogo citado no edital, também são áreas completamente diferentes.

Ou seja, perda de tempo. Melhor estudar para os concursos do Tribunal de Justiça, que não exigem registro no conselho de classe.

Leonardo
28

Olá, Walter!

Bom, tenho uma dúvida específica na área de concursos, no meu caso sou formado como Tecnólogo em Redes de Computadores, porém, o concurso que me inscrevi recentemente exige Curso Técnico Em Informática acrescido de um Certificado de Programador de Sistemas que no caso eu tenho, mas a minha dúvida mesmo é se como Tecnólogo em Redes eu posso concorrer a vaga de Técnico Em Informática neste concurso sem ocorrer o risco de perder a vaga caso for aprovado? Ou nesse caso a formação pedida é mais específica neste caso? Desde já, agradeço pela a atenção e se puder opinar nesta pergunta ficarei bastante grato.

Obs: A vaga que quero concorrer diz que é para atuar Área de Apoio Especializado –
Especialidade Informática.

Obrigado.

Adams Collins
30

Concursos da área de tribunais para cargo de Técnico Judiciário – Área apoio especializado – Especialidade Informática geralmente o pré requisito é: Comprovante de Conclusão de curso de ensino médio (2º grau) ou equivalente, devidamente reconhecido, acrescido de cursos de programação de sistemas totalizando, no mínimo, 120 ou 180 horas/aula, ou curso de Técnico em Informática, devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação.
É possível assumir sendo Bacharel em Sistemas de Informação?

Bruno
31

Professor,

Vou fazer um concurso que tem como requisito formação de nível superior em Informática, Sistemas de Informação, Ciência da Computação ou Processamento de Dados, mas sou tecnólogo em análise e desenvolvimento de sistemas. Nesse caso, minha graduação cumpre a exigência editalícia?

Obrigado!

Bruno
33

Professor,

Vou fazer o concurso da Novacap para Analista de Sistemas e no edital consta que o requisito é ser bacharel em Analise de Sistemas, Sou Bacharel em Ciências da Computação, nesse caso minha formação cumpre a exigência?

David Morais
34

Professor,

Fui aprovado em um concurso para Técnico em Laboratório de Informática da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e no edital consta como requisito possuir “Ensino médio profissionalizante completo na área de informática ou ensino médio completo acrescido de Curso Técnico na área de informática. “, e possuo o Técnico em Redes de Computadores. Neste caso, cumpro com o requisito?

Wagner
37

Parabéns pelo artigo esclarecedor, Walter !
Sou formado no curso de “Engenharia eletrônica e computação” pela ufrj, sendo que meu curso possui ementa um pouco mais focada na área de eletrônica.
O editais costumam disponibilizar vagas para a área de “Engenharia eletrônica” e para área de “Engenharia de computação” em cargos distintos, de tal forma que eu devo escolher somente uma dessas duas áreas.

Minha dúvida é : Como o nome do meu curso abrange as duas áreas, eu posso escolher qualquer uma das áreas ?
Obrigado !

Luis
39

Walter, parabéns cara. Meses procurando algo tão esclarecedor e só agora encontrei, parabéns mesmo.
Estou aprovado num concurso para professor na instituição que me formei. Acontece que nesse último edital não colocaram minha formação, como ocorreu no antepenúltimo edital. Foi colocado uma formação que não existe no catálogo do mec, tecnólogo em eletrônica, mas que é muito parecida com tecnólogo em eletrônica industrial, que existe. Sou tecnólogo em automação industrial, cuja grade é muuuito parecida com a do tecnólogo em eletrônica industrial.
O fato de já ter havido concurso que aceitou minha formação, acrescido ao fato de terem colocado no edital um curso “inexistente” me deixa esperançoso. Já fui professor substituto nessa mesma instituição federal.
Qual sua opinião?

Desde já, muito obrigado. Abraço!

    Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
    40

    Oi, @Luis, primeiramente obrigado pelas palavras. Quanto ao seu pleito, acho que ele tem tudo para ser aceito ainda em sede administrativa, ou seja, sem precisar de judicialização. Boa Sorte!

Robson
41

Professor, vi que há algum tempo não há mais a vedação de tecnólogos para os cargos de Peritos no site da PF, conforme informação retirada de lá:

“Caso sua graduação não esteja explicitamente elencada no Decreto n° 5.116/04, de 24 de junho de 2004, existem duas possibilidades. A primeira é que a Polícia Federal não oferece vagas de Perito Criminal Federal para graduados nestas áreas de conhecimento (Ex: enfermagem, administração, psicologia, educação física, etc…). A segunda possibilidade é que exista divergência entre a denominação adotada no decreto e o nome do seu curso. Neste caso, no momento da matrícula no Curso de Formação Profissional, poderá ser realizada uma análise acerca da eventual equivalência dos cursos.”

Conforme o Decreto 5.116/2004, para o cargo é necessário diploma de graduação nas áreas: “…Ciências da Computação, Processamento de Dados, Análise de Sistemas, Informática, Sistemas de Informação, Engenharia da Computação…”

De acordo com o MEC :
“De: Análises de Sistemas ———> Para: Sistemas de Informação ou Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas”

Dessa forma, uma pessoa formada em Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas poderia concorrer ao cargo?

Rodrigo Faulhaber
43

Olá, seu artigo é muito esclarecedor.

Eu enfrento um problema parecido na área de Administração ou Administração de Empresas. Que também é tão ampla quando a área de TI.

Sou formado em um curso chamado Negócios Internacionais (bacharelado), que nada mais é do que uma ênfase do curso de Administração (assim como há ênfase em RH, finanças, etc) e tenho encontrado muita dificuldade em me encaixar no perfil dos editais pois nenhum coloca essas áreas conexas de administração.

Sei que não é sua área, mas se puder me orientar de qualquer forma.

Estou pensando em fazer uma pós na área de Administração ou Administração Pública para facilitar meu ingresso no setor público.

Você acha que é possível eu conseguir assumir um cargo que pede formação em Administração?

No seu caso foi isso o que aconteceu? Ou sua formação é exata com a que pedia seu edital?

No fundo, acredito que as legislações de criação dos cargos não acompanharam o sistema educacional no Brasil, e estão defasadas.

Tenho receio de perder um bom cargo por questões apenas burocráticas ou, de simples nomenclatura.

Abraços!

    Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
    44

    @Rodrigo No meu caso, fiz para um concurso em que qualquer formação poderia concorrer.
    Se eu fosse você, faria as provas e, se der problema, eu entraria na justiça.

ARTHUR
45

Olá Walter

sempre tive umas duvidas sobre dois assuntos em concursos de TI para nivel médio! Vou postar duas vagas aqui de um edital que eu vi

tecnico em operação de computadores: certificado de conclusão com aproveitamento de cursos técnicos de operações com equipamento eletrônico de computação totalizando, no mínimo, 120 horas (serão aceitas, ainda, horas/aula das disciplinas de Arquitetura e Organização de Computadores, Sistemas Operacionais, Redes de Computadores e Eletrônica, em curso superior na área de Tecnologia da Informação).

No caso eu faço engenharia de produção, será que se eu puxar essas matérias no curso de TI da minha faculdade eles aceitam os cursos sem problemas? ou eu por fazer produção ja estou automaticamente não podendo concorrer?

o segundo

tecnico em programação de sistemas:
Curso Técnico equivalente, acrescido de cursos de programação de sistemas totalizando, no mínimo, 180 horas/aula

Aqui ele pede cursos com certificados, servem aqueles de cursos online como coursera/microsoft/fgv/senai/senac que dão certificado?

Obrigado pela atenção! conheci o site hj, esse post me tirou várias duvidas ja!

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
46

Oi, @Arthur! Cara, “sem problemas” com um curso engenharia da produção para uma vaga de TI é meio utópico. =D
Contudo, a exigência do Edital pode ter dupla interpretação no tocante ao seu curso ser necessariamente de TI OU se apenas as cadeiras aproveitadas precisarem ser de um curso de TI. Caberia então uma consulta a banca.
Quanto ao segundo item, acredito que o edital esteja se referindo a cursos curriculares das escolas técnicas oficiais, e não a cursos livres promovidos pelas entidades que você citou. Mas, também caberia um questionamento à organizadora.

Márcio
47

Olá Walter,

Sou Engenheiro de Controle e Automação e recentemente saiu o edital para Engenheiro Eletrônico das Forças Aéreas Brasileira (FAB). No edital não diz nada se aceita outra formação ou não, porém o conteúdo do concurso eu estudei praticamente todo na faculdade (a grade é muito parecida).
Sabe como a FAB costuma proceder? Se tenho chances? E só tenho como saber se posso entrar depois que fizer e for aprovado?

Abraço!

    Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
    48

    Oi, @Márcio, o melhor caminho é sempre uma consulta formal à entidade. Contudo, o fato de você ter equivalência de grade já é uma boa notícia. As Forças Armadas costumam ser bem racionais em relação a esse tipo de solicitação.

George Martins
49

Márcio, estava procurando a resposta a esse mesmo questionamento. O CREA deu ao engenheiro de controle e automação as mesmas atribuições do engenheiro eletrônico e se fizer algumas matérias que na minha faculdade são 4, recebe as atribuições da eng Elétrica. Talvez utilizando isso, seja mais fácil conseguir a aprovação. Além do mais, no meio militar, tem algumas engenharias com nomes bem específicos, duvido muito que tenha problema quanto a isso, como é o caso do IME com eng de fortificação e construção, eng de comunicações, provavelmente seriam aceitas como eng civil e eng eletrônica, respectivamente.

Patrick Valadares
50

Walter excelente texto.
Fiz concurso para UFF reingresso para engenharia elétrica, sou formado em sistemas de informação, na analise documental não aceitarão meu diploma, pois no edital constava ciências da computação (bacharelado) e tecnologias em sistemas de computação (tecnólogo), quando comparo as ementas meu curso tem 3.064 horas enquanto esse tecnólogo tem 2400,
Me parece que a organizadora esqueceu de adicionar, pois não faz muito sentido não aceitar sistemas de informação também, já que as ementas são bem parecidas.
Solicitei recurso sobre a avaliação do diploma mas desconfio que não ira adiantar pois só poderia faze-lo ali na hora não dava tempo para consultar as ementas.
os editais poderiam ser feitos realmente de outa forma para ti, pois realmente é muito difícil um profissional formado em qualquer carreira de ti(bacharelado) não ter basicamente 65% das cadeiras da sua formação iguais.

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
51

Oi, @Patrick, infelizmente da mesma forma que aconteceu com você, tem acontecido com muita gente. Tudo por conta da falta de padronização nas nomenclaturas dos cursos.

Marc
52

Boa tarde Walter. Parabéns pelo site e pela disponibilidade em tirar nossas dúvidas. Tem um concurso municipal no interior de SP para “Técnico de Informática”, cujos requisitos são: “Ensino Médio completo, Curso de Formação Técnica ou Superior na área de Informática/ Computação”. Sou Engenheiro Elétricista, Ênfase em Eletrônica, e também possuo 2o grau técnico em Eletrônica. Queria saber sua opinião sobre a compatibilidade da minha formação com o requisito do edital. Já entrei em contato com a banca e disseram que essa avaliação só será feita na fase da convocação. Obrigado.

Pericles
53

Bom dia. Em alguns concursos solicita-se, na prova de títulos, certificado de curso de Informática (Sistema Operacional, Planilhas e Edição de Texto) para um cargo, por exemplo, de Técnico em Nível Superior.
A dúvida é a seguinte: o diploma de graduação em qualquer curso de Computação (Ciências, Sistemas e Engenharia) substitui este certificado? A banca entende que quem tem nível superior em alguma área da Computação, necessariamente possui essas qualificações? Alguém já passou por isso?

O que você acha, Walter?

Darles Rodrigues
55

Olá Walter

Estou passando pelo mesmo problema vou fazer um concurso para um cargo chamado Técnico em Tecnologia da Informação, pois tenho Técnico em Informatica pelo instituto federal do pará e no cargo do concurso estão pedindo esse cargo aqui “Ensino Médio Profissionalizante ou Médio Completo acrescido de Curso Técnico em eletrônica
com ênfase em sistemas computacionais.”

Minha duvida é se posso concorrer a essa vaga sem problemas no futuro?

nascimento
57

Boa noite PROFESSOR, o poste é muito bom e interessante ja indiquei para os colegas de turma.

Pretendo fazer um concurso publico, onde o pre requisito é graduação em Engenharia, Informática, Sistemas de Informação, Ciência da Computação ou Processamento de Dados.
Estou terminando minha graduação em analise e desenvolvimento de sistema, gostaria de saber se minha futura graduação satisfaz o edital.
Pois não quero ter desgaste se caso eu for aprovado.

obrigado desde já.

Andre
59

Sou formado em bacharel de sistema de informacao .. estou prestando concurso para técnico administrativo no secitec. . Contudo lá está descrito vagas para técnicos ou bacharelado em ciência da computacão, por não me atentar fiz a inscrição e paguei no valor 90, agora estou com receio de não poder exercer caso passo nas seletiva! Oque vcs acham? Estarei aguardando a resposta.

Bruno Carvalho
61

Walter… parabéns pelo post. Eu curso Sistemas para Internet, observei que em alguns editais não prevêem esta nomenclatura para vagas de analista de sistema… ambos são desenvolvedores, onde a diferença se dá apenas na ênfase de desenvolvimento web do meu curso.

No seu entendimento, isso pode ser um impedimento para concursos públicos cuja vaga está discriminada “Analista de Sistema” ou vai de boa?

Um Grande Abraço! ;)

Saymon
63

Boa noite, Professor, min inscrevi para um concurso para Professor efetivo de uma universidade e no edital está como os requisitos mínimos para o cargo: Licenciatura em Ciências da Computação; ou em Computação; ou em Informática;
ou Bacharelado em Ciências da Computação; ou em Sistemas de Informação;
ou em Engenharia da Computação; ou em Engenharia de Software; ou
Graduação em Redes de Computadores. Mas a minha Formação é Tecnólogo em Analise e Desenvolvimento de Sistemas e tenho Pós-graduação em Redes de Computadores com ênfase em Segurança da Informação. Contudo lhe pergunto quais procedimentos a se tomar caso não seja aceito a minha formação para a investidura no cargo, isso se eu passar, kkk

João Neto
65

Walter,
Boa Noite!!

Gostei muito do site e do seu texto!!!
Estou ainda com uma dúvida!!
Não sou formado, tenho certificações na área de TI (Cisco, Linux, Microsoft) e curso profissionalizantes… trabalho com tecnologia desde 2002. Quando o edital pedi curso técnico em informática com certificado reconhecido pelo MAC…. eu estaria habilitado ou quando ele fala curso técnico estão falando em carga horária? Digo isso porque tenho como comprovar em CT e certificados!
Grato pela atenção!

Hiago Silva
67

Olá, tenho curso técnico em Rede Computadores, gostaria de saber se posso concorrer a vaga de técnico em informática ?

Júlio Véras
69

Walter,
seu post é muito bacana e esclarecedor, contudo, tenho um problema que, embora bem afirmado no ponto 11 (Curso Superior x Curso Técnico), não sei como argumentar com base em leis.
Sou formado em nutrição, possuo mestrado em nutrição e doutorado em nutrição; e concorri a um cargo federal Técnico em Alimentos e Laticínios e fui aprovado. O concurso exigia o Conselho Regional de Química e, como possuo regulamentação própria, o CRQ me negou minha inscrição. Fui nomeado e argumentei na justiça que tenho, não só as mesmas qualificações, como muito mais do que o cargo exige, acreditando não ser necessário o CRQ e, portanto, apresentaria meu CRN (Conselho Regional de Nutrição). O juíz indeferiu o processo com apenas argumentos referentes ao CRQ e não às funções do cargo, que não trariam qualquer prejuízo com minha formação. Neste caso, qual o embasamento legal quando for recorrer?!

Desde antes, já agradeço à disponibilidade!

TIAGO
70

Adorei sua matéria!
Estou passando por um problema, o que você acha que devo fazer?
Fui aprovado em primeiro lugar em um concurso para “Técnico em Informática”, e provavelmente serei convocado ano que vem.
Eu estou quase concluindo (falta 1 semestre) o curso de Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, como só serei convocado só no ano que vem, você acha que devo terminar o curso de TADS ou aproveitar o período para fazer um curso de Técnico em Redes (na Uniorka) que dura 6 meses para garantir a minha posse?

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
72

@Júlio, você precisa apurar SE o CRQ é apenas uma demonstração de qualificação OU se ele realmente será indispensável ao exercício da atividade.

arthur
73

Bom dia. Para o cargo técnico em computação.

A exigência do edital é : “Certificado, devidamente registrado, de conclusão de Curso Técnico de Nível Médio ou Segundo Grau na área de
Informática, fornecido por instituição de ensino reconhecida pelo MEC.”

Possuo o curso técnico em eletrônica integrado ao médio e 80% de integralização no curso de engenharia da computação.

Será que cumpro os requisitos?

Agradeço muito!

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
74

@Arthur para quem conhece do tema, acho que você cumpre os requisitos sim. Contudo, talvez tenha que gastar tempo explicando para a Banca.

Maik
75

Olá Walter, estou com duas duvidas referentes a processos seletivos diferentes,
Em um o cargo pleiteado se refere a Técnico de Tecnologia da informação, e nos requisitos apresentam-se : ” Possuir o Ensino Médio Profissionalizante ou Médio Completo acrescido de Curso Técnico em eletrônica
com ênfase em sistemas computacionais.”
Eu possuo o ensino médio completo acrescido de curso técnico em eletrônica, o curso apresenta ênfase em computação mas não contêm isso no nome, gostaria de saber se isso seria problema.

em outro certame encontra-se a Função “Técnico em manutenção em equipamentos de informática” seguido do registro no CBO 3132-20, onde :
3132 – Técnicos em eletrônica
3132-05 – Técnico de manutenção eletrônica
3132-10 – Técnico de manutenção eletrônica (circuitos de máquinas com comando numérico)
3132-15 – Técnico eletrônico
3132-20 – Técnico em manutenção de equipamentos de informática
, e é onde meu curso se encontra, teria problema também?

Cássia
76

Boa tarde!
Tenho a seguinte dúvida, no último concurso de um tribunal aqui da minha cidade os requisitos eram esses:
REQUISITOS: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Sistemas de Informação, Tecnologia em Processamento de Dados ou Tecnologia em Redes de Computadores, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).
No próximo edital, caso seja da mesma forma, o meu curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas serviria?
Desde já agradeço!

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
78

Oi, @Maik, quanto à primeira dúvida, acho que você não teria problemas. Quanto à segunda, tem que ver se o seu curso obedece ao CBO 313215.

Paloma Lima
79

Olá Walter, tudo bem? Parabéns pelo post tirou bastante duvidas, mas ainda tenho outras rs
Sei que não é sobre TI, mas gostaria de saber se pode me ajudar.
Eu prestei a prova do concurso da Sabesp para o cargo Técnico em Saneamento, no edital pede: “Diploma ou Certificado do Ensino Médio Técnico completo em Saneamento, expedido por instituição reconhecida pelo Ministério da Educação, Secretarias ou Conselhos Estaduais de Educação; com registro profissional no órgão de classe”. No momento estou cursando o técnico em saneamento, entretanto sou formada como engenheira ambiental. Tenho grande carga horaria em saneamento pelo curso de engenharia ambiental. Tenho o CREA ativo também.

No inicio eu só prestei com o intuito de saber como sairia na prova e torcendo para me chamarem apenas depois de um ano, o qual consigo finalizar o curso técnico. Entretanto, surgiu a possibilidade de caso eu seja chamada antes de concluir o curso técnico e assumir pelo fato da graduação em Eng. ambiental.

Será que eu consigo assumir o cargo? ou qual tramite terei que realizar para mostrar que tenho a possibilidade de assumir o cargo?

Grata pelo esclarecimento.

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
80

Oi, @Paloma, existe chance sim, mas provavelmente você ter que dar uma “ralada”. Se convocada, submeta sua documentação normalmente. Se indeferida, entre com um recurso administrativo apelando para a equivalência de grade. Se ainda sim for indeferido, e você ainda achar que está sendo prejudicada (e tiver di$posição), recorra à medida judicial na forma de mandado segurança. Ressalto apenas que todas essas medidas são decisões personalíssimas, ou seja, cabe a você tomá-las ou não.

valwanderson
81

oi, gostaria que você me tirasse uma duvida, eu quero fazer o concurso da câmara municipal de goiania para técnico de informatica, mas eu tenho curso profissionalizante de montagem e manutenção de micro, redes, programação em c++ entre outros, e sou concursado na prefeitura como agente de serviços de informatica a 3 anos (faço o trabalho de técnico), você acha que eu seria barrado no concurso se eu passasse?

por que eu vi um edital de 2006 que pedia curso técnico e experiencia de 2 anos. ai fica a duvida eu não tenho o curso técnico, mas tenho vários cursos que juntos dariam a grade curricular de um nível técnico, eu seria aceito no concurso ou não.

Rony
82

Oi tudo bem, tenho curso técnico em Contabilidade reconhecido pelo MEC, gostaria de saber se eu fizer um curso de programação de 120 horas eu estaria apto a assumir o cargo de técnico de informática no concurso que tem os seguintes requisitos:

REQUISITOS: certificado de conclusão de curso de nível médio (antigo segundo grau), acrescido de curso de programação com, no mínimo, 120 horas/aula, ou certificado de curso técnico na área de informática, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo MEC.

Desde já agradeço.

vini
84

Cara, que sacanagem hein? Pq ao inves de incentivar as pessoas a roubarem as vagas do tecnico nao incentiva a elas a estudarem ao que elas se proporam? Então pra que fazer a porra do técnico no Brasil , sendo que é só ter uma faculdade e que se dane a pessoa que só tem o técnico.

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
85

Oi, @Vini. Eu não estou incentivando as pessoas, apenas respondendo o que é ou não é possível. Outra, as pessoas passarão por uma seleção para conquistar as vagas, e não “roubá-las”. Bons estudos!

Alessandro
86

Boa noite, Walter.
Antes de tudo, parabéns pelo seu post e pela atenção com todos nós que “sofremos” com os Editais.
Bom, sou engenheiro elétrico por formação, com pós em Administração (ambos na UFF), 20 anos de TI, dos quais os ultimos 10 como gestor de projetos/portifolios (PMP) em grandes empresas.
Contudo, cansei do setor privado e nos ultimos dois anos tenho estudado com afinco para provas de auditor de receitas (federal, estadual) – que não têm aberto concursos.
Tenho vislumbrado o cargo de Auditor de Contas (estadual ou municipal RJ, SP) cujas disciplinas a estudar são próximas. No entanto, tenho percebido que alguns destes editais restringem à Administração, Ciências da Computação/Informática, Direito, Economia, Estatística, Contabilidade e até Arquitetura. Mas a Engenharia não está lá.
Pior ainda, é que me sinto muito confortável com as disciplinas exigidas, e não penso em fazer outra graduação.
O título de pós-graduação em Administração serviria para um tribunal de contas?

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
87

Oi, @Alessandro, não gosto de dar esse tipo de resposta, mas no caso da sua pergunta vai ser o jeito, então: “depende”. Sem saber o que está escrito fielmente no Edital, infelizmente não como dar uma resposta mais precisa.

Teodoro
88

Walter, boa noite. Parabéns pelas explicações!

Sou formado em Eng. Mecatrônica, tendo trabalhado na área de automação e sistemas na Siderurgia. Posteriormente indo pra uma empresa de fábrica de software, pra ser o responsável da área de desenvolvimento. Fiz uma pós em Gestão de Projetos e no meu CREA sou Engenheiro Mecânico – Automação e Sistemas.

Já estou a quase 2anos nessa de concurso. Comecei com planejamento, tenho meu Coach que é o Leonardo Marcelino da VP Concursos. Quando entrei nesse meio escolhi em fazer os altos órgãos do executivo que são menos restritivos nesse quesito. Mas já tô ficando em choque porque não abrem as oportunidades. As que abrem pedem a graduação em TI. Você vê alguma alternativa pra mim? Fazer as provas. E caso a aprovação vier, entrar com mandado de segurança alegrando minha pós, minhas atribuições no CREA, cargos de TI preenchidos na minha CLT, ementa curricular. O que você acha? Tenho solução? Meu foco é o BACEN, só que estou precisando nesse momento de uma outra aprovação, já que meu psicológico, de ficar 2 anos isolado, tem me afetado por agora. E acho que uma rotina com convivência com pessoas iria ajudar no momento. Até pq já estou com 4mil horas e repetindo livros pela 7,8,9x. E sem previsão de abertura dos federais que eu poderia fazer.

Carlos Alberto Silva
89

Bom dia Walter, muito esclarecedor o seu artigo, meus parabéns!

Estou com um dúvida sobre se posso ou não concorrer ao cargo de PERITO da Polícia Federal na área de informática.

Minha formação é de Administração com Ênfase em Análise de sistemas e ainda tenho uma pós-graduação em Tecnologia da Informação aplicada à Gestão de Negócios pela Fundação Getulio Vargas. Além disso atuo na área desde 1984. À época que fiz a graduação não havia cursos para a área especificamente.

Gostaria, se possível, de uma orientação se devo ou não arriscar para a área.

Desde já, lhe agradeço.
Carlos Alberto Silva

Mota
91

Ótimo texto, Walter.
Sou formado em sistemas de informação e pretendo prestar o concurso da PF para perito área 3, mas o edital vem especificando as áreas: analise de sistemas, ciência da computação…
Nesse caso poderei fazer ou fico “excluído”?

Tonny
93

Professor,

estou concorrendo a uma vaga em um concurso para o cargo de Técnico em Gestão de Informática e o mesmo tem como requisitos no edital os seguintes:

Diploma de curso de graduação em Ciência da Computação, ou Engenharia da Computação, ou Sistemas de Informação, ou Tecnologia em Processamento de Dados, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério de
Educação. Habilitação Profissional: registro no órgão de classe.

Minha formação é tecnólogo em análise e desenvolvimento de sistemas, acha que terei problema para assumir o cargo se eventualmente ficar dentro das vagas?

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
94

Oi, Tonny, se você pegar um homologado mais rígido, pode haver contratempos sim, mas nada (acredito) que um recurso administrativo e/ou judicial não resolva.

Lucas V
95

Bom dia, sou Engenheiro de Produção e Engenheiro de Segurança no trabalho. E estou realizando pós graduação em Auditoria, Perícia e gestão ambiental. Gostaria de saber se em um concurso que pede por exemplo como já citado curso na área de “Geologia, Biologia, Agronomia, Eng. Ambiental, Eng. Florestal ou Gestão Ambiental” se eu como Engenheiro de Produção originalmente poderia através da justiça ou de forma normal requerer a vaga.
Estou desenvolvendo minha formação toda na área de ambiental, inclusive Eng. segurança no trabalho tem 40h de materias ambientais.
Pretendo fazer mestrado na área tbm, entretanto não gostaria de fazer um novo curso de graduação apenas para concorrer a vagas de Eng Ambiental.
Alguém já passou por isso? O que acha Walter?

Lucas V
96

Walter, inclusive amplio minha dúvida, como disse estou terminando a pós na área ambiental com 400h, gostaria de saber se ao invés da pós fizesse mestrado na área ambiental, poderia requerer um concurso para Engenheiro Ambiental, já que sou Eng de produção + formação de pós lato sensu/stricto sensu.

HARLEY
97

Gostaria de saber se estas regras valem para seleção interna. Sou graduado em química porem minha inscrição para seleção foi indeferida.

Rodrigo
98

Professor

Sou formado no ensino superior em Bacharelado em informática, eu trabalho em cargo de comissão em uma Prefeitura, exercendo a função de técnico em informática. Fiz o concurso para essa Prefeitura, para o cargo de Técnico e Informática, acabei passando. Sera que terei algum problema em assumir o cargo?

Walter CunhaWalter Cunha Autor do Post
101

Oi, @Lucas sinceramente não em sinto apto a responder suas perguntas, uma vez que a minha especialidade são formações em Tecnologia da Informação.

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